quarta-feira, outubro 03, 2007

Expo-Acre ou Expoacre?

Na Redação, nem tudo pode ser conforme o revisor aprendeu em uma faculdade. Aqui, se escrevemos "megassena" e não mega-sena", o diagramador ri da gente.

Expo-Acre ou expoacre? Cine-jornal ou cinejornal?

A regra é clara. Quando o primeiro elemento é forma reduzida, coloca-se hifen. Expo-Acre, portanto, o correto.

Para o diagramador não rir do revisor, A TRIBUNA copia o erro do governo.

Açeçor de Inpremça

"O deputado federal Fernando Melo (PT-AC), acompanhado de assessores, esteve na manhã desta quarta-feira em visita informal a direção da Fundação Hospital Estadual de Saúde do Acre, Fhundacre."

1. Para meus alunos de ensino médio, aponto termos desnecessários. Nesse caso, o autor poderia ter escrito "visitou informalmente, na manhã desta quarta-feira, a direção da Fundação Hospital Estadual de Saúde do Acre (Fhundacre); e

2. Há açeçores que complicam.

João Bosco

Meu amigo João Bosco encontra-se muito enfermo. Para andar, o cara arrasta a perna: coluna vai muito mal.

Hoje, após ter ido ao médico, protocolou seu pedido de licença-médica. A funcionária disse esta:

"Professor, esse pedido de licença irá prejudicar seu segundo contrato, porque o senhor está em estágio probatório."

Em outras palavras, o servidor do Estado do Acre encontra-se doente e, ainda, será prejudicado.

"Aldo, tem professor que não leciona, porque só sabe apresentar licença-médica para não trabalhar", disse. "No meu caso, eu não posso mesmo lecionar e ainda serei prejudicado."

Cinema & Sinteac & Sinplac & Locadoras

Alunos da rede pública vão ganhar
vale-cinema em 15 cidades de SP

CARMEN POMPEU
da Folha Online

A Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo começa, nesta sexta-feira (5), a distribuir vale-cinema para estudantes da rede pública estadual de 15 cidades. A iniciativa faz parte do programa "Vá ao Cinema", lançado nesta quarta-feira (3) pelo governador José Serra e pelo secretário João Sayad (Cultura). O vale-ingresso só vale para sessões de filmes nacionais.

"Já há muitos esquemas de financiamento da produção dos filmes, mas não havia do ponto de vista do público, que, em última análise, é o fator principal. E, a meu ver, é por onde o financiamento deveria acontecer", disse Serra.

Assim como outros programas de assistência à população de baixa renda, o "Vá ao Cinema" promete atingir, na sua fase inicial, um público pequeno e depois buscar uma ampliação.

Questionado se não temia o risco de a proposta ser rotulada de "assistencialista", Serra respondeu: "Não me ocorreu essa idéia. Mas tem espírito de porco para tudo no mundo, né?".

Na primeira fase, que vai de outubro a novembro, apenas 30 cidades do interior de São Paulo serão contempladas com 300 mil vales, consumindo R$ 1 milhão.

Neste mês, o programa será aplicado nos seguintes municípios: Araras, Jacareí, Jundiaí, Indaiatuba, Taubaté, Santa Bárbara do Oeste, São José dos Campos, Santos, Praia Grande, Barueri, Amparo, Araraquara, Jaú, Mogi Guaçu e Mogi Mirim. E, em novembro, em outras 15, cujos nomes ainda não foram divulgados.

A partir do próximo ano, o "Vá ao Cinema" receberá, segundo o governo, mais R$ 7,5 milhões em recursos previstos no orçamento estadual, atingindo 80 municípios e distribuindo 2,5 milhões de ingressos.

Capital excluída

A escolha das cidades, explica João Sayad, foi feita obedecendo ao critério da existência de cinemas com disponibilidade. A capital paulista ficou de fora, segundo explicou Serra, devido à ausência de salas de exibição na periferia.

"Os deslocamentos podem envolver custos superiores à própria entrada no cinema", comentou o governador.

A distribuição dos vale-ingressos será realizada por produtores das próprias cidades, que visitarão as escolas e informarão aos alunos sobre o funcionamento do programa e o conteúdo dos filmes em exibição.

