"O presidente da Assembléia Legislativa, Edvaldo Magalhães (PC do B), encaminhará a questão junto à Secretaria Estadual de Saúde. Somente a partir dessa conversa, é que será possível saber se é realmente possível o encaminhamento de um projeto de lei por parte do Executivo para a efetivação dos contratos desses profissionais."
Não encaminhará junto à, porque, caso seja assim, ele encaminhará perto da Secretaria Estadual de Saúde. Ora, ele encaminhará à Secretaria Estadual de Saúde.
Há cem anos no jornalismo escrevendo mal.
terça-feira, março 11, 2008
Junto à
segunda-feira, março 10, 2008
O fenômeno da crase
"A chuva alagou tudo, até a casa do operário."
Facultativo o acento grave depois de "até"?
O "até" é preprosição 'extensão/movimento com limite determinado" ou partícula inclusiva "mesmo, inclusive".
1. A chuva alagou tudo, até à casa do operário.
Dessa forma, significa que alagou até junto da casa do operário.
2. A chuva alagou tudo, até a casa do operário.
Dessa forma, significa que alagou até mesmo a casa do operário.
Considero Decifrando a crase, de Celso Pedro Luft, editora Globo, um ótimo material para consulta. A observação acima retirei desse autor.
Facultativo o acento grave depois de "até"?
O "até" é preprosição 'extensão/movimento com limite determinado" ou partícula inclusiva "mesmo, inclusive".
1. A chuva alagou tudo, até à casa do operário.
Dessa forma, significa que alagou até junto da casa do operário.
2. A chuva alagou tudo, até a casa do operário.
Dessa forma, significa que alagou até mesmo a casa do operário.
Considero Decifrando a crase, de Celso Pedro Luft, editora Globo, um ótimo material para consulta. A observação acima retirei desse autor.
sexta-feira, março 07, 2008
Sinjac e o gênero feminino
Nesses últimas dias, meus ouvidos permaneceram atentos às bocas das mulheres que administram o Sindicato dos(as) Jornalistas do Acre. Uma delas falou sobre a importância de haver um grupo de gênero no sindicato. Tudo muito superficial. Tudo muito lugar-comum. Clichê. Todo ano, em 8 de março, a banalização sobre o dia da mulher exposta por mulheres, por exemplo, de sindicatos, no caso, Sindicato dos Jornalistas.
O que representa uma mulher em uma redação de jornal? Não importa mulher jogar futebol se o jogo (social) é igual ao jogo do homem. A mulher pode ocupar espaços do homem, mas a forma como se joga é a mesma, ou seja, a forma é masculina. Mais uma vez: o que representa uma mulher ocupar espaço em uma redação de jornal?
Na TRIBUNA, há duas repórteres; elas, entretanto, reproduzem as formas masculinas na Redação, por exemplo, quando escrevem. Suas escritas submeteram-se à escrita masculina. O Sinjac, por meio de suas jornalistas, orbitam em torno do gênero, porque não percebem suas metáforas, suas representações aqui: na escrita.
Essa é uma questão essencial, porque a produção em uma Redação é matéria textual, escrita. Existe uma escrita feminina que as jornalistas do Sinjac ignoram. A essas virgens intelectuais, sugiro a leitura de Fronteiras contaminadas, de Rildo Cosson, editora UnB. Nessa tese de doutorado, elas poderão conhecer a escrita masculina para que percebam o quanto a reproduzem nos jornais.
O que representa uma mulher em uma redação de jornal? Não importa mulher jogar futebol se o jogo (social) é igual ao jogo do homem. A mulher pode ocupar espaços do homem, mas a forma como se joga é a mesma, ou seja, a forma é masculina. Mais uma vez: o que representa uma mulher ocupar espaço em uma redação de jornal?
Na TRIBUNA, há duas repórteres; elas, entretanto, reproduzem as formas masculinas na Redação, por exemplo, quando escrevem. Suas escritas submeteram-se à escrita masculina. O Sinjac, por meio de suas jornalistas, orbitam em torno do gênero, porque não percebem suas metáforas, suas representações aqui: na escrita.
Essa é uma questão essencial, porque a produção em uma Redação é matéria textual, escrita. Existe uma escrita feminina que as jornalistas do Sinjac ignoram. A essas virgens intelectuais, sugiro a leitura de Fronteiras contaminadas, de Rildo Cosson, editora UnB. Nessa tese de doutorado, elas poderão conhecer a escrita masculina para que percebam o quanto a reproduzem nos jornais.
quinta-feira, março 06, 2008
Dia da Mulher



Mulher espanca marido
com barra de ferro
Presa, a dona-de-casa Maria Aparecida da Costa Bezerra (25) agora irá lavar prato na cadeia, porque, na madrugada de ontem, em sua residência, na Rua Judite Paiva, bairro Cadeia Velha, policiais muito homens a colocaram em seu devido lugar. Maria gosta de bater em seu frágil marido.
A mulher-macho, provavelmente uma feminista, medidndo pouco mais de um 1.50 metro de altura, é acusada de, maneira covarde, aplicar uma surra em seu delicado marido, o segurança Antônio Miranda da Silva (23), um grandalhão com quase dois metros de altura. Constrangido, esse pobre homem teve que denunciar sua masculinizada mulher à polícia.
com barra de ferro
Presa, a dona-de-casa Maria Aparecida da Costa Bezerra (25) agora irá lavar prato na cadeia, porque, na madrugada de ontem, em sua residência, na Rua Judite Paiva, bairro Cadeia Velha, policiais muito homens a colocaram em seu devido lugar. Maria gosta de bater em seu frágil marido.
A mulher-macho, provavelmente uma feminista, medidndo pouco mais de um 1.50 metro de altura, é acusada de, maneira covarde, aplicar uma surra em seu delicado marido, o segurança Antônio Miranda da Silva (23), um grandalhão com quase dois metros de altura. Constrangido, esse pobre homem teve que denunciar sua masculinizada mulher à polícia.
"Não agüento viver com essa mulher que só sabe me maltratar, o pior é que a lei Maria da Penha não me protege nessas horas", desabafou Antônio, chorando.
Maria pegou uma barra de ferro e partiu para cima do marido, acertando-o várias vezes. Em seguida, complementou a agressão com uma cadeira.
“Se fosse eu que tivesse dado uma surra nela, estaria no presídio. Ela apenas foi encaminhada ao Juizado Especial Criminal. Prefiro minha liberdade”, ele disse.
____________________
Antes das férias, separei em uma pasta várias matérias policiais sobre mulheres que bateram ou mataram algum homem. Infelizmente, quando retornei, disseram-me que a placa-mãe de meu computador havia sido queimada. Paciência.
Maria pegou uma barra de ferro e partiu para cima do marido, acertando-o várias vezes. Em seguida, complementou a agressão com uma cadeira.
“Se fosse eu que tivesse dado uma surra nela, estaria no presídio. Ela apenas foi encaminhada ao Juizado Especial Criminal. Prefiro minha liberdade”, ele disse.
____________________
Antes das férias, separei em uma pasta várias matérias policiais sobre mulheres que bateram ou mataram algum homem. Infelizmente, quando retornei, disseram-me que a placa-mãe de meu computador havia sido queimada. Paciência.
quarta-feira, março 05, 2008
Mony
Professoras de Literatura
Em reunião de área, professoras de Literatura desejam que o livro para ser lido em sala de aula seja de "expressão amazônica". Defende-se Empate, de Florentina Esteves.
Concordo que sua presença, por causa da lista da Ufac, manifeste-se no terceiro ano do ensino médio, mas, no primeiro e no segundo ano, rejeito a idéia, porque Empate não é obra literária, e Florentina não é escritora.
Escritor é Milton Hatoum, reconhecido três vezes pelo maior prêmio literário do país, o Jabuti. Escritor é Kafka; escritora, Clarice Lispector - nomes consagrados pelas críticas nacional e internacional.
Essas professoras deveriam ler Altas literaturas, de Leyla Perrone-Moisés, editora Companhia das Letras. O pessoal confunde literatura com paraliteratura.
Concordo que sua presença, por causa da lista da Ufac, manifeste-se no terceiro ano do ensino médio, mas, no primeiro e no segundo ano, rejeito a idéia, porque Empate não é obra literária, e Florentina não é escritora.
Escritor é Milton Hatoum, reconhecido três vezes pelo maior prêmio literário do país, o Jabuti. Escritor é Kafka; escritora, Clarice Lispector - nomes consagrados pelas críticas nacional e internacional.
Essas professoras deveriam ler Altas literaturas, de Leyla Perrone-Moisés, editora Companhia das Letras. O pessoal confunde literatura com paraliteratura.
terça-feira, março 04, 2008
Texto 1
Hoje, a jovens entre 13 e 15 anos, pedi que dissertassem. Escolhi este texto:
Aos 14 anos, o texto desse aluno apresenta muitos problemas. Até a oitava série, os avanços foram poucos. O que fazer? Precisamos, antes, delimitar nossa ação em sala de aula e isso implica "por parte", no caso, ela, a primeira: introdução.
Ora, por meio de minhas leituras, autores me ensinaram que o conteúdo manisfesta-se por meio de uma forma, de uma organização, de uma estrutura, neste caso, sintática. Precisamos, portanto, reorganizar; colocar esse conteúdo em uma nova ordem, e isso passa pela pontuação.
Introdução
A televisão faz parte da nossa vida há muito tempo atrás, ela é muito útil e nos matem informado de tudo o que acontece no mundo, nós ajuda a passar os momentos vagos em novelas, desenhos, jornais...
A ausência de ponto contínuo prolonga as frases, os períodos. Limitar essa extensão frasal importa muito para a organização do pensamento. Assim sendo, há três partes:
1. A televisão faz parte da nossa vida há muito tempo atrás.
TV em nossas vidas há muito tempo
2. ela é muito útil e nos matem informado de tudo o que acontece no mundo.
TV - tempo atrás - útil - informados sobre o mundo.
3. nós ajuda a passar os momentos vagos em novelas, desenhos, jornais...
TV - passar momentos vagos (novelas, desenhos, jornais)
Três pontos contínuos, porque considerei três momentos: 1) TV há muio tempo 2) a TV é útil e 3) a TV é momentos vagos.
Dessa forma, reescrevo.
Reorganização
A televisão faz parte da nossa vida há muito tempo atrás. Ela é muito útil e nos matem informado de tudo o que acontece no mundo. Nós ajuda a passar os momentos vagos em novelas, desenhos, jornais...
Para mim, em sala de aula, quando se trata de texto, é vital o aluno separar o que ele mistura em um único período. Agora, ainda pensando nas partes, observemos.
A televisão faz parte da nossa vida há muito tempo atrás. Ela é muito útil e nos matem informado de tudo o que acontece no mundo. Nós ajuda a passar os momentos vagos em novelas, desenhos, jornais...
Para mim, em sala de aula, quando se trata de texto, é vital o aluno separar o que ele mistura em um único período. Agora, ainda pensando nas partes, observemos.
1) Reorganização
A televisão faz parte da nossa vida há muito tempo atrás.
A televisão faz parte da nossa vida há muito tempo.
A televisão pertence às nossas vidas há muito tempo.
2) Reorganização
Ela é muito útil e nos matem informado de tudo o que acontece no mundo.
Útil, ela nos mantém informados sobre o mundo.
3) Reorganização
Nós ajuda a passar os momentos vagos em novelas, desenhos, jornais...
Além disso, nos seduz com suas novelas, desenhos.
