quinta-feira, maio 03, 2007

Carioca

Carioca tranqüilo antes de negociar à mesa com as inocentes sindicalistas. Ele me disse que dará uma entrevista exclusiva a este pouco lido blog.

Carioca



Tirei essa foto no momento em que o Carioca ri do pato do professor.

Sinplac 2



Almerinda fala muito e ouve pouco. Não obedeceu ao tempo de três minutos. Por mais de 10 minutos, falou, falou, falou.

Em minha fala de três minutos, defendi uma imprensa sindical inteligente, ética e livre; votação-texto pela internete; a criação de um site muito bem-feito; e profissionais muito competentes que saibam debater à mesa com o governo sobre o orçamento público.



Sindicato precisa deixar de ser obreiro e amador.

Sinplac 1




Poucos na assembléia do Sinplac.

Vamos sujar a cidade



Quando a assembléia do Sinteac terminou, os poucos professores e menos pessoal de apoio resolveram sujar Rio Branco.

Greve da educação, digo, reposição de aula, serve para isto: falta de educação.

Sinteac 4






















As fotos dizem mais do que discursos.

Sinteac 3






















Por que nas procissões há mais fiéis?

Sinteac 2





















Movimento sindical está doente. Sofre de catarata e, diante do espelho, não se enxerga em um mundo que não é mais igual ao da vovó.

Sinteac 1


Uma minoria da minoria decide por muitos. No Heloísa Mourão Marques, professores votam a favor da "greve" ou da "reposição de aula", mas não comparecem às assembléias.
Tudo bem, irão repor as aulas aos sábados.
Repare na foto o vazio.

Vamos desobedecer


Diante do Banco do Brasil, centro, carro da polícia e outros não obedecem à placa.
Onde está o guarda?
Essa é a cidadania brasileira de alguns.

quarta-feira, maio 02, 2007

Irregularidades no Sinteac

Uma auditoria, a pedido da presidente do Sinteac, professora Alcilene Gurgel, revela, no mínimo, negligência com o dinheiro dos filiados.
Concluída em fevereiro de 2007 por Paulo Ferreira de Sousa, economista e contador, o documento com 179 páginas mostra que dois presidentes deixaram muitas irregularidades.
Eu poderia escrever uma matéria neste blog sobre isso, mas prefiro, antes, apurar os fatos, ouvindo, claro, os envolvidos, além de outras pessoas.

Lerei o documento pela terceira vez e, agora, anotarei alguns gastos temáticos, por exemplo, passagem de avião, gasolina, verba do sindicato que serve como empréstimo a pessoas físicas etc.
No documento, quanto ao "fornecimento de passagem" em 8 de fevereiro de 2002, cheque 361, o Sinteac gastou R$ 3,5 mil, mas não houve comprovação da viagem por meio de bilhete de viagem e finalidade da viagem.
Procurarei ex-presidente para saber se, realmente, houve alguma comprovação. É preciso investigar de forma séria e ética antes de expor o nome de pessoas.

Mulheres no Sinteac e no Sinplac

Hoje, Sinteac e Sinplac não reuniram metade dos filiados para deliberar uma greve por tempo indeterminado. Não houve representatividade para sentenciar por todos. Não houve coro.

Não penso ser anacrônico votação pela internete. Os sindicatos, até hoje, não usam a tecnologia para que o professor de Mâncio Lima, de Rodrigues Alves ou de Brasiléia votem por meio de um site.

Por causa disso, sempre digo que os sindicatos acreanos perderam o mouse da história.
Outra questão diz respeito a sindicalistas discutindo com o governo sobre números. Quem deve dialogar com o governo sobre números é uma equipe de profissionais que saiba muito sobre orçamento público, sobre finanças públicas.

É preciso profissionalizar esse diálogo. Obreiro sindical não tem condições intelectuais para tanto.

Outra: a estrutura sindical necessita ser outra. O processo eleitoral, por meio de uma outra estrutura, não pode se manter como se encontra hoje.

Eu soube, por meio de um dirigente do Sinteac, que sobram R$ 80 mil por mês no cofre da entidade. Até hojem, eu não entendo o porquê de não haver uma redação de jornal muito competente e livre a serviço da educação e da inteligência.