Os exibidores deverão programar o filme, inédito na cidade, no mínimo em duas sessões diárias (à tarde e à noite) e serão reembolsados em R$ 3 por vale recebido na bilheteria.

Fraudes

Segundo João Sayad, não há motivos para preocupação com eventuais fraudes, porque o valor (R$ 3) é "relativamente pequeno".

"O produtor vai está dando na mão do aluno. Se o aluno não for, e a tia dele ir ou um amigo, eu não chamaria de fraude. Ele só pode ser trocado por um ingresso de cinema. E a fraude seria ao invés de ser o aluno Zé ser o Antônio? Não vejo nenhum problema", afirmou o secretário.

"Esse é um programa inédito que atuará em duas frentes: formação de público, levando ao cinema pessoas que estão afastadas pelo preço dos ingressos ou porque não têm o hábito de freqüentar as salas, e o apoio aos exibidores que lutam com dificuldades para manter seus cinemas em funcionamento em todo o Estado", explicou André Sturm, coordenador da UFDPC (Unidade de Fomento e Difusão de Produção Cultural), da Secretaria de Cultura.
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Sinplac & Sinteac & Locadoras

No Acre, as locadoras reclamam dos piratas, mas não se articulam para conseguir mais consumidores.

Os sindicatos da educação, Sinplac e Sinteac, que só abrem a boca para falar em dinheiro, achando que educação não tem nada a ver com cultura, ignoram os bens culturais para os alunos de escolas públicas.

O cinema nacional passa por um momento rico, porém a trilogia locadoras-sincicatos-pode público não viabiliza filmes nacionais nas escolas públicas.

O caso do Sinplac, eu vejo como mais crítico, porque, uma vez administrado por mulheres, elas não apontam caminhos novos para o sindicato. Não pensam na cultura-educação, por exemplo, em filmes nacionais nas escolas públicas.

Se saíram de casa para reproduzir a mesma linguagem dos homens nos sindicatos, melhor cuidarem dos maridos, dos filhos e da cozinha.

Em São Paulo, o vale-cinema.

terça-feira, outubro 02, 2007

OrixáS X PajÉ



No estádio Arena da Floresta, não podia faltar um índio no jogo entre Rio Branco e Bahia.

Contra os orixás dos jogadores bahianos, o pajé Weverton, da aldeia tupinumbundá.

A pajelança da floresta venceu os terreiros de umbanda, de candomblé.

segunda-feira, outubro 01, 2007

Redação & Redação

Amanhã, 2 de outubro, às terça-feira, aulas de Redação.

Depois de observarem modelos de Introdução e de reescreverem suas introduções, encerraremos a leitura de Redação - Linha a Linha, páginas 38, 39 e 40.

Na terça-feira passada, retirei as idéias principais de cada parágrafo de um texto da página 39, sendo que essas idéias relacionaram-se. O aluno tem que perceber a seqüência de raciocínio em cada parágrafo e a combinação entre eles.

Concluída essa aula, apresentarei três dissertações de alunos para observarem erros e acertos dos colegas de sala. Uma introdução será escolhida para, depois, escreverem o Desenvolvimento 1. Uma vez escrito, erros serão apontados e, dessa forma, o desenvolvimento será refeito. Apresentarei também modelos de desenvolvimento.

A farsa da avaliação de desempenho

De CARLOS GIANNAZI

O governo precisa é valorizar o magistério, garantindo de fato evolução funcional e salário condizente com a importância do cargo

O ARTIGO publicado neste espaço no último dia 21 pelo secretário de Estado de Gestão Pública de São Paulo, Sidney Beraldo, anuncia a intenção do governador José Serra de implantar no funcionalismo público a alardeada avaliação e remuneração por desempenho, concebida por alguns governos como a grande panacéia que solucionará a crise que há muito vem prejudicando a população usuária dos serviços públicos e de seus servidores no Brasil.

Crise representada pela falta de investimento na valorização salarial e na formação continuada, nas precárias condições de trabalho, de infra-estrutura material e humana e, ainda, na constante tentativa de governantes e setores da elite econômica de eleger sempre os servidores públicos como o "bode expiatório" da falência do Estado e da crise fiscal.