A televisão faz parte da nossa vida há muito tempo atrás.
A televisão faz parte da nossa vida há muito tempo.
A televisão pertence às nossas vidas há muito tempo.
2) Reorganização
Ela é muito útil e nos matem informado de tudo o que acontece no mundo.
Útil, ela nos mantém informados sobre o mundo.
3) Reorganização
Nós ajuda a passar os momentos vagos em novelas, desenhos, jornais...
Além disso, nos seduz com suas novelas, desenhos.
Introdução Reorganizada
A televisão pertence às nossas vidas há muito tempo. Útil, ela nos mantém informados sobre o mundo. Além disso, nos seduz com suas novelas, desenhos.
Evidente que cada parte será debatida em sala com os alunos. Mudar o verbo, por exemplo, depende desse verbo relacionado a outros termos na frase-oracional. Serei específico. O aluno precisa perceber que seduzir foi escrito por causa de novelas e de desenhos, muito mais apropriado do que ajuda a passar.
Poderia alterar mais. Paro aqui.
Evidente que cada parte será debatida em sala com os alunos. Mudar o verbo, por exemplo, depende desse verbo relacionado a outros termos na frase-oracional. Serei específico. O aluno precisa perceber que seduzir foi escrito por causa de novelas e de desenhos, muito mais apropriado do que ajuda a passar.
Poderia alterar mais. Paro aqui.
segunda-feira, março 03, 2008
No cinema
Em salas de projeção, pensei na oposição acreana para as próximas eleições. Indico os seguintes filmes para ela.
1. Senhores do crime, de David Cronenberg;
2. Conduta de risco, de Tony Gilroy;
3. O gângster, de Ridley Scoot;
4. Onde os fracos não têm vez, de Ethan Coen e Joel Coen;
5. O suspeito, de Gavn Hood; e
6. Estamos bem sem você, de Kim Rossi Stuart.
1. Senhores do crime, de David Cronenberg;
2. Conduta de risco, de Tony Gilroy;
3. O gângster, de Ridley Scoot;
4. Onde os fracos não têm vez, de Ethan Coen e Joel Coen;
5. O suspeito, de Gavn Hood; e
6. Estamos bem sem você, de Kim Rossi Stuart.
O Globo
Eles erram muito. "Reagirá a operação". Reagirá a algo ou a alguém. O verbo pede a preposição a.
Operação pode ter o artigo a.
Preposição + artigo = à.
Isso ocorreu no Globo.
_________________________________
Em 2 de fevereiro, o mesmo jornal publica R$ 171 mil reais, na capa.
Na edição anterior, estes erros (havia mais):
1. "Governo não descarta de recorrer"; e
2. "Há pouco mais de um mês para as eleições".
Saquarema
Fiz o que pude
Desde que estou no Acre - e isso faz 16 anos -, essa minha última ida deixou-me muito triste. Meus pais dão sinais de fraqueza, mas a teimosia burra de meu pai me incomodou muito.Seu médico disse que ele não pode dirigir; entretanto, mesmo assim, ele me proibiu de guiar o carro quando eu tinha que sair com a minha mãe à clínica médica.
O infarto que teve ocorreu ao volante. Com sua densa teimosia burra, ele coloca em risco a vida de todos. Saí do Rio de Janeiro sem falar com ele. Não quero mais conversa.
Poderia entrar com uma ação judicial, pedindo interdição, mas uma de minhas primas não aconselhou, poderia piorar a situação. Dar tempo ao tempo. Esperar que nada de pior ocorra por causa dele.
Lavo minhas mãos com o tempo.
Lavo minhas mãos com o tempo.
sábado, março 01, 2008
sexta-feira, fevereiro 01, 2008
Mãe
A beleza idosa de Dilma expressa-se para além de sua face. Ela desenhou no diálogo minha educação. Que bom revê-la. Um tipo de feminismo, o masculinizado, é incompetente para assimilar esse modelo de mulher.
quinta-feira, janeiro 17, 2008
quinta-feira, janeiro 10, 2008
Cinema & Cinema
O bom da cidade grande é a geografia da cultura. Assisti em Niterói à estréia do filme Meu nome não é Johnny, história de um jovem carioca da zona sul que se diverte com o dinheiro da droga e conhece a miséria na cadeia e no hospício.
Filme bom. Bom mesmo é apreciar as coxas grossas da Cleo Pires. Selton Melo representa o jovem.
Não gostei muito de P.S. Eu te amo, uma comédia romântica norte-americana.
terça-feira, janeiro 08, 2008
segunda-feira, janeiro 07, 2008
terça-feira, janeiro 01, 2008
sexta-feira, dezembro 21, 2007
A Beleza do Povo
Trata-se de um outro Brasil, nação que NÃO consome boas roupas, que não tem condições de malhar o corpo em academias. Antes, nos malham com a miséria.
Ainda somos muito pobres, mas, ainda sim, permanecemos erguidos no terminal urbano da capital acreana.
Vergonha do que somos? Mas o que somos?
Somos?!
sábado, dezembro 15, 2007
Férias 5
Beijar pais tão idosos. Rever primos. Abraçar tios. Conversar com velhos amigos. Dizer ao irmaõ que o amo.
A partir de hoje, não atualizarei este blog com freqüência. Com freqüência mesmo, só depois de 25 de fevereiro.
Ao chegar em Maricá, primeiro, beijar meus pais e meu amado irmão. Depois, descansar alguns dias, resolver problemas familiares, ir ao teatro, ao cinema, visitar parentes.
A partir de hoje, não atualizarei este blog com freqüência. Com freqüência mesmo, só depois de 25 de fevereiro.
Ao chegar em Maricá, primeiro, beijar meus pais e meu amado irmão. Depois, descansar alguns dias, resolver problemas familiares, ir ao teatro, ao cinema, visitar parentes.
E, claro, uns três livros para eu ler nas férias.
Um abraço fraterno no destino de meus semelhantes e, aos teus olhos, oferto esta bela poesia de Fernando Pessoa .
Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa.
Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive
Um abraço fraterno no destino de meus semelhantes e, aos teus olhos, oferto esta bela poesia de Fernando Pessoa .
Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa.
Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive
Férias 1
sexta-feira, dezembro 14, 2007
Meus alunos (1)
Ergue-se uma família na desordem?
Neste ano, por causa de uma direção sem direção, a escola não manteve a sua devida ordem. A maioria dos alunos, no entanto, encarou o desafio de freqüentar minhas aulas.
Se fui exigente, acreditem, a vida será muito mais.
Um abraço fraterno em seus destinos, turma D, no caso, uma minoria na foto.
quinta-feira, dezembro 13, 2007
Redação na escola HMM
Em 2008, a escola Heloísa Mourão Marques começará a ser outra. Conversando com a futura gestora, professora Osmarina, ficarei responsável pela redação do 3o ano.
Minha meta: elevar o índice da escola no Enem. Além disso, trabalhar muito para que alunos consigam ótimas notas na redação da Universidade Federal do Acre.
Toda aula de gramática gravitará em torno da produção textual. Nas redações, os alunos ignoram o uso correto da vírgula. Trata-se de uma realidade. Dessa forma, o professor de gramática, com a área de Escrita e de Leitura, criará exercícios relacionados à vírgula.
Só mudaremos de conteúdo quando uma porcentagem de alunos - a ser definida - responder corretamente aos exercícios.
Outra questão: leitura. Definiremos quais conteúdos serão lidos, sendo que as marcações textuais surgirão conforme os problemas redacionais do corpo discente. Uma dessas marcações: verbos.
As aulas de redação serão iniciadas com leitura. Os alunos usarão um livro de redação.
As reuniões da área deverão ser sistemáticas para que o corpo docente reflita de forma madura sobre sua prática na escola.
Como é saboroso transformar a vida de nosso semelhante para melhor, mas, para tanto, três palavras são vitais: Ordem, Disciplina e Paixão.
Minha meta: elevar o índice da escola no Enem. Além disso, trabalhar muito para que alunos consigam ótimas notas na redação da Universidade Federal do Acre.
Toda aula de gramática gravitará em torno da produção textual. Nas redações, os alunos ignoram o uso correto da vírgula. Trata-se de uma realidade. Dessa forma, o professor de gramática, com a área de Escrita e de Leitura, criará exercícios relacionados à vírgula.
Só mudaremos de conteúdo quando uma porcentagem de alunos - a ser definida - responder corretamente aos exercícios.
Outra questão: leitura. Definiremos quais conteúdos serão lidos, sendo que as marcações textuais surgirão conforme os problemas redacionais do corpo discente. Uma dessas marcações: verbos.
As aulas de redação serão iniciadas com leitura. Os alunos usarão um livro de redação.
As reuniões da área deverão ser sistemáticas para que o corpo docente reflita de forma madura sobre sua prática na escola.
Como é saboroso transformar a vida de nosso semelhante para melhor, mas, para tanto, três palavras são vitais: Ordem, Disciplina e Paixão.
O gabarito da Copeve
A Copeve, responsável pelas provas da Universidade Federal do Acre, tem uma capacidade incrível de evocar o sobrenatural. Ontem, ela publicou o gabarito do vestibular.
Até aí, tudo bem. O problema é que os vestibulando precisarão consultar os búzios para saber que questões eles marcaram, porque a Copeve não permitiu que os alunos levassem as provas para casa.
Você se lembra da questão de...
Até aí, tudo bem. O problema é que os vestibulando precisarão consultar os búzios para saber que questões eles marcaram, porque a Copeve não permitiu que os alunos levassem as provas para casa.
Você se lembra da questão de...
quarta-feira, dezembro 12, 2007
Admirável Rato Novo

Cientistas da Universidade de Tóquio criaram um tipo de rato geneticamnete modificado que não tem medo de gato.
Os pesquisadores retiraram do cérebro do animal receptores que permitem que ele sinta o cheiro do predador.Agora, ao chegar perto do felino, o rato não corre nem se finge de morto. Ao contrário, ele começa a cheirar o "inimigo" e ameaça até a brincar com o gato.
Segundo o cientista Ko Kobayakawa, os ratos têm medo dos gatos porque são naturalmente condicionados a reagir com medo ao sentir o cheiro do predador.
Kobayakawa afirmou que o princípio pode ser aplicado a outros mamíferos, fazendo com que eles deixem de ter medo de seus inimigos naturais.
Propaganda
Na semana passada, gravei um programa do governo da Frente Popular, reconhecendo os números favoráveis no ensino médio segundo o Enem. Fui criticado por alguns.
"Você critica o governo e faz propaganda?", perguntou uma inteligência. Eu respondi: "Olha, eu amo a minha mãe, mas eu a critico quando ela comete erros."
A crítica no estádio das idéias é muito positiva, porque contribui para o processo democrático. Não sou a favor da adulação, visto que anula o discernimento entre o que é e o que pode ser melhor. Prefiro um governo de esquerda a um (des)governo de um PFL (ou DEM), por exemplo.
A Frente Popular alterou a educação para melhor, não se trata de uma revolução, mas a transformou. Há erros, mas não erros de canalhas, de hienas; são erros de pessoas que apresentam limites.
Espero que a Frente Popular continue por muito tempo no poder, com as minhas críticas lúcidas e sinceras.
"Você critica o governo e faz propaganda?", perguntou uma inteligência. Eu respondi: "Olha, eu amo a minha mãe, mas eu a critico quando ela comete erros."
