Segundo sua esposa, quando ele não está trabalhando, pratica esporte em casa: nada, nada e nada.
Mas o fato é que, mesmo com o tamanho da antena, ele não conseguiu ficar sintonizado com a China.
Curso de Pedagogia da Ufac sofre intervenção do MEC
De Freud Antunes
O curso de Pedagogia da Universidade Federal do Acre (Ufac) receberá a intervenção do Ministério da Educação (MEC) por ter tirado nota baixa no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) e no Indicador de Diferença entre os Desempenhos Observado e Esperado (IDD).
Para corrigir o problema, a instituição terá dez dias para responder que ações serão implementadas para melhorar a qualidade do curso. Caso não haja elevação do nível do ensino, a faculdade pode ser fechada.
Na lista do MEC, existem 60 universidades, sendo que apenas duas são públicas: a Ufac e a Universidade Federal do Mato Grosso.
A supervisão que será implantada poderá levar a redução de vagas como foi realizado com os cursos de Direito avaliados pelo Ministério.
Na relação do governo federal, o curso de Pedagogia da Ufac tirou 2 na avaliação que tinha uma escala de 1 a 5. O teste verifica o nível de conhecimento dos alunos que estão iniciando o primeiro período e os que estão no último semestre. A Universidade é a única instituição acreana que deverá receber a intervenção.
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Breve comentário
Quem consegue título de doutor - e consegue com o dinheiro público - tem a obrigação de estar acima de disputas politiqueiras para qualificar uma instituição de ensino. Enquanto brigam por uma poder infecundo, alguns cursos da Ufac estão em queda, e isso independe do governo federal.
"Proudhon dizia que toda propriedade é um roubo. A elite brasileira acha que todo cargo público é uma propriedade." De Millôr Fernandes
Mudança no quórum
De Freud Antunes
Durante a sessão de ontem, o vereador Roberto Sá (PT) apresentou um projeto de resolução (PR) para a mudança do quórum mínimo e para o desconto no salário de cada falta do parlamentar.
Segundo o legislador, a proposta será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que deverá dar parecer favorável ou contra.
“Essa resolução muda o regimento interno, reduzindo de seis para três a quantidade de vereadores necessários para a abertura do expediente, além de determinar o desconto em folha de cada falta do parlamentar, o que até agora não ocorre”, finalizou Roberto Sá.
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Breve comentário
Até onde minha ignorância política sabe, a Câmara dos Vereadores de Rio Branco é composta por uma maioria que vota a favor do prefeito Raimundo Angelim (PT). Não entendo o porquê dessa maioria não apresentar projetos que melhorem a imagem da Casa. Faltar e receber o mesmo salário como se não tivesse faltado conspira contra a ética. Roberto Sá está de parabéns por não legislar em causa própria.
Há certos vereadores de esquerda que não disseram até hoje para que vieram.
Traquinagem de
Na semana passada, a Assembléia Legislativa do Acre transformou-se em uma “casa-pralamentar-da-mãe-joana”. Os deputados estaduais Luiz Calixto (PDT), à direita, e Nogueira Lima (PSDB) só não se atracaram porque os seguranças do Poder Legislativo trabalham para apartar briguinhas entre homens públicos - políticos que recebem dos contribuintes, além de um bom salário, auxílio-moradia, auxílio-viagem, auxílio-passeio, auxílio-briga, auxílio-palavrão.
Segundo Calixto, Lima chegou atrasado e muito azedo ao Pralamento, lugar dos grandes oradores, por isso o deputado Donald Fernandes (PSDB) pediu para que os dois orassem a fim de que a calma chegasse. Ela, porém, não compareceu para justamente não assistir a uma “sessão ordinária".
Tudo começou quando Lima, com cara de quem chupou limão, segundo fontes, levantou uma questão muito relevante, muito crucial, muito vital, muito importante para a saúde, para a educação, para a economia, para a cultura e para a população do Estado, qual seja: nas eleições municipais de Rio Branco, Calixto não tem posição com a Frente.