O programa sindical na TV é péssimo. Paguem a quem sabe fazer. De tão chato, não tem audiência. Para manter um programa sindical, é preciso haver não somente dinheiro do filiado, mas, também, dinheiro de patrocinador e, para tanto, deve editar programas bem-feitos.

Mulheres da direção do Sinteac e do Sinplac, se vocês só reproduzem o que homens no passado fizeram no sindicato, é melhor cuidar da casa e dos filhos, porque suas ações são cópias masculinizadas de uma estrutura sindical patriarcal. Vocês imitam os homens em suas lutas e, pior, ignoram isso por causa de uma inocência teórica, por causa de uma prática obreira que se recusa a pensar o novo.

Sindicado rachado

Cheguei à assembléia do Sinteac às 9 horas, mas, como não estamos Londres, a reunião iniciou-se às 10 horas.
Enquanto as sindicalistas falaram, um comentário paralelo entre três professores que assistiam ao espetáculo com poucos ouvintes.

- Me disseram que o sindicato rachou.
- Rapaz, o sindicato está rachado há tempo.
- Por quê?
- Uma mulher como presidente e outra como vice, companheiro, só pode estar rachado.

E o terceiro finaliza.

- Então o pau vai quebrar.

Não existe greve de professor

Não existe greve de professor. Existe reposição de aula. Não existe greve de professor. Existe reposição de aula. Não existe greve de professor. Existe reposição de aula. Não existe greve de professor. Existe reposição de aula. Não existe greve de professor. Existe reposição de aula. Não existe greve de professor. Existe reposição de aula. Não existe greve de professor. Existe reposição de aula. Não existe greve de professor. Existe reposição de aula. Não existe greve de professor. Existe reposição de aula. Não existe greve de professor. Existe reposição de aula. Não existe greve de professor. Existe reposição de aula. Não existe greve de professor. Existe reposição de aula. Não existe greve de professor. Existe reposição de aula. Não existe greve de professor. Existe reposição de aula. Não existe greve de professor. Existe reposição de aula. Não existe greve de professor. Existe reposição de aula. Não existe greve de professor. Existe reposição de aula. Não existe greve de professor. Existe reposição de aula. Não existe greve de professor. Existe reposição de aula. Não existe greve de professor. Existe reposição de aula. Não existe greve de professor. Existe reposição de aula. Não existe greve de professor. Existe reposição de aula. Não existe greve de professor. Existe reposição de aula. Não existe greve de professor. Existe reposição de aula. Não existe greve de professor. Existe reposição de aula. Não existe greve de professor. Existe reposição de aula. Não existe greve de professor. Existe reposição de aula. Não existe greve de professor. Existe reposição de aula. Não existe greve de professor. Existe reposição de aula. Não existe greve de professor. Existe reposição de aula. Não existe greve de professor. Existe reposição de aula. Não existe greve de professor. Existe reposição de aula. Não existe greve de professor. Existe reposição de aula. Não existe greve de professor. Existe reposição de aula. Não existe greve de professor. Existe reposição de aula. Não existe greve de professor. Existe reposição de aula. Não existe greve de professor. Existe reposição de aula. Não existe greve de professor. Existe reposição de aula. Não existe greve de professor. Existe reposição de aula. Não existe greve de professor. Existe reposição de aula. Não existe greve de professor. Existe reposição de aula. Não existe greve de professor. Existe reposição de aula. Não existe greve de professor. Existe reposição de aula.

segunda-feira, abril 30, 2007

Não existe greve na educação


Artigo publicado na TRIBUNA,
de Aldo Nascimento

No Estados Unidos, em 1955, a negra Rosa Parks recusou-se a ceder seu lugar para um branco. Achincalhada, ela foi obrigada a sair do ônibus.
Depois desse fato, Martin Luther King [1929-1968] observou que o negro, e não o branco, representava a maioria no transporte coletivo, isto é, os empresários obtinham muito lucro por causa da cor de Rosa Parks.

A partir disso, Martin Luther King inicia uma campanha contra os empresários: os negros passaram a andar a pé. O lucro das empresas diminuiu consideravelmente. Sem saída, os empresários negociaram e, desde então, a Suprema Corte Americana decidiu que não haveria segregação racial nos ônibus. Esse fato histórico recebeu o nome de boicote aos ônibus de Montgomery.

Em outro país, algo semelhante ocorreu. Um homem foi expulso de um compartimento de primeira classe de um trem por se recusar a ceder o seu lugar a um branco. Seu nome, Mahatma Gandhi [1869-1948].