A crítica no estádio das idéias é muito positiva, porque contribui para o processo democrático. Não sou a favor da adulação, visto que anula o discernimento entre o que é e o que pode ser melhor. Prefiro um governo de esquerda a um (des)governo de um PFL (ou DEM), por exemplo.
A Frente Popular alterou a educação para melhor, não se trata de uma revolução, mas a transformou. Há erros, mas não erros de canalhas, de hienas; são erros de pessoas que apresentam limites.
Espero que a Frente Popular continue por muito tempo no poder, com as minhas críticas lúcidas e sinceras.
terça-feira, dezembro 11, 2007
Focas
A TRIBUNA abriu as portas para os focas. Hoje, cinco se apresentaram e cada um escreveu uma matéria com 20 linhas. De um modo geral, os textos são ruins. Alguns passaram e outros estudam ainda na faculdade de jornalismo.
Abaixo, um fragmento de texto de um foca e, com ele, meus breves comentários.
Abaixo, um fragmento de texto de um foca e, com ele, meus breves comentários.
____________________________
Na madrugada do ultimo sábado dia 8, Maria do Carmo de Souza foi brutamente espancada por seu companheiro Geilson de Souza.
Na madrugada do ultimo sábado dia 8, Maria do Carmo de Souza foi brutamente espancada por seu companheiro Geilson de Souza.
Primeiro parágrafo
1. De cara, não domina o uso correto da vírgula;
2. Claro, se foi espancada, só pode ser de forma bruta. Não alguém que espanca de maneira suave, delicada; e
3. Deveria usar a voz ativa: Geilson de Souza espancou sua esposa Maria do Carmo de Souza.
Reconstrução
Na madrugada do dia 8 de dezembro, sábado, Geilson de Souza espancou sua esposa Maria do Carmo de Souza.
Maria do Carmo era moradora do município de Acrelandia localizado a 180 km de Rio Branco, onde mora com duas filhas, uma de 6 e 8 anos, e seu companheiro Geilson há mais de 10 anos.
Ocorreu que na noite de sexta-feira ela e algumas amigas resolveram dá uma passada na casa de uma prima, já era quase 1 da manhã quando saíram dessa residência.
Segundo parágrafo
4. Criou o segundo parágrafo sem necessidade, porque informações do segundo poderiam estar no primeiro:
Na madrugada do dia 8 de dezembro, sábado, Geilson de Souza espancou sua esposa Maria do Carmo de Souza, mãe de uma criança de 6 anos e outra de 8. Os dois são casados há mais de 10 anos. Essa violência doméstica ocorreu em Acrelândia, 180 km de Rio Branco; e
5. Poderia ter criado o segundo parágrafo quando escreveu "ocorreu que na noite de sexta-feira".
_____________________________
As faculdades de jornalismo têm a obrigação de ensinar o aluno a escrever bem. Sair de uma faculdade sem saber usar, por exemplo, as vírgulas implica encontrar dificuldades na hora de escrever um texto para ser foca de uma redação de jornal.
As faculdades de jornalismo têm a obrigação de ensinar o aluno a escrever bem. Sair de uma faculdade sem saber usar, por exemplo, as vírgulas implica encontrar dificuldades na hora de escrever um texto para ser foca de uma redação de jornal.
segunda-feira, dezembro 10, 2007
sábado, dezembro 08, 2007
Clarice Lispector
Por que lemos narrativas ficcionais? Lá fora, a realidade não transfigura os objetos. A superfície da realidade encontra-se aprisionada em si mesma. A essa superfície, fixa-se a linguagem ordinária.

Em Signos, Maurice Merleau-Ponty escreve:
"É preciso que ela seja poesia, isto é, que desperte e reconvoque por inteiro o nosso puro poder de expressar, para além das coisas já ditas ou já vistas."
Clarice é senhora de uma narrativa em que pulsa as inquietações do eu-lírico a fim de que a superfície seja transfigurada, por exemplo, em A Hora da Estrela.
A realidade por meio de sua narrativa passa por uma "deformação coerente", diria Ponty. Tamanha deformação expulsa a superfície dos objetos e da realidade.
Profunda, Clarice não pode ser entendida por leitores superficiais.
Hoje, sem que muitos saibam, ela faleceu há 30 anos, em 9 de dezembro de 1977.

Em Signos, Maurice Merleau-Ponty escreve:
"É preciso que ela seja poesia, isto é, que desperte e reconvoque por inteiro o nosso puro poder de expressar, para além das coisas já ditas ou já vistas."
Clarice é senhora de uma narrativa em que pulsa as inquietações do eu-lírico a fim de que a superfície seja transfigurada, por exemplo, em A Hora da Estrela.
A realidade por meio de sua narrativa passa por uma "deformação coerente", diria Ponty. Tamanha deformação expulsa a superfície dos objetos e da realidade.
Profunda, Clarice não pode ser entendida por leitores superficiais.
Hoje, sem que muitos saibam, ela faleceu há 30 anos, em 9 de dezembro de 1977.
sexta-feira, dezembro 07, 2007
Da revista CUT

Gilles Lipovetsky, 63, é um dos mais conhecidos pensadores atuais. Professor da Universidade de Grenoble, seu pensamento tem tido certa fecundidade não apenas no mundo acadêmico ou nos círculos filosóficos, mas também em outros universos, como o das artes, da educação, da psicologia, da política...e...do luxo.
O interesse pelo mundo do luxo e da moda tem sido a prova de que inúmeros e inusitados elementos da experiência humana fornecem a Gilles Lipovetsky ocasião para aprofundar o sentido dessa experiência. Nesse trabalho de aprofundamento, não há desprezo pelo cotidiano nem pelo que parece fútil ou frívolo.
Ao contrário, procurando redefinir o individualismo, Gilles Lipovetsky acrescenta novas misturas à palheta utilizada pelas filosofias atuais para pintar o indivíduo, como se pode perceber pela entrevista bem humorada que ele gentil e muito simpaticamente concedeu por telefone à CULT.
CULT - Como o senhor chegou ao universo do luxo como domínio de pesquisa filosófica? Poderia nos contar um pouco do trajeto de sua formação?
GILLES LIPOVETSKY - Tenho uma formação de filósofo; estudei filosofia na Sorbonne e depois ensinei muitos anos a filosofia mais tradicional, quer dizer, a história da filosofia. Autores como Platão, Kant, Hegel etc. Meus interesses voltavam-se, sobretudo, para a compreensão da história e da vida social, ligados, provavelmente, à minha formação marxista. Meus interesses se fixavam na observação do mundo e suas transformações. Distanciei-me, porém, do marxismo, sobretudo no que dizia respeito à noção de alienação, pois toda cultura de massas era vista como algo alienado. Interessei-me, então, pelas questões que geralmente são desprezadas pelos filósofos. Platão, por exemplo, não gosta da caverna. Para ele, é necessário sair para contemplar a beleza das idéias eternas, inteligíveis. Ao contrário, eu me interesso mais pela caverna; pretendo iluminá-la, sem precisar sair dela. Foi assim que me interessei pelos objetos mais desprezíveis para a maioria dos filósofos, como a publicidade, o lazer, o consumo, a moda, a maquiagem. O luxo, então, foi uma continuidade de tudo isso. Mas não falo apenas segundo um interesse pessoal, porque a moda ou o luxo não me interessam senão ao espírito; parece-me que tudo isso exprime muitas coisas de nossa época, da cultura, da psicologia e da natureza de nossa sociedade.
CULT - Mas, ao mesmo tempo, o senhor não ficou desgostoso com esse universo...
G.L. - Bem... Desgostoso não...
CULT - É que o senhor vinha de uma formação marxista, e muitos marxistas são radicais com respeito à condenação desse gênero de interesse...
G.L. - Eles têm um reflexo moral inteiramente justo, porque é verdade que há algo de escandaloso no luxo. Eu li, por exemplo, recentemente, que está retornando, na moda masculina, a utilização da pele de crocodilo. Em algumas marcas, uma jaqueta masculina chega a custar 80 mil dólares. Quando vemos algo assim, é difícil - como você diz - não ficar desgostoso. Porém, o que me interessa mais é o luxo acessível, não um luxo Rolls-Royce...Quis, de início, saber por que a indústria do luxo, no momento da globalização, mudou seus rumos. Hoje, mais da metade dos europeus compra ao menos uma marca de luxo por ano; tem-se tornado um fenômeno democrático. E não se trata de luxo que escandaliza. Comprar um vidro de perfume, um batom, uma bolsa de mil ou 2 mil dólares não é algo escandaloso. Talvez seja ridículo, mas não escandaloso. Esse é o luxo que me interessa, assim como também tenho interesse pelas técnicas de marketing, os novos modelos de lojas, pois isso toca a todos nós; trata-se de um fenômeno estético de nosso mundo. Se vemos as boutiques, nas cidades, não podemos negar que são belas. Isso é diferente de uma Daslu, por exemplo. Daslu é algo mais escandaloso...Pode-se chegar lá de helicóptero...Há favelas em volta...É chocante. Daslu é quase uma provocação. Mas, nas cidades, quando as marcas de luxo constroem grandes prédios, fazem belas lojas etc., as pessoas entram, vão ver, pois os espaços são abertos a todo mundo. Trata-se de um luxo acessível, relativamente democrático. O outro luxo, voltado para milionários, não me interessa. Esse é um universo que eu não conheço. Numa palavra, o que me interessa é o fenômeno da democratização do luxo.
CULT - Mas seria desejável tornar o luxo mais democrático? O que o luxo diz sobre a natureza humana?
G.L. - Já Shakespeare notava que, se acabarmos com os objetos de luxo, não teremos nada além de animalidade. O que o luxo diz é que o homem não se contenta apenas com a satisfação de suas necessidades naturais. Há, acima de tudo, uma busca de excesso, de ultrapassamento da simples naturalidade. Além disso, o luxo não é simplesmente uma demonstração de riqueza. Pode o ser, mas esse não parece o seu sentido. Há uma busca de beleza no luxo; uma busca de sensualidade. Há um gosto por tudo o que é refinado. Isso exprime, ao mesmo tempo, a competição entre os homens - é por isso que se trata de algo universal, pois os homens, desde sempre, rivalizaram por riquezas. Haveria, ainda, uma questão muito delicada: a arte faz parte do luxo ou não? Penso que sim. Costumamos deixar isso de lado, porque a arte tem uma dimensão espiritual, com referências ao sagrado, à Beleza, mas, se consideramos o preço de uma obra de arte, vemos que estamos muito próximos de um objeto de luxo. Essa é a razão pela qual as pessoas mais ricas, hoje, estão se tornando colecionadoras de arte contemporânea. Creio que o luxo testemunha o fato de o homem, como dizia Bataille, ser negatividade: ele não se satisfaz com o que tem, mas quer sempre mais.
CULT - Mas um objeto de luxo é necessariamente belo? Um artista não pode desejar o feio?
G.L. - Se adotarmos um olhar antropológico sobre o luxo, veremos que ele não esteve sempre associado a coisas belas. Em algumas sociedades, alguns animais tinham valor especial, como os cães para os esquimós. Isso aparece como luxo, mas não se trata necessariamente de beleza. É verdade que, a partir de um certo momento, o luxo e a beleza foram ligados, mas hoje ainda há produtos de luxo que não são necessariamente belos. Por exemplo, quando viajamos em primeira classe de avião: a decoração é a mesma que a da segunda classe ou da classe econômica. O que faz, então, o produto de luxo não é necessariamente a beleza, mas o bem-estar. Para dar uma palavrinha sobre a Beleza, eu diria que, atualmente, ela se "democratizou": a maior parte das pessoas vê mais coisas belas hoje em dia (na televisão, nas revistas, na publicidade etc.); nós consumimos beleza non stop. Vemos a beleza por todos os lados; certos produtos são acessíveis quase a todo mundo, como, por exemplo, os cosméticos. Talvez não as grandes marcas, mas já faz quase um século que os cosméticos se tornaram acessíveis a praticamente todas as pessoas das sociedades desenvolvidas. Nesse contexto, há novos mercados de luxo à procura de algo que está além da simples beleza. Isso remete muito mais à sensação do que à beleza...