Mas isso, sabemos, é um problema do deputado Luiz Calixto. Se ele tem ou não tem posição com a Frente, bem, não será o deputado Azedo que ficará na reta... final da campanha para saber se Calixto está com tudo em cima do muro, não é verdade?
Da revista CULT
O fotógrafo Cristiano Mascaro fala sobre seu livro mais recente, Feito e Desfeito, publicado pela Editora BEI, em 2007, como primeiro volume da coleção Educação do Olhar. Em entrevista à CULT, o artista e arquiteto nascido em Catanduva, interior de São Paulo, também analisa a produção de "artistas de photoshop" e comenta sobre a ética na fotografia
CULT: Com os programas de computação que tiram e acrescentam aquilo que não existe de fato, a fotografia ganha ou perde?
Cristiano Mascaro - Ainda é muito cedo para fazermos uma análise precisa. Em todo caso, podemos dizer que do ponto de vista da criação, evidentemente, os avanços tecnológicos sempre serão bem-vindos pois colocam novos desafios e possibilidades diante do artista. Por outro lado, no jornalismo, por exemplo, a ética e o compromisso com a veracidade dos fatos devem falar mais alto. Já houve um caso em que o fotógrafo aumentou a dramaticidade de sua imagem de guerra colocando mais fumaça de bombas na cena. Se o costume vingar, rapidamente passaremos a não acreditar no fotojornalismo. No entanto, tenho uma cisma um tanto masoquista que vale principalmente para o primeiro caso, o da criação: facilidades demais atrapalham. O desafio do artista é o duro embate com seu material e as limitações e as dificuldades que lhe são impostas. O fotógrafo diante do computador operando o photoshop corre o risco de se tornar um daqueles "pianistas" sentado à frente de um daqueles pianos eletrônicos: ele só finge que está tocando ou compondo alguma coisa.
CULT - Qual é a ética da fotografia?
C.M. - Muitos conceitos terão de ser repensados e reavaliados depois do aparecimento da linguagem digital. Diversas coisas antes impensáveis como próprias da fotografia, terão de ser assimiladas. Para o bem e para o mal. No entanto, como tudo na vida, há limites. Se não os levarmos em conta, correremos o risco de criar uma outra coisa que não será mais fotografia tal como a conhecemos. Creio que o respeito e a fidelidade aos princípios básicos da linguagem fotográfica definem sua ética. Mas para não parecer muito ortodoxo, devo frisar que esse respeito deve estar mais presente no fotojornalismo e na fotografia documental. No trabalho autoral, o fotógrafo deve ser livre para criar o que bem entender.
CULT - O que é um fotógrafo de Bienal?
C.M. - Desde o surgimento da fotografia os jovens, até recentemente, é bom frisar, pensavam em se tornar fotógrafos sonhando "ver o mundo", refletindo a respeito do que tinham diante dos olhos. Não importava o que resultasse de seus trabalhos: fotos jornalísticas, documentais ou autorais. Atualmente, o que se tem visto é o desejo irreprimível dos fotógrafos de serem "artistas de bienal" mesmo que para isso tenham de se dobrar às "tendências" que vêm de fora, principalmente da Alemanha. E os curadores (nem todos) adoram. E o que vemos? Nada além de instalações ou performances fotografadas (normalmente muito mal fotografadas), fotos do banal que nada são além de uma imagem banal, óbvia e sem surpresas (será metalinguagem?) e, quase sempre, ampliadas no maior tamanho possível. É isso aí, infelizmente.
CULT - Descreva o "mundo desfeito e refeito" através do olhar do fotógrafo.
C.M. - Tomei emprestada a expressão "desfeito e refeito" de um ensaio do professor Antonio Candido a respeito da crônica como gênero literário. Para mim ela define perfeitamente o papel do fotógrafo diante do mundo: desconstruí-lo e reconstruí-lo tornando-o mais interessante e surpreendente.