O líder negro espelhou-se em Gandhi, e este, por sua vez, leu muito sobre as idéias anarquistas. Por causa dessa segregação em transportes coletivos, a greve, conceito anarquista, tinha o propósito de causar um “colapso na economia”. E causou.

Seguidores dos ideais anarquistas, Luther King e Gandhi promoviam a desobediência civil. A greve é uma conseqüência simbólica dessa desobediência. Ambos conheciam o pensamento de Pyotr Alexeyevich Kropotkin [1842-1921], o russo que aprimorou as ações políticas dos anarquistas.

E a greve dos professores? Diferente, por exemplo, dos negros que andaram a pé, a greve dos professores não causa colapso na economia, não incomoda os agentes econômicos. A cidade não pára. O que pára é a escola, somente ela.
Mas mesmo essa paralisação é mentirosa. A greve na educação não existe, porque, depois, lá na frente, os professores irão repor os dias parados. Como então posso chamar de greve dias de trabalho que serão repostos? Trata-se de uma incongruência.
Aqueles que desejam o poder sindical têm a obrigação de recriar o conceito de greve na educação. Eu não desejo poder, não desejo ser líder sindical, mas, como o sindicato sobrevive à custa de meu dinheiro de filiado, não posso me isentar de críticas.
Alunos não precisam ser críticos? Pois bem, sou um eterno aprendiz. Preciso ler mais sobre os anarquistas.

sexta-feira, abril 27, 2007

Os ombros suportam o mundo






Na escola Heloísa Mourão Marques, em uma reunião, os professores decidiram não haver os estilos de época da literatura. Para o aluno, somente análise de texto literário.


Com isso, prevalece o estudo de vocabulário e de conceitos, além de interpretação e de observações gramaticais relacionadas à produção redacional.

Uma poesia que ofertei aos olhos deles foi Os ombros suportam o mundo, de Carlos Drummond de Andrade. Estudamos esse texto para tecer um contraste entre ele e a poesia de Cruz e Sousa, de Vinícius de Moraes e de Camões.

Nesse eu-lírico, vigora a ausência do místico. No mundo hodierno, desejo que eles percebam no texto de Drummond o que representa a ausência do místico e a sua presença, por exemplo, na poesia de Cruz e Sousa.

Leio livros não para saber se é realista ou romântico, mas eu os leio para repensar o mundo em que estou com os outros.

Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.

Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.

Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teu ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo,
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.


Onde estão minhas luvas?


No terminal, uma trabalhadora limpa o espaço público sem luva. Errado.
Penso que isso se relaciona à saúde pública.
Que a administração do terminal urbano saiba agir.

Resposta a um bloguista

Um bloguista pergunta se eu não gostei dos alunos irem à rua. Penso que a manifestação deve ser muito mais organizada e sedutora. Ocupar as ruas exige uma forma sensível a fim de chamar a atenção das pessoas que andam pela cidade.
Os sindicalistas são péssimos com seus discursos, porque não há no movimento sindical a preocupação com o ato estético. Deveriam ler sobre isso para alterar suas ações empobrecidas. O capital há tempo vem usando a estética para seduzir e alienar.
No dia da passeata, os sindicalistas poderiam, por exemplo, colocar músicas dos Titãs, do Gabriel, do Renato Russo, mas eles se reduziram uma verborréia infecunda. É preciso ironizar, é preciso debochar, é preciso transformar a passeata em um ato estético para sensibilizar os que passam.
O mundo mudou e as passeatas devem mudar e, para tanto, a organização exige outros procedimentos. Os estudantes precisam ser criativos.

Fui de movimento estudantil no Rio de Janeiro, na década de 80 e, na UNE, no Catete, discutíamos isso naquela época. Em outras palavras, alguns defendiam o protesto como ato cultural e estético.

Protestei nas ruas com o companheiro Willam, ligado a Wladimir Palmeira. Mais tarde, esse petista seria secretário de Educação do Rio de Janeiro no governo de Benedita da Silva. Naquela época, ainda que muito jovens, pensávamos sobre o porquê dos sindicatos não seduzirem.

Como diz Fernando Pessoa: "viver não é preciso; criar é preciso."
Deveria haver uma campanha nesta cidade para as pessoas usarem em certos dias úteis somente a bicicleta como forma de protesto. Isso me recorda Martin Luther King. Os negros deixaram de usar os ônibus e andaram a pé como forma de protesto. Deu resultado.