O interesse pelo mundo do luxo e da moda tem sido a prova de que inúmeros e inusitados elementos da experiência humana fornecem a Gilles Lipovetsky ocasião para aprofundar o sentido dessa experiência. Nesse trabalho de aprofundamento, não há desprezo pelo cotidiano nem pelo que parece fútil ou frívolo.
Ao contrário, procurando redefinir o individualismo, Gilles Lipovetsky acrescenta novas misturas à palheta utilizada pelas filosofias atuais para pintar o indivíduo, como se pode perceber pela entrevista bem humorada que ele gentil e muito simpaticamente concedeu por telefone à CULT.
CULT - Como o senhor chegou ao universo do luxo como domínio de pesquisa filosófica? Poderia nos contar um pouco do trajeto de sua formação?
GILLES LIPOVETSKY - Tenho uma formação de filósofo; estudei filosofia na Sorbonne e depois ensinei muitos anos a filosofia mais tradicional, quer dizer, a história da filosofia. Autores como Platão, Kant, Hegel etc. Meus interesses voltavam-se, sobretudo, para a compreensão da história e da vida social, ligados, provavelmente, à minha formação marxista. Meus interesses se fixavam na observação do mundo e suas transformações. Distanciei-me, porém, do marxismo, sobretudo no que dizia respeito à noção de alienação, pois toda cultura de massas era vista como algo alienado. Interessei-me, então, pelas questões que geralmente são desprezadas pelos filósofos. Platão, por exemplo, não gosta da caverna. Para ele, é necessário sair para contemplar a beleza das idéias eternas, inteligíveis. Ao contrário, eu me interesso mais pela caverna; pretendo iluminá-la, sem precisar sair dela. Foi assim que me interessei pelos objetos mais desprezíveis para a maioria dos filósofos, como a publicidade, o lazer, o consumo, a moda, a maquiagem. O luxo, então, foi uma continuidade de tudo isso. Mas não falo apenas segundo um interesse pessoal, porque a moda ou o luxo não me interessam senão ao espírito; parece-me que tudo isso exprime muitas coisas de nossa época, da cultura, da psicologia e da natureza de nossa sociedade.
CULT - Mas, ao mesmo tempo, o senhor não ficou desgostoso com esse universo...
G.L. - Bem... Desgostoso não...
CULT - É que o senhor vinha de uma formação marxista, e muitos marxistas são radicais com respeito à condenação desse gênero de interesse...
G.L. - Eles têm um reflexo moral inteiramente justo, porque é verdade que há algo de escandaloso no luxo. Eu li, por exemplo, recentemente, que está retornando, na moda masculina, a utilização da pele de crocodilo. Em algumas marcas, uma jaqueta masculina chega a custar 80 mil dólares. Quando vemos algo assim, é difícil - como você diz - não ficar desgostoso. Porém, o que me interessa mais é o luxo acessível, não um luxo Rolls-Royce...Quis, de início, saber por que a indústria do luxo, no momento da globalização, mudou seus rumos. Hoje, mais da metade dos europeus compra ao menos uma marca de luxo por ano; tem-se tornado um fenômeno democrático. E não se trata de luxo que escandaliza. Comprar um vidro de perfume, um batom, uma bolsa de mil ou 2 mil dólares não é algo escandaloso. Talvez seja ridículo, mas não escandaloso. Esse é o luxo que me interessa, assim como também tenho interesse pelas técnicas de marketing, os novos modelos de lojas, pois isso toca a todos nós; trata-se de um fenômeno estético de nosso mundo. Se vemos as boutiques, nas cidades, não podemos negar que são belas. Isso é diferente de uma Daslu, por exemplo. Daslu é algo mais escandaloso...Pode-se chegar lá de helicóptero...Há favelas em volta...É chocante. Daslu é quase uma provocação. Mas, nas cidades, quando as marcas de luxo constroem grandes prédios, fazem belas lojas etc., as pessoas entram, vão ver, pois os espaços são abertos a todo mundo. Trata-se de um luxo acessível, relativamente democrático. O outro luxo, voltado para milionários, não me interessa. Esse é um universo que eu não conheço. Numa palavra, o que me interessa é o fenômeno da democratização do luxo.
CULT - Mas seria desejável tornar o luxo mais democrático? O que o luxo diz sobre a natureza humana?
G.L. - Já Shakespeare notava que, se acabarmos com os objetos de luxo, não teremos nada além de animalidade. O que o luxo diz é que o homem não se contenta apenas com a satisfação de suas necessidades naturais. Há, acima de tudo, uma busca de excesso, de ultrapassamento da simples naturalidade. Além disso, o luxo não é simplesmente uma demonstração de riqueza. Pode o ser, mas esse não parece o seu sentido. Há uma busca de beleza no luxo; uma busca de sensualidade. Há um gosto por tudo o que é refinado. Isso exprime, ao mesmo tempo, a competição entre os homens - é por isso que se trata de algo universal, pois os homens, desde sempre, rivalizaram por riquezas. Haveria, ainda, uma questão muito delicada: a arte faz parte do luxo ou não? Penso que sim. Costumamos deixar isso de lado, porque a arte tem uma dimensão espiritual, com referências ao sagrado, à Beleza, mas, se consideramos o preço de uma obra de arte, vemos que estamos muito próximos de um objeto de luxo. Essa é a razão pela qual as pessoas mais ricas, hoje, estão se tornando colecionadoras de arte contemporânea. Creio que o luxo testemunha o fato de o homem, como dizia Bataille, ser negatividade: ele não se satisfaz com o que tem, mas quer sempre mais.
CULT - Mas um objeto de luxo é necessariamente belo? Um artista não pode desejar o feio?
G.L. - Se adotarmos um olhar antropológico sobre o luxo, veremos que ele não esteve sempre associado a coisas belas. Em algumas sociedades, alguns animais tinham valor especial, como os cães para os esquimós. Isso aparece como luxo, mas não se trata necessariamente de beleza. É verdade que, a partir de um certo momento, o luxo e a beleza foram ligados, mas hoje ainda há produtos de luxo que não são necessariamente belos. Por exemplo, quando viajamos em primeira classe de avião: a decoração é a mesma que a da segunda classe ou da classe econômica. O que faz, então, o produto de luxo não é necessariamente a beleza, mas o bem-estar. Para dar uma palavrinha sobre a Beleza, eu diria que, atualmente, ela se "democratizou": a maior parte das pessoas vê mais coisas belas hoje em dia (na televisão, nas revistas, na publicidade etc.); nós consumimos beleza non stop. Vemos a beleza por todos os lados; certos produtos são acessíveis quase a todo mundo, como, por exemplo, os cosméticos. Talvez não as grandes marcas, mas já faz quase um século que os cosméticos se tornaram acessíveis a praticamente todas as pessoas das sociedades desenvolvidas. Nesse contexto, há novos mercados de luxo à procura de algo que está além da simples beleza. Isso remete muito mais à sensação do que à beleza...
Violência contra o Homem
"Maria Rosimeire Lima da Silva (33) foi levada, na noite de anteontem, à Delegacia Central de Polícia. Ela foi denunciada pelo ex-marido Edvan Vieira da Silva (51) de ir à sua casa para perturbar seu sossego. Depois de um acordo comum, acabou liberada."
quinta-feira, dezembro 06, 2007
Férias (1)
Em pleno momento de transição, a gestora Lúcia, da escola Heloísa Mourão Marques, entrou com pedido de férias. Não se sabe se tal pedido passou, primeiro, pelo Conselho Escolar.
Na Secretaria de Educação, algumas pessoas comentaram que as férias surgiram em um momento impróprio, porque a atual gestora deveria preparar todo processo de transição para e com a professora Osmarina, a futura diretora.
Na Secretaria de Educação, algumas pessoas comentaram que as férias surgiram em um momento impróprio, porque a atual gestora deveria preparar todo processo de transição para e com a professora Osmarina, a futura diretora.
Por uma nova e melhor escola pública
Hoje, conversei com duas amigas, mulheres inteligentes que lecionam na escola Heloísa Mourão Marques: as professoras Osmarina (Geografia) e Alessandra (Literatura e Língua Portuguesa). Esta foi minha ótima aluna na Universidade Federal do Acre; e aquela, futura gestora da escola a partir de 2 de fevereiro.
Osmarina apresentou uma ótima idéia para qualificar o ensino da escrita e da leitura em 2008, qual seja: dois professores exclusivos para as aulas de Produção Textual. Alessandra gostou.
Disse a elas que precisaremos construir uma apostila ou um material didático para a produção de texto. Os professores que lecionarem Gramática e Literatura deverão gravitar ao redor da Produção Textual.
Serei claro. Em todas as redações, os alunos não sabem usar, por exemplo, vírgula e acentuação. Assim sendo, o professor de Gramática aplicará muito exercício para eliminar os erros de vírgula e de acentuação. Sua gramática sairá conforme os problemas redacionais.
O professor de Literatura, por sua vez, trabalhará com textos poético e narrativo, observando neles, por exemplo, pronomes oblíquos, porque tais pronomes não aparecem nas redações.
São dois exemplos, mas poderemos ampliar essa idéia por causa de uma nova prática.
Tenho certeza de que a escola Heloísa Mourão Marques contribuirá para que o ensino público acreano consiga elevar mais ainda seus índices no Enem.
Osmarina apresentou uma ótima idéia para qualificar o ensino da escrita e da leitura em 2008, qual seja: dois professores exclusivos para as aulas de Produção Textual. Alessandra gostou.
Disse a elas que precisaremos construir uma apostila ou um material didático para a produção de texto. Os professores que lecionarem Gramática e Literatura deverão gravitar ao redor da Produção Textual.
Serei claro. Em todas as redações, os alunos não sabem usar, por exemplo, vírgula e acentuação. Assim sendo, o professor de Gramática aplicará muito exercício para eliminar os erros de vírgula e de acentuação. Sua gramática sairá conforme os problemas redacionais.
O professor de Literatura, por sua vez, trabalhará com textos poético e narrativo, observando neles, por exemplo, pronomes oblíquos, porque tais pronomes não aparecem nas redações.
São dois exemplos, mas poderemos ampliar essa idéia por causa de uma nova prática.
Tenho certeza de que a escola Heloísa Mourão Marques contribuirá para que o ensino público acreano consiga elevar mais ainda seus índices no Enem.
quarta-feira, dezembro 05, 2007
Matéria de Josafá Batista
Acre fica em 20º em Exame Nacional
de Leitura, de Ciências e de Matemática
Os alunos do Acre ficaram em 20º lugar em um exame do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), realizado a cada três anos pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). Ainda de acordo com o exame, o Brasil está entre os cinco últimos colocados nas avaliações de ciências, matemática e leitura.
Na divisão por setores avaliados, os alunos do Acre ficaram em 24º lugar em Leitura e em 19º lugar em Ciências e Matemática, em comparação com o desempenho de estudantes dos demais Estados brasileiros. Foram avaliados 9.292 alunos em agosto de 2006, em 625 escolas de 390 municípios de todos os Estados.