O secretário, adepto e influenciado por uma visão empresarial, de mercado e neocolonial, tenta justificar a "nova" metodologia pelo receituário neoliberal, até querendo, equivocadamente, comparar a realidade brasileira com a de países anglo-saxões. A cobaia da experimentação será a área da educação, em que os professores recebem salário-base médio de R$ 680 e trabalham em condições extremamente precárias, com superlotação de salas de aula, falta de material pedagógico e humano, excessivas e longas jornadas de trabalho, adoecimento, desgaste emocional e, somando a tudo isso, uma vertiginosa violência a massacrar todos no ambiente escolar que, por princípio, deveria ser o lugar da construção da civilidade.

As políticas salariais de bônus e gratificações adotadas nos últimos anos pelo próprio governo tucano não só fracassaram como também destruíram a carreira do magistério paulista, tendo como conseqüência o que revelou a última avaliação do MEC, classificando a rede estadual de São Paulo como uma das seis piores do Brasil.

Como exigir melhor desempenho dos professores em condições aviltantes de trabalho? Sabemos muito bem o que está por trás da proposta de remuneração por desempenho: não dar reajuste para os servidores, legitimar o desrespeito à data-base, que já venceu em 1º de março, fortalecer o controle e a punição e ainda culpar os professores pelo fracasso escolar.

O governo precisa é valorizar a carreira do magistério, garantindo de fato evolução funcional e salários condizentes com a importância do cargo, a fim de estimular os atuais professores e atrair outros que gostam e querem sobreviver da docência. Para tanto, perdoem-me o necessário trocadilho, é preciso ter decência.

Por isso, faz-se necessária, sim, uma avaliação, mas do desempenho deprimente e inócuo das políticas salariais adotadas para os servidores públicos, em especial os da rede estadual de ensino, já que serão eles as primeiras vítimas do experimento tecnocrático que trata os educadores como trabalhadores de uma empresa, de um banco e/ou aqueles que labutam por produção.

O trabalho com educação é absolutamente distinto e obedece a outra lógica, muito diferente da empresarial, fabril, de linha de montagem. Educação é um processo contínuo, permanente e interativo, no qual, além de conteúdos, são trabalhados valores éticos, habilidades, visão de mundo, competências, formação da cidadania crítica, respeito ao bem social comum, solidariedade humana etc. Isso não se mede ou se afere com estatísticas lineares, índices mercadológicos ou métodos da "qualidade total".

A sanha avaliativa -representada por avaliações externas, como Saresp, Prova Brasil, Saeb, Enem (o ex-Provão) e as novas Provinha Brasil, criada pelo PED, e a Prova São Paulo, da Prefeitura de São Paulo - fornecerá os critérios para premiar professores e escolas que atingirem as metas requentadas anunciadas recentemente pela Secretaria Estadual de Educação. Uma delas é a implantação do ensino fundamental de nove anos, que não é meta do governo estadual, e sim obrigação constitucional já incorporada pela Lei de Diretrizes e Bases. Só para citar mais uma, a implantação da recuperação, que já existe, é inerente ao processo ensino-aprendizagem e também figura na LDB.

Chega de avaliações. A educação já está com overdose delas. O que ela precisa, com os professores, é de mais investimento. Para isso, o governador José Serra poderia oferecer um bom exemplo de desempenho e um interesse em solucionar a grave crise que assola a educação estadual orientando a sua base governista na Assembléia Legislativa para derrubar os vetos do seu próprio partido às emendas que aumentam os recursos para as escolas públicas do Estado de São Paulo.
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CARLOS GIANNAZI, 45, mestre em educação pela USP e diretor (licenciado) de escola pública, é deputado estadual (P-SoL), membro da Comissão de Educação da Assembléia Legislativa de São Paulo.

Milagre


Em Rio Branco, um milagre: uma passageira lê.

Números

Parada Gay reúne 10 mil pessoas em Madureira

Marcello Victor,
Agência JB

RIO - Com cerca de uma hora de atraso, começou a pouco, a 8ª Parada Gay de Madureira, na Zona Norte do Rio. Segundo a Guarda Municipal, 14 trios elétricos e vários DJs embalarão os foliões. A Polícia Militar estima que 10 mil pessoas estejam participando do evento, que deve terminar por volta da meia-noite.