Assim como Gandhi, Martin Luther King leu sobre os anarquistas.
Jovens, rebelem-se contra as injustiças, mas saibam que a revolta deve ter o sabor da criatividade.

quinta-feira, abril 26, 2007

Pensão de ex-governadores

Na época, este blog, pouco visitado, foi o único que publicou o aumento que o ex-governador Jorge Viana deu aos ex-governadores. Voto nele ainda, mas não fecho meus olhos para o que é injusto.

Hoje, uma boa notícia. Leia.
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Donald Fernandes quer acabar com aposentadoria para ex-governadores
Documento apresentado hoje à mesa-diretora da Aleac contém 12 assinaturas

O líder do PSDB na Assembléia Legislativa, Donald Fernandes, apresentou à mesa-diretora na sessão desta quinta-feira proposta de emenda ao artigo 77 da Constituição Estadual, que instituiu pensão vitalícia para os ex-governadores. Com a iniciativa, o parlamentar quer acabar com o privilégio. O documento contém 12 assinaturas de deputados, contando com a do proponente.

“Não é justo que num dos Estados mais pobres do país os ex-governadores recebam aposentadoria depois de quatro anos de serviço, quando a trabalhadora comum precisa de no mínimo 30 anos de contribuição e o trabalhador, 35 anos”, argumentou Donald.

A assessoria do deputado passou a manhã no centro de Rio Branco distribuindo panfletos e colhendo assinaturas dos acreanos que não concordam com o pagamento de pensão a ex-governadores. A meta é reunir o mínimo de dez mil assinaturas em todo o Acre.

Se aprovada, a proposta de emenda à Constituição Estadual revogaria o artigo 77, que trata do subsídio mensal e vitalício correspondente ao vencimento e à representação do cargo de governador.

Donald Fernandes argumentou após a sessão que aposentar governador é um acinte à Constituição Federal e às regras da Previdência Social. Segundo ele, nem mesmo o presidente da República recebe aposentadoria após deixar o cargo.

“São Paulo tem a maior economia do Brasil e os ex-governadores sequer cogitam receber pensão”, declarou.

Justiça pode ser acionada

O deputado tucano falou ainda na possibilidade de se recorrer à Justiça para revogação do artigo 77 da Constituição Estadual. Ele se baseia na informação de que o Supremo Tribunal Federal analisa uma ação direita de inconstitucionalidade (ADI) proposta pelo Conselho Federal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) à pensão vitalícia para ex-governadores de Mato Grosso do Sul.

Pedido de vista do ministro Eros Grau, do Supremo, adiou o julgamento da ADI, mas a ação já conta com três votos favoráveis à extinção de pensão vitalícia, segundo matéria publicada no site do STF (www.stf.gov.br).

Segundo o site, a OAB afirma que o benefício desrespeita diversos artigos da Constituição Federal. A entidade alega que, ao encerrar seus mandatos, os ex-governadores não exercem mais nenhum ato em nome do ente público e que conceder o subsídio seria “retribuição pecuniária a título gratuito, como se fosse uma espécie de aposentadoria de graça” a quem não presta mais serviços públicos.

“É inadmissível que em um Estado com índices de desemprego tão cruéis os ex-governadores tenham direito à pensão vitalícia”, desabafou Donald.

A um parvo!


Anônimo disse...
Eu acho vc um tremendo babaca...., ver se cresce seu babaca, vc não tem mais 18 anos, tem é quase 50, sebe o que homens como costumam pegar é uma peruca de touro, bem no meio da testa....KKKK, espera só, o que tua namoradinha vai te dar...KKK
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Você deveria saber escrever e deveria tomar conta de tua vida. Tua vulgaridade é típica de um tolo.
Se você me acha ou não me acha babaca, tua opinião mal escrita não tem a menor importância para a minha vida, seu apedeuta.
Fico sensibilizado quando você, meu querido pacóvio, preocupa-se com minha "peruca de touro", gesto de alguém traumatizado por causa da esposa ou da tua mãe.

Por favor, seja homem e assuma teu nome diante de meus olhos. Não se esconda em teu vulgar e atoleimado anonimato.

Agora, contemple o meu rostinho de ofendido e de babaca na foto, mané inculto!!!