Em Ciências, os Estados que apresentaram melhor desempenho foram: Distrito Federal, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Sergipe, Goiás e Rondônia.
Em Leitura, cuja média nacional foi de 393 pontos, dez Estados ficaram acima da média: Santa Catarina, Distrito Federal, Rio de Janeiro, Paraná, Rondônia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Sergipe, Espírito Santo e Paraíba.
A melhor média estadual em Matemática foi alcançada pelos estudantes do Distrito Federal. Além deles, ultrapassaram a média nacional os estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Sergipe, Espírito Santo, Goiás e Rondônia.
As médias gerais dos países ricos da OCDE são 500 pontos em Ciências, 492 em Leitura e 498 em Matemática. Os brasileiros que participaram do programa conseguiram média de 393 pontos em Leitura, 380 em Matemática e 390 pontos em Ciências, área prioritária na edição de 2006.
As médias obtidas pelo Acre foram 366 em Ciências, 346 em Matemática e 356 em Leitura.
Meninas são melhores em leitura
Os resultados do Pisa mostram alguns detalhes da realidade educacional acreana que podem contribuir na elaboração de políticas públicas. Apontam, por exemplo, para uma acentuada diferença de desempenho por gênero.
Enquanto meninos são melhores em Matemática e Ciências, as meninas os superam em Leitura.
Em Ciências constata-se uma pequena diferença: meninas ficaram com 362 pontos e meninos com 372. A vantagem, portanto, é de apenas 10 pontos. Essa diferença aumenta para 15 pontos nas médias de Matemática, onde mulheres tiveram 340 pontos e homens, 355.
Mas quando o assunto é Leitura as meninas tiveram nada menos que 16 pontos a mais: foram 367 delas a 347 deles.
Para o seu filho ler
. Os alunos brasileiros não estão conseguindo aprender matemática como deveriam. Isso é muito ruim, porque saber matemática não serve só para fazer contas, tirar uma nota boa na prova e passar de ano.
. Quem não sabe lidar com os números se atrapalha nas tarefas mais simples e pode acabar gastando mais dinheiro do que tem. Quem sabe bem matemática consegue calcular o que dá pra fazer com a mesada e ver se o troco que recebeu em uma compra está certo.
. Mas não é só isso. A matemática pode ajudar as pessoas a pensar melhor. O aluno que aprende a fazer cálculos melhora o raciocínio e a lógica. Isso ajuda a fazer escolhas, tirar conclusões, desenvolver novas idéias, se concentrar mais e encontrar soluções em momentos importantes da vida.
de Leitura, de Ciências e de Matemática
Os alunos do Acre ficaram em 20º lugar em um exame do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), realizado a cada três anos pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). Ainda de acordo com o exame, o Brasil está entre os cinco últimos colocados nas avaliações de ciências, matemática e leitura.
Na divisão por setores avaliados, os alunos do Acre ficaram em 24º lugar em Leitura e em 19º lugar em Ciências e Matemática, em comparação com o desempenho de estudantes dos demais Estados brasileiros. Foram avaliados 9.292 alunos em agosto de 2006, em 625 escolas de 390 municípios de todos os Estados.
Em Ciências, os Estados que apresentaram melhor desempenho foram: Distrito Federal, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Sergipe, Goiás e Rondônia.
Em Leitura, cuja média nacional foi de 393 pontos, dez Estados ficaram acima da média: Santa Catarina, Distrito Federal, Rio de Janeiro, Paraná, Rondônia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Sergipe, Espírito Santo e Paraíba.
A melhor média estadual em Matemática foi alcançada pelos estudantes do Distrito Federal. Além deles, ultrapassaram a média nacional os estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Sergipe, Espírito Santo, Goiás e Rondônia.
As médias gerais dos países ricos da OCDE são 500 pontos em Ciências, 492 em Leitura e 498 em Matemática. Os brasileiros que participaram do programa conseguiram média de 393 pontos em Leitura, 380 em Matemática e 390 pontos em Ciências, área prioritária na edição de 2006.
As médias obtidas pelo Acre foram 366 em Ciências, 346 em Matemática e 356 em Leitura.
Meninas são melhores em leitura
Os resultados do Pisa mostram alguns detalhes da realidade educacional acreana que podem contribuir na elaboração de políticas públicas. Apontam, por exemplo, para uma acentuada diferença de desempenho por gênero.
Enquanto meninos são melhores em Matemática e Ciências, as meninas os superam em Leitura.
Em Ciências constata-se uma pequena diferença: meninas ficaram com 362 pontos e meninos com 372. A vantagem, portanto, é de apenas 10 pontos. Essa diferença aumenta para 15 pontos nas médias de Matemática, onde mulheres tiveram 340 pontos e homens, 355.
Mas quando o assunto é Leitura as meninas tiveram nada menos que 16 pontos a mais: foram 367 delas a 347 deles.
Para o seu filho ler
. Os alunos brasileiros não estão conseguindo aprender matemática como deveriam. Isso é muito ruim, porque saber matemática não serve só para fazer contas, tirar uma nota boa na prova e passar de ano.
. Quem não sabe lidar com os números se atrapalha nas tarefas mais simples e pode acabar gastando mais dinheiro do que tem. Quem sabe bem matemática consegue calcular o que dá pra fazer com a mesada e ver se o troco que recebeu em uma compra está certo.
. Mas não é só isso. A matemática pode ajudar as pessoas a pensar melhor. O aluno que aprende a fazer cálculos melhora o raciocínio e a lógica. Isso ajuda a fazer escolhas, tirar conclusões, desenvolver novas idéias, se concentrar mais e encontrar soluções em momentos importantes da vida.
terça-feira, dezembro 04, 2007
Nunca fomos campeões do mundo
2006
Entre 57 países
Ciências
1. Finlândia - 563,32
52. Brasil - 390,33
Entre 56 países
Leitura
1. Coréia - 556,02
49. Brasil - 392,89
Entre 57 países
Matemática
1. China (Taiwan) - 549,36
54. Brasil - 369,52
Entre 57 países
Ciências
1. Finlândia - 563,32
52. Brasil - 390,33
Entre 56 países
Leitura
1. Coréia - 556,02
49. Brasil - 392,89
Entre 57 países
Matemática
1. China (Taiwan) - 549,36
54. Brasil - 369,52
Antônio (3)
Fez e refez sua dissertação várias vezes para aprender com os erros. Ótimo desenhista, esse cara precisa de uma direção que qualifique o ensino da escola HMM.
Para tanto, acredito que a nova gestora, professora Osmarina, com sua inteligência e com sua sensibilidade, ofertará uma outra escola pública a Antônio.
Tenho certeza de que transformei a escrita desse aluno, mas, mesmo assim, precisamos melhorar mais ainda.
Um grande abraço carinhoso em teu destino, Antônio, e que você seja vitorioso nesta breve vida.
Estude, meu irmão, porque, como eu disse, estude para que ninguém o humilhe, estude para transformar a vida de teus pais, estude para edificar uma sociedade melhor.
Antônio (1)
Henrique Afonso em meu comentário
Setorial GLBT pede Comissão de Éticapara deputado do Acre
Matéria anônima
O setorial GLBT do PT requereu à Comissão Executiva Nacional do partido a abertura de Comissão de Ética contra o deputado federal Henrique Afonso (PT-AC), que tem se posicionado contra aprovação de leis que asseguram os direitos de homossexuais e produzido declarações consideradas homofóbicas.
"As ações do deputado sistematicamente têm se alinhado aos setores religiosos fundamentalistas em ações discriminatórias às lésbicas, gays, travestis, transexuais e bissexuais", afirma Julian Rodrigues, da Coordenação Nacional do Setorial GLBT e um dos autores do pedido de Comissão de Ética.
O pedido será analisado pela CEN em sua reunião do próximo dia 11, em Brasília, e o deputado Henrique Afonso pode ser expulso do PT.
______________________________
Conheci Henrique Afonso quando logo cheguei ao Acre em 1992, em Cruzeiro do Sul. O então sindicalista Henrique pertencia ao quadro realista da ditadura do proletariado, isto é, ao Partido Comunista do Brasil, o PC do B.
Um bom homem. Ótima pessoa. Ser humano digno de respeito, acreano que honra não só o Acre, mas este país tão carente de homens públicos decentes.
Conheci-o na simplicidade, morando em uma casa sem ostentação. Creio que ele ainda permanece simples, porque, hoje, no PT, o deputado federal não deixou de ser cristão.
Se ele critica os homossexuais, é porque lê a Bíblia. O Livro Sagrado condena relação entre pessoas do mesmo sexo. Ora, os homossexuais devem condenar Deus.
O Senhor que é homofóbico.
As férias da diretora
Escrever em um blog sobre a gestão de uma diretora não é ato de gente irresponsável, mas a certeza de que um gestor não pode ficar acima de normas, de leis, de procedimentos éticos. "Você está se queimando, Aldo", diziam alguns colegas.Para mim, diretor deve ser exposto como qualquer pessoa pública, porque sua importância é vital. Escola mal administrada, alunos perdem muito. Por isso, uma vez informado, uma vez com fontes, eu não economizei críticas (éticas) à administração da professora Lúcia.
Quando saiu o resultado da eleição da escola Heloísa Mourão Marques, ela me disse que "tinha tirado um peso das costas". Hoje, soube que ela tirou suas férias. Escrito talvez por alunos, um cartaz no portão ironiza: "Amanhã, não haverá aula, porque a diretora Lúcia morreu."
A escola encontra-se largada há meses. Professores e funcionários a levam nas costas enquanto uma diretora permanece indiferente à educação pública. A professora Lúcia pensou que jamais fosse criticada por meio de um blog. Pagou para ver. E pagou caro. E eu, minha cara, não barganho com as aparências.
Sua administração contabilizou, também, arbitrariedades. Hoje, por exemplo, soube que um funcionário permanece dias sem trabalhar e, quando digo dias, somo mais de 15 dias. É correto? Devemos ficar calados? Não.
As férias, agora, representam mais um descaso por nós, funcionários, professores, alunos e pais. A Frente Popular deve repensar os deveres e as obrigações de um gestor escolar, porque os abusos existem.
E, quando eu souber deles, publicá-los-ei neste blog. No fundo, não sou eu quem fica queimado. O Acre mudou, e eu quero mais mudanças. Tenho sonhos e descobri há anos que meus alunos também sonham.
segunda-feira, dezembro 03, 2007
Blog do Crica
(...) Mas, parece que alguns assessores seus agem exatamente ao contrário do que pensa o governador. Querem ser mais reais que o rei. Quanto mais as coisas correrem livremente melhor para o governo, para a sociedade e para a imprensa. Cargo de confiança, mandato, são passageiros: você dorme nele e acorda fora dele. Isso quem precisa entender é o secretário de Comunicação, Itaan Arruda, com aquele seu jeitão de Marques do Xavier Maia, Alto Alegre e adjacências. Passou a semana tentando brecar na imprensa notícias sobre a soltura de presos pelo chamado indulto natalino, porque no seu errado entendimento poderia causar uma comoção na sociedade. Se o governo não se preparou para enfrentar este tipo de situação, melhorando a estrutura da secretaria de segurança, onde faltam policiais civis, delegados, viaturas e armas, é outra história. Na Polícia Militar as carências não são muito diferentes. Temos que dizer sim, senhor Itaan, que estes bandidos estarão nos próximos dias nas ruas, e em sua grande maioria assaltando cidadãos de bem. Por que esconder? Por que este patrulhamento? A imprensa tem que escancarar, que esculachar, porque este é o seu papel. Não temos que pedir aos magistrados que pisem na lei, mas que analisem com cuidado cada soltura. Não adianta varrer o problema para baixo do tapete: se forem colocados 400, 500 presos nas ruas, como se propala, os assaltos irão sim senhor, aumentar. E temos que noticiar o fato. (...).
_________________
Sempre leio o http://www.ac24horas.com/blogdocrica/ e confesso que, além dos erros crassos de português, invejo sua maneira inocente e tosca de escrevinhar. Ele afirma que o assessor de comunicação, Itaan Arruda, é um censor.
Somos mais de 2oo mil pessoas em Rio Branco, e jornais da capital não possuem uma tiragem de 1,5 mil periódicos. Com esse número - repito, 1,5 mil -, a censura ou o limite encontra-se na própria quantidade de jornal vendido.
Os jornais acreanos não são mais importantes para informar e opinar, porque os blog são livres e são mais acessados que os números da Gazeta, da Tribuna, do Página 20. Itaan não tem poder de censurar um blog.
Censura não cabe ao mouse. O blog é livre para opinar e informar.
_________________
Sempre leio o http://www.ac24horas.com/blogdocrica/ e confesso que, além dos erros crassos de português, invejo sua maneira inocente e tosca de escrevinhar. Ele afirma que o assessor de comunicação, Itaan Arruda, é um censor.
Somos mais de 2oo mil pessoas em Rio Branco, e jornais da capital não possuem uma tiragem de 1,5 mil periódicos. Com esse número - repito, 1,5 mil -, a censura ou o limite encontra-se na própria quantidade de jornal vendido.
Os jornais acreanos não são mais importantes para informar e opinar, porque os blog são livres e são mais acessados que os números da Gazeta, da Tribuna, do Página 20. Itaan não tem poder de censurar um blog.
Censura não cabe ao mouse. O blog é livre para opinar e informar.
Quais os critérios?
Quem quiser pode colocar seu nome para ser candidato a coordenador de ensino?
Deve prevalecer a vontade pessoal ou devemos definir critérios objetivos?
Para mim, não é a vontade pessoal ("eu quero") que se submeterá à votação, mas qualificações prévias para que haja o candidato a coordenador de ensino.
Democracia não implica escolher, mas qualificar para, aí então, ser escolhido o coordenador.
Na foto, a professora Maria Célia, de Literatura e de Língua Portuguesa, vota.
Deve prevalecer a vontade pessoal ou devemos definir critérios objetivos?
Para mim, não é a vontade pessoal ("eu quero") que se submeterá à votação, mas qualificações prévias para que haja o candidato a coordenador de ensino.
Democracia não implica escolher, mas qualificar para, aí então, ser escolhido o coordenador.
Na foto, a professora Maria Célia, de Literatura e de Língua Portuguesa, vota.
sábado, dezembro 01, 2007
Professor Tadeu
Conversamos tantas vezes, perguntei a ela no momento do debate, e a professora-gestora Osmarina concordou com a idéia de sua gestão ser avaliada pelos segmentos da escola. O professor Jorge Braun disse que essa avaliação deveria ser a cada três meses, é uma proposta.
Ora, se alunos são avaliados, gestão e corpo docente devem também se submeter a uma avaliação não para condenar esse ou aquele, mas para que gestão e educadores leiam suas falhas a fim de corrigi-las.
Nesse sentido, o coordenador de ensino deve ser avaliado, por exemplo, pelos professores. O professor Tadeu precisa criar um questionário com os professores para haver essa avaliação.
Precisamos formalizar isso.
Além, o professor deve apresentar suas metas para 2008. Idéias existem; e o momento, precioso.
Hoje, por causa da Secretaria de Educação, podemos reconstruir a escola, porque certas condições foram colocadas pelo anterior e pelo atual governo.
Na escola estadual, professor leciona para 2 ou para 3 turmas, mas os resultados são inferiores em relação a um professor que leciona para 11 turmas de uma escola particular.
Como qualificar o ensino de Língua Portuguesa? O professor Tadeu, agora, dará as respostas como coordenador de ensino. Que seja vitorioso.
Ora, se alunos são avaliados, gestão e corpo docente devem também se submeter a uma avaliação não para condenar esse ou aquele, mas para que gestão e educadores leiam suas falhas a fim de corrigi-las.
Nesse sentido, o coordenador de ensino deve ser avaliado, por exemplo, pelos professores. O professor Tadeu precisa criar um questionário com os professores para haver essa avaliação.
Precisamos formalizar isso.
Além, o professor deve apresentar suas metas para 2008. Idéias existem; e o momento, precioso.
Hoje, por causa da Secretaria de Educação, podemos reconstruir a escola, porque certas condições foram colocadas pelo anterior e pelo atual governo.
Na escola estadual, professor leciona para 2 ou para 3 turmas, mas os resultados são inferiores em relação a um professor que leciona para 11 turmas de uma escola particular.
Como qualificar o ensino de Língua Portuguesa? O professor Tadeu, agora, dará as respostas como coordenador de ensino. Que seja vitorioso.
Escolha de coordenador de ensino
Pela primeira vez no Acre, o gestor não escolheu seu coordenador de ensino, mas deixou que o corpo docente decidisse. Eu propus essa idéia à ex-gestora, mas ela preferiu não dar ouvido à democracia. Imaturidade.
Entretanto, tenho certeza, esse processo de escolher o coordenador de ensino precisa se aprimorado, porque deixou algmas falhas. Uma delas: não houve debate entre os candidatos. Outra: certas pessoas não deveriam votar, por exemplo, a atual coordenadora de ensino e gestora Lúcia.
Ora, essa democracia foi um acordo entre corpo docente e a professora Osmarina, não havendo nenhuma relação com a coordenadora de ensino e a diretora atuais. Como sabemos, elas não proporcionaram à escola esse Bem, pelo contrário.
Sendo assim, quem não se comportou de forma democrática, isto é, quem não permitiu a democracia escolar não poderia usufruir desse bem democrático. Trata-se de um contra-senso.
Espero que na atual gestão os professores formalizem normas para que sejam aprovadas pelo Conselho Escolar.
Entretanto, tenho certeza, esse processo de escolher o coordenador de ensino precisa se aprimorado, porque deixou algmas falhas. Uma delas: não houve debate entre os candidatos. Outra: certas pessoas não deveriam votar, por exemplo, a atual coordenadora de ensino e gestora Lúcia.
Ora, essa democracia foi um acordo entre corpo docente e a professora Osmarina, não havendo nenhuma relação com a coordenadora de ensino e a diretora atuais. Como sabemos, elas não proporcionaram à escola esse Bem, pelo contrário.
Sendo assim, quem não se comportou de forma democrática, isto é, quem não permitiu a democracia escolar não poderia usufruir desse bem democrático. Trata-se de um contra-senso.
Espero que na atual gestão os professores formalizem normas para que sejam aprovadas pelo Conselho Escolar.
Professor Tadeu, coordenador de ensino
Na foto, o professor Tadeu vota para eleger o coordenador de ensino. A nova gestora, professora Osmarina, possibilita uma atitude democrática única no Acre: professor votar em seu coordenador.
Espero que meu colega realize um ótimo trabalho para transformar a educação e o ensino da escola Heloísa Mourão Marques.
Talento
Açeçoriá de Inpremçá
"Essa é a pergunta que a deputada Perpétua Almeida (PC do B) vem recebendo de seus pares nos últimos dias. Eles querem saber o por quê de destinar R$ 1 Bi para quadras de esporte em uma cidade que não tem sequer 500 mil habitantes."
1. Eles querem saber o porquê.
1. Eles querem saber o porquê.
Belas palavras
“Há quem diga que para escrever precisa-se apenas de papel e caneta. Eu, porém, vos digo que isso só não basta. É preciso ter experiência, ir em busca de conhecimento e ter inspiração para buscar uma 'nova vida', um 'novo mundo', um novo 'jeito de se encarar a vida'. Impulsiona-se a vida no arriscar-se diário de novas experiências e transições de fases que transformam-nos na metamorfose do conhecimento e na incógnita do ser racional. Deixemos, pois, o medo para os fracos e arrisquemo-nos no incomparável que é viver.”
Professora Maria de Fátima Maia de Andrade
Professora Maria de Fátima Maia de Andrade
quinta-feira, novembro 29, 2007
Elaíne
A inteligência dessa aluna é bem maior que sua altura. Para ela, a escola pública deveria exigir muito mais. Muito e mais.
Sua poesia recebeu um prêmio, e seus versos entrego agora aos seus olhos, bloguista.
Talvez
Talvez eu quisesse que você me amasse,
Sua poesia recebeu um prêmio, e seus versos entrego agora aos seus olhos, bloguista.
Talvez
Talvez eu quisesse que você me amasse,
Talvez eu quisesse que o céu desabasse,
Talvez eu quisesse que a lua girasse,
Talvez eu quisesse que o mundo parasse,
Talvez eu quisesse num só momento
Beijar-te em silêncio em meus pensamentos,
Talvez eu quisesse voltar ao passado
E pagar todos os erros deixados.
Talvez eu quisesse o mar em minhas mãos
E te oferecer ondas de paixão.
Talvez eu quisesse que os talvez acabassem
E que no mundo só você e eu
restassem...
É... talvez!!!
Talvez eu quisesse que a lua girasse,
Talvez eu quisesse que o mundo parasse,
Talvez eu quisesse num só momento
Beijar-te em silêncio em meus pensamentos,
Talvez eu quisesse voltar ao passado
E pagar todos os erros deixados.
Talvez eu quisesse o mar em minhas mãos
E te oferecer ondas de paixão.
Talvez eu quisesse que os talvez acabassem
E que no mundo só você e eu
restassem...
É... talvez!!!
quarta-feira, novembro 28, 2007
Democracia
Amigo, a escola HMM deu um grande avanço na democracia por meio de uma assembléia com 55 funcionários. Conseguimos, por meio do voto aberto, eleger um vigia para coordenador de administrativo. Foi eleito por maioria absoluta embora nem fosse conhecido entre seus pares. Seu nome é Valdir, perdoe-me, mas ainda não sei seu sobrenome, sei apenas que aceitou o desafio, que votou em mim pelas minhas idéias, tem o 4o período de administração de empresa e dois de ciências sociais. Espero termos acertado, confio em Deus e acho que sim.
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Na sexta-feira, os professores escolherão o coordenador de ensino por meio do voto. A gestora Osmarina está cumprindo o que falou. Tem palavra.
Por que os coordenadores não podem ser votados por seus pares? A escola, em sua gestão, precisa sacramentar essa democracia para, em outro momento, melhorá-la ainda mais.
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Na sexta-feira, os professores escolherão o coordenador de ensino por meio do voto. A gestora Osmarina está cumprindo o que falou. Tem palavra.
Por que os coordenadores não podem ser votados por seus pares? A escola, em sua gestão, precisa sacramentar essa democracia para, em outro momento, melhorá-la ainda mais.
A um colega de profissão
Outro dia, conversei com o professor Luís, de Língua Portuguesa, sobre visitar a família após o ano letivo. Ele expôs o desejo intenso de rever sua mãe. Luís chegou há pouco tempo nesta parte do nosso Brasil, veio de Mato Grosso.
Mas o destino não é um cáculo, um produto cartesiano, um ponto exato segundo a abscissa e a ordenada. A vida é imprecisa como a onda do mar, como a nuvem em forma de asa. A vida, sabemos, é barroca como os quadros de Rembrandt - surpreende.
Por volta da meia-noite de quinta-feira, o telefone interrompe o sono de Luís. Sua mãe não se encontra mais entre nós, simples mortais. Revê-la, agora, pertence ao que o passado deixou em sua infância, em sua adolecência.
Luís, meu querido, que, por meio desta singular dor, você edifique um Amor maior ainda pela vida, porque, conforme seu jeito sempre educado e amoroso de ser, você revela que a sua amada mãe deixou marcas profundas em teu caráter.
O quanto nossa fragilidade escorre como lágrimas neste momento de perda.
Nós, professores da escola Heloísa Mourão Marques, somos solidários neste momento... tristeza.
terça-feira, novembro 27, 2007
Professora Osmarina no jornal
Hoje, na escola Heloísa Mourão Marques, a professora Osmarina, eleita à gestora, ficou preocupada com uma matéria publicada no jornal A TRIBUNA. O repórter afirmou que ela é "oposição". Pessoas na Secretaria de Educação não gostaram da palavra.
Li o texto, e essas pessoas interpretaram segundo suas intenções. As linhas deixam claro nenhuma referência à "oposição ao governo". Certos indivíduos precisam aprender a ler.
O repórter cita duas escolas que optaram pela continuação de um trabalho, ou seja, a oposição não venceu. Mas venceu na escola Heloísa Mourão Marques com a professora Osmarina.
Como colega de trabalho, posso afirmar que a professora Osmarina reconhece avanços na educação acreana e, por causa disso, em sua gestão, fará um belo trabalho para elevar os esforços da Secretaria de Educação do Estado do Acre.
Longe de ser uma estúpida, a professora-gestora Osmarina sabe o que deve ser feito para o bem da escola pública, muito diferente de alguns que não sabem sequer ler um texto simples de jornal.
Li o texto, e essas pessoas interpretaram segundo suas intenções. As linhas deixam claro nenhuma referência à "oposição ao governo". Certos indivíduos precisam aprender a ler.
O repórter cita duas escolas que optaram pela continuação de um trabalho, ou seja, a oposição não venceu. Mas venceu na escola Heloísa Mourão Marques com a professora Osmarina.
Como colega de trabalho, posso afirmar que a professora Osmarina reconhece avanços na educação acreana e, por causa disso, em sua gestão, fará um belo trabalho para elevar os esforços da Secretaria de Educação do Estado do Acre.
Longe de ser uma estúpida, a professora-gestora Osmarina sabe o que deve ser feito para o bem da escola pública, muito diferente de alguns que não sabem sequer ler um texto simples de jornal.
segunda-feira, novembro 26, 2007
O Enem do Acre
Da 23ª posição em 2006, o Acre ficou em 14ª em 2007 entre todos os estados. No Norte, em 2006, o Acre ficou na 5ª posição, subindo para a 3ª posição em 2007.
As escolas públicas obtiveram 47,10 em 2006 e 54,57 em 2007.
As escolas públicas obtiveram 47,10 em 2006 e 54,57 em 2007.
As escolas particulares do Acre permanecem em 1º lugar no Norte: 60,31 (2006) e 63,45 (2007).
Não podemos ser ufanistas, mas devemos reconhecer, de forma equilibrada, que os números na redação do ensino médio são maiores. Existe um aumento gradual.
Precisamos melhorar mais e mais. Sempre mais.
Não podemos ser ufanistas, mas devemos reconhecer, de forma equilibrada, que os números na redação do ensino médio são maiores. Existe um aumento gradual.
Precisamos melhorar mais e mais. Sempre mais.
Matéria de Josafá Batista
Indicadores da escola particular
elevam desempenho do Acre no Enem
Professora de escola pública há 15 anos, Mônica Maria de Carvalho Araújo, de 36 anos, tem três filhos e uma jornada de trabalho exaustiva. Além das quatro horas na sala de aula da escola Roberto Sanches Mubárac, ela precisa dedicar mais três ao planejamento. São sete horas por dia, de segunda a sexta. Em ano de greve dos professores, aos sábados também.
O local de trabalho de Mônica passou por algumas melhorias nos últimos anos. Os professores foram valorizados, ganham melhor. Mas a maioria das salas ainda não tem ar-condicionado nem espaço para a informática, e cada professor dá aula para turmas com 40 e 45 crianças - o recomendado pela Unesco é metade disso.
“É preciso ter amor. Meus filhos, por exemplo, eu só vejo à noite, porque não tenho tempo durante o dia. Quando não estou aqui, estou planejando as aulas”, explica Mônica Maria Carvalho, que ganha R$ 1,4 mil mensais por tanto sacrifício.
O marido, diarista, complementa a renda doméstica, mas a família se ressente da ausência materna. E também sonha com o dia em que a profissão da mãe compense tanto sacrifício.
Mas o horizonte não é promissor. Esses pequenos e grandes problemas, de fato bem mais graves no passado que hoje, ainda tendem a ampliar a já considerável distância entre os indicadores da educação pública e privada.
Prova disso é o recente Exame Nacional do Ensino Médio (Enem): o comemorado salto da educação acreana foi puxado, ironicamente, pelas escolas particulares.
Na prova objetiva, contendo questões de várias matérias e pontuação entre 0 e 100, os alunos da rede pública tiraram 42,91 pontos. Os das escolas particulares alcançaram 59,34, puxando a média do Acre.
O milagre da redação
Mas não foi na prova objetiva o grande empurrão das escolas particulares sobre as públicas. Prova disso é que, nelas, a nota final do Acre está entre as cinco piores do país. Se contabilizadas somente as escolas públicas, o Acre “sobe” para o quarto pior lugar.
A grande revelação foi a prova de redação, onde tanto escolas públicas quanto particulares obtiveram ótimos índices. As públicas faturaram 54,57 pontos, o 14º melhor lugar do ranking nacional e 9 pontos acima do obtido no Enem do ano passado.
No entanto, o salto das escolas particulares foi muito maior. A pontuação de 63,45 pontos é a melhor de toda a Região Norte, está acima da média nacional (apenas 55,99 pontos), e, de quebra, é a quarta melhor colocação de todo o país nessa categoria.
Na divulgação do desempenho por Estado, o Enem somou as escolas públicas às particulares. O resultado para o Acre foi óbvio: uma das melhores colocações em redação do país. Orgulhosa, a Secretaria de Estado de Educação (SEE) atribuiu as notas às políticas de treinamento e de valorização dos professores.
Mônica Maria, a professora entrevistada pela reportagem, não discorda. Ela agradece ao governo Binho pelos cursos, pelas capacitações e pelas melhorias salariais. Mas não deixa de perceber algo interessante.
“Se o sujeito quiser ser professor, pensando em ganhar dinheiro, é melhor desistir. É preciso ter muito amor, muito mesmo. E disposição para fazer muito sacrifício”, revela a mestre, cujos filhos são, tais quais os seus alunos, crianças.
Confira os números e compare
Enem 2006 – rede pública
30,27 foi a média na prova objetiva, 25º lugar do ranking.
47,10 foi a média na prova de redação, 23º do ranking.
Enem 2006 – rede privada
41,35 foi a média na prova objetiva, 22º lugar do ranking.
60,31 foi a média na redação, 8º lugar do ranking.
Na média nacional, os participantes do Enem 2006 obtiveram 36,90 na parte objetiva e 52,08 na redação.
Enem 2007 – rede pública
42,91 foi a média na prova objetiva, 23º lugar do ranking.
54,57 foi a média na redação, 14º lugar do ranking.
Enem 2007 – rede privada
59,34 foi a média na prova objetiva, 25º lugar do ranking.
63,45 foi a média na redação, 4º lugar do ranking.
Na média nacional, os participantes do Enem 2007 obtiveram 51,52 na parte objetiva e 55,99 na redação.
elevam desempenho do Acre no Enem
Professora de escola pública há 15 anos, Mônica Maria de Carvalho Araújo, de 36 anos, tem três filhos e uma jornada de trabalho exaustiva. Além das quatro horas na sala de aula da escola Roberto Sanches Mubárac, ela precisa dedicar mais três ao planejamento. São sete horas por dia, de segunda a sexta. Em ano de greve dos professores, aos sábados também.
O local de trabalho de Mônica passou por algumas melhorias nos últimos anos. Os professores foram valorizados, ganham melhor. Mas a maioria das salas ainda não tem ar-condicionado nem espaço para a informática, e cada professor dá aula para turmas com 40 e 45 crianças - o recomendado pela Unesco é metade disso.
“É preciso ter amor. Meus filhos, por exemplo, eu só vejo à noite, porque não tenho tempo durante o dia. Quando não estou aqui, estou planejando as aulas”, explica Mônica Maria Carvalho, que ganha R$ 1,4 mil mensais por tanto sacrifício.
O marido, diarista, complementa a renda doméstica, mas a família se ressente da ausência materna. E também sonha com o dia em que a profissão da mãe compense tanto sacrifício.
Mas o horizonte não é promissor. Esses pequenos e grandes problemas, de fato bem mais graves no passado que hoje, ainda tendem a ampliar a já considerável distância entre os indicadores da educação pública e privada.
Prova disso é o recente Exame Nacional do Ensino Médio (Enem): o comemorado salto da educação acreana foi puxado, ironicamente, pelas escolas particulares.
Na prova objetiva, contendo questões de várias matérias e pontuação entre 0 e 100, os alunos da rede pública tiraram 42,91 pontos. Os das escolas particulares alcançaram 59,34, puxando a média do Acre.
O milagre da redação
Mas não foi na prova objetiva o grande empurrão das escolas particulares sobre as públicas. Prova disso é que, nelas, a nota final do Acre está entre as cinco piores do país. Se contabilizadas somente as escolas públicas, o Acre “sobe” para o quarto pior lugar.
A grande revelação foi a prova de redação, onde tanto escolas públicas quanto particulares obtiveram ótimos índices. As públicas faturaram 54,57 pontos, o 14º melhor lugar do ranking nacional e 9 pontos acima do obtido no Enem do ano passado.
No entanto, o salto das escolas particulares foi muito maior. A pontuação de 63,45 pontos é a melhor de toda a Região Norte, está acima da média nacional (apenas 55,99 pontos), e, de quebra, é a quarta melhor colocação de todo o país nessa categoria.
Na divulgação do desempenho por Estado, o Enem somou as escolas públicas às particulares. O resultado para o Acre foi óbvio: uma das melhores colocações em redação do país. Orgulhosa, a Secretaria de Estado de Educação (SEE) atribuiu as notas às políticas de treinamento e de valorização dos professores.
Mônica Maria, a professora entrevistada pela reportagem, não discorda. Ela agradece ao governo Binho pelos cursos, pelas capacitações e pelas melhorias salariais. Mas não deixa de perceber algo interessante.
“Se o sujeito quiser ser professor, pensando em ganhar dinheiro, é melhor desistir. É preciso ter muito amor, muito mesmo. E disposição para fazer muito sacrifício”, revela a mestre, cujos filhos são, tais quais os seus alunos, crianças.
Confira os números e compare
Enem 2006 – rede pública
30,27 foi a média na prova objetiva, 25º lugar do ranking.
47,10 foi a média na prova de redação, 23º do ranking.
Enem 2006 – rede privada
41,35 foi a média na prova objetiva, 22º lugar do ranking.
60,31 foi a média na redação, 8º lugar do ranking.
Na média nacional, os participantes do Enem 2006 obtiveram 36,90 na parte objetiva e 52,08 na redação.
Enem 2007 – rede pública
42,91 foi a média na prova objetiva, 23º lugar do ranking.
54,57 foi a média na redação, 14º lugar do ranking.
Enem 2007 – rede privada
59,34 foi a média na prova objetiva, 25º lugar do ranking.
63,45 foi a média na redação, 4º lugar do ranking.
Na média nacional, os participantes do Enem 2007 obtiveram 51,52 na parte objetiva e 55,99 na redação.
De um blogueiro
Quero aqui parabenizar a minha querida professora Osmarina pela conquista da direção da Escola Heloísa Mourão Marques, minha escola. Fico muito feliz por saber que os alunos deram esse voto de confiança a ela.
Quero lembrar um fato aqui: Osmarina assim como o professor Aldo Nascimento é "problemática". Ah, se todos os educadores fossem problemáticos, certamente teríamos outros números no Enem.
Professora Osmarina um beijo em teu coração, seja feliz. A senhora chegou aonde a senhora merece.
Do aluno José Pinheiro.
Comunicação Social/ Jornalismo- Ufac.
__________________________
sábado, novembro 24, 2007
Uma nova gestora
Após 15 anos na escola estadual Heloísa Mourão Marques, a professora Osmarina, de Geografia, ganhou a eleição à gestora com uma vantagem enorme sobre a atual administradora, professora Lúcia - 613 votos contra 189 ou 61,21% contra 29,49%.
Trata-se de rejeição incontestável. Na eleição anterior, a professora Lúcia recebeu 61,02%. Mas a gestora não soube ir ao encontro dessa maiora e, para a professora Osmarina, perdeu feio. Isso indica que a escola deseja transformações profundas, por exemplo, qualidade de ensino.
Lúcia errou demais: centralizou ações, ausentou-se muito da escola, agiu em muitos casos de forma arbitrária. A resposta não poderia ser outra: crítica explícita e velada. A professora Lúcia deve ter aprendido que diretor de escola também é criticado, porque, hoje, o Acre é outro. O mundo não pára.
"Na próxima-semana, os professores escolherão seu coordenador de ensino", declarou a professora Osmarina. A ex-gestora negou-se a isso, chegando a infrigir a Lei 1513, isto é, seus coordenadores não pertenciam ao quadro de funcionários da escola.
Como professora de Geografia, Osmarina sabe que existem erosões na escola. Ela precisará plantar paixões para que o solo germine qualidade de ensino. "Precisamos transformar a escola para que ela seja uma das melhores do Acre", crê Osmarina.
Para quem deseja ser vencedor, o trabalho exige constância de todos. Que a sua vitória seja maior ainda após quatro anos. A escola HMM precisa ser outra no final de quatro anos. Em 2006, no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), sua colocação, mais uma vez, deixou a desejar.
Entre as dez escolas públicas, sua Redação ficou na sexta posição.
Redação de 2006
1. Rodrigues Leite - 43.94
2. Barão do Rio Branco - 39.57
3. Lourenço Filho - 37.57
4. Glória Perez - 37.05
5. Ribamar Batista - 35.44
6. Heloísa Mourão Marques - 35.15
7. João Aguiar - 34.96
8. Henrique Lima - 33.82
9. Humberto Soares - 32.92
10. Leôncio de Carvalho - 30.76
Com as particulares, ela desce.
Particulares
1. Meta - 53.37
2. Lato Sensu - 52.73
3. Imaculada Conceição - 50.46
4. Alternativo - 47.82
5. Fundação Bradesco - 45.77
Públicas
6. Rodrigues Leite - 43.94
7. Barão do Rio Branco - 39.57
8. Lourenço Filho - 37.57
9. Glória Perez - 37.05
10. Ribamar Batista - 35.44
11. Heloísa Mourão Marques - 35.15
12. João Aguiar - 34.96
13. Henrique Lima - 33.82
14. Humberto Soares - 32.92
15. Leôncio de Carvalho - 30.76
Em 2012, desejo ver a escola HMM acima das escolas particulares.
Trata-se de rejeição incontestável. Na eleição anterior, a professora Lúcia recebeu 61,02%. Mas a gestora não soube ir ao encontro dessa maiora e, para a professora Osmarina, perdeu feio. Isso indica que a escola deseja transformações profundas, por exemplo, qualidade de ensino.
Lúcia errou demais: centralizou ações, ausentou-se muito da escola, agiu em muitos casos de forma arbitrária. A resposta não poderia ser outra: crítica explícita e velada. A professora Lúcia deve ter aprendido que diretor de escola também é criticado, porque, hoje, o Acre é outro. O mundo não pára.
"Na próxima-semana, os professores escolherão seu coordenador de ensino", declarou a professora Osmarina. A ex-gestora negou-se a isso, chegando a infrigir a Lei 1513, isto é, seus coordenadores não pertenciam ao quadro de funcionários da escola.
Como professora de Geografia, Osmarina sabe que existem erosões na escola. Ela precisará plantar paixões para que o solo germine qualidade de ensino. "Precisamos transformar a escola para que ela seja uma das melhores do Acre", crê Osmarina.
Para quem deseja ser vencedor, o trabalho exige constância de todos. Que a sua vitória seja maior ainda após quatro anos. A escola HMM precisa ser outra no final de quatro anos. Em 2006, no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), sua colocação, mais uma vez, deixou a desejar.
Entre as dez escolas públicas, sua Redação ficou na sexta posição.
Redação de 2006
1. Rodrigues Leite - 43.94
2. Barão do Rio Branco - 39.57
3. Lourenço Filho - 37.57
4. Glória Perez - 37.05
5. Ribamar Batista - 35.44
6. Heloísa Mourão Marques - 35.15
7. João Aguiar - 34.96
8. Henrique Lima - 33.82
9. Humberto Soares - 32.92
10. Leôncio de Carvalho - 30.76
Com as particulares, ela desce.
Particulares
1. Meta - 53.37
2. Lato Sensu - 52.73
3. Imaculada Conceição - 50.46
4. Alternativo - 47.82
5. Fundação Bradesco - 45.77
Públicas
6. Rodrigues Leite - 43.94
7. Barão do Rio Branco - 39.57
8. Lourenço Filho - 37.57
9. Glória Perez - 37.05
10. Ribamar Batista - 35.44
11. Heloísa Mourão Marques - 35.15
12. João Aguiar - 34.96
13. Henrique Lima - 33.82
14. Humberto Soares - 32.92
15. Leôncio de Carvalho - 30.76
Em 2012, desejo ver a escola HMM acima das escolas particulares.
Pela brecha da janela
Começou às 21 horas e terminou às 23h31. Pela brecha da janela, os eleitores encontravam os números favoráveis por meio das expressões faciais.
"O professor Gleidson está sorrindo demais, isso quer dizer que a Osmarina ganhou", sentenciou um aluno.
Ele acertou. Por quatro anos, a escola pública Heloísa Mourão Marques será administrada pela professora Osmarina.
Olhe também pela brecha da janela.
"O professor Gleidson está sorrindo demais, isso quer dizer que a Osmarina ganhou", sentenciou um aluno.
Ele acertou. Por quatro anos, a escola pública Heloísa Mourão Marques será administrada pela professora Osmarina.
Olhe também pela brecha da janela.
Eleição da Escola HMM
Professora Lúcia
Professora Osmarina
Alunos: 136
Alunos: 541
Pais: 10
Pais: 18
Pais e alunos: 9,40%
Pais e alunos: 35,97%
_____________________________
Funcionários: 30
Funcionários: 15
Professores: 13
Professores: 39
Funcionários e professores: 20,09%
Funcionários e professores: 25,23%
Total: 29,49%
Total: 61,21%
_________________________
Professora Osmarina
Alunos: 136
Alunos: 541
Pais: 10
Pais: 18
Pais e alunos: 9,40%
Pais e alunos: 35,97%
_____________________________
Funcionários: 30
Funcionários: 15
Professores: 13
Professores: 39
Funcionários e professores: 20,09%
Funcionários e professores: 25,23%
Total: 29,49%
Total: 61,21%
_________________________
quinta-feira, novembro 22, 2007
Expressionismo

Visitar um museu de belas-artes? Entre nós, não há Van Gogh. Não há quadros. Não há arte, beleza.
Somos um país rico... rico em miséria social.
O Expressionismo (re)toma para si conceitos do pré-romantismo, um deles: a subjetividade.
Mas o que é?
Em seu manifesto, publicado em 1918, Kasimir Edschmid escreve que "ninguém duvida de que a essência das coisas não seja a sua realidade exterior. A realidade tem que ser criada por nós". No entanto, ainda que criada por nós, ainda que haja a força do subjetivo, isso não exclui a universalidade.
Subjetivo, aqui, portanto, não implica fazer o que deseja, mas a inquietude da criação implica buscar o novo universal.
Palavra
Osmarina & Lúcia
Hoje, eu soube que os professores Gleidson (Matemática) e Aires (Física) retiraram suas candidaturas para apoiar a professora Osmarina (Geografia).
Gleidson colocou os números sobre a mesa e concluiu que a maioria dos funcionários poderia (re)colocar a professora Lúcia na direção da escola Heloísa Mourão Marques por mais quatro anos.
O professor Aires, por sua vez, usou a Física para descobrir que seu corpo e o do candidato Gleidson, segundo os funcionários de apoio, estavam em queda livre.
Como a professora Osmarina tinha mais voto do corpo docente, Matemática e Física cederam terreno à Geografia da Osmarina.
Amanhã, dia de votação. Que ela vença. Quem? Ela, a...
democracia.
quarta-feira, novembro 21, 2007
Alunos(as) & Candidatos(as)
Que desejo incomprável e inalienável de um dia ver a escola Heloísa Mourão Marques como uma das melhores do Acre. Que desejo!
Que desejo de apreciar meus alunos vitoriosos.
Ainda neste ano, deveríamos saber quantos se submeterão ao vestibular da Universidade Federal do Acre, quantos farão uma boa e ruim redação.
Por quatro anos, o novo diretor ou a nova diretora deverá imprimir na vida desses jovens qualidade de ensino, cobrando de alunos e de professores.
Ouça o último debate e...
Que desejo de apreciar meus alunos vitoriosos.
Ainda neste ano, deveríamos saber quantos se submeterão ao vestibular da Universidade Federal do Acre, quantos farão uma boa e ruim redação.
Por quatro anos, o novo diretor ou a nova diretora deverá imprimir na vida desses jovens qualidade de ensino, cobrando de alunos e de professores.
Ouça o último debate e...
Alunos(as) & Candidatos(as)
Na próxima eleição, precisará haver mais organização entre os alunos. Houve muita desordem por parte de alguns estudantes. A maioria soube se comportar.
As perguntas do corpo discente foram escritas, e a comissão eleitoral lia antes para permitir ou proibir. Penso que as perguntas poderiam ser elaboradas em sala com orientação dos professores. Em outras palavras, organização prévia.
Deve-se priorizar a qualidade de ensino por meio de perguntas.
CandidatAS(os) & AlunAS(os)
Nessa filmagem, o início do encontro entre candidatos e alunos. Auditório cheio, e uma minoria de alunos bagunçou. Ainda sim, pulsaram as virtudes da nossa jovem democracia.
Coloque um fone e ouça as vozes da democracia.
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