O trânsito está congestionado em várias vias, como a Rua Carolina Machado e a Avenida Ministro Edgard Romero. Os motoristas que trafegarem pelo bairro devem ficar atento as mudanças no trânsito. Vias como a Rua Maria Freitas e a Travessa Almerinda Freitas ficarão com o tráfego em mão dupla.
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No Acre, os números são irreais. Na parada gay rio-branquense, os jornais acreanos publicaram 35 mil pessoas. Irreal.

Em Madureira, no Rio de Janeiro, a PM estimou 10 mil. Madureira é bem maior que Rio Branco.
Menos, por favor, menos.

Lei 5.765

Nossa ortografia permanece regida pela Lei 5.765, de 18 de dezembro de 1971. Manuais de jornais, entretanto, são vários, e eles nem sempre obedecem à lei.

Por exemplo, a palavra carnaval.

Sentencia a ortografia oficial:

"os nomes das festas pagãs ou populares escrevem-se com inicial minúscula: carnaval, entrudo, saturnais, etc."

Maiúsculo, portanto, é questão ideológica. O jornal O Estado de São Paulo, no Manual de Redação e Estilo, do Eduardo Martins, segue a ortografia oficial.

Eleição para gestor de escola pública

Em 22 de novembro, as escolas públicas acreanas escolherão seus novos gestores para os próximos quatro anos. A Secretaria de Educação do Estado do Acre submeterá os inscritos a uma prova de conhecimento sobre leis que regem a educação e, caso consigam boas notas, os inscritos serão candidatos.

Por meio desse processo seletivo, a secretaria passa a ignorar uma questão: o passado de quem foi gestor. Ora, se a secretaria seleciona antes da comunidade escolar votar, isso mostra que a democracia é, antes de mais nada, seletiva, ou seja, a questão não é votar, mas votar em quem, antes, foi selecionado pela Secretaria de Educação. A democracia, portanto, seleciona, escolhe, avalia para, aí então, aprovar o melhor. Aprovado pela secretaria, a escola, só então, vota.

Mas surge uma pergunta. E quem administrou uma escola pública? Um ex-gestor submete-se à avaliação da secretaria para, se aprovado, ser novamente candidato, mas esse ex-gestor, no período em que administrou uma escola, não foi avaliado pela secretaria segundo a escola.

Se administrou mal, se não conseguiu qualificar o ensino, enfim, se não foi bom administrador, a secretaria ignora e, no lugar, submete-o a um conhecimento legislativo sobre a educação. Se passar, é candidato.

Sem citar nome, um gestor levou uma TV de uma escola pública, porque a dele encontrava-se no conserto. Fora isso, DVD sumiu. Fora isso, ele levou até o bebedouro. Simpático e populista com os alunos, ele se inscreveu para ser gestor outra vez da escola. Caso passe pela avaliação da secretaria, poderá ser escolhido pelos alunos, porque, uma vez simpático e populista, não exige deles.

Na condição de gestor, a secretaria não o avaliou.

Se em São Paulo está assim...

Alunos do 3º ano têm nota de 8ª série

Em SP, no final do 2º grau, 43% dos estudantes mostram conhecimentos de leitura e escrita esperados da 8ª série

Na escola pública, a situação é ainda pior, segundo dados inéditos de um exame federal de avaliação de aprendizagem

FÁBIO TAKAHASHIDA
REPORTAGEM LOCAL

Quase a metade dos estudantes do Estado de São Paulo termina o ensino médio (antigo colegial) com conhecimentos em escrita e leitura esperados para um aluno de oitava série.

Dados inéditos extraídos do último Saeb - exame federal de avaliação de aprendizagem -, realizado em 2005, revelam que 43,1% dos alunos do terceiro ano tiveram notas inferiores a 250, patamar fixado como o mínimo para a oitava série pela secretária de Estado da Educação de São Paulo, Maria Helena Guimarães de Castro.

Ou seja, eles não conseguem, por exemplo, compreender o efeito de humor provocado por ambigüidade de palavras ou reconhecer diferentes opiniões em um mesmo texto.

Outros 15,2% dos alunos tiveram desempenho ainda pior, similar ao desejado para crianças da quarta série do ensino fundamental (antigo primário).

O quadro seria ainda mais dramático se os alunos da rede privada fossem retirados da conta, uma vez que a média dos estudantes das escolas públicas estaduais é 21,2% inferior à dos alunos das particulares.

Talita Lima de Araújo, 18, que estudou em uma escola estadual na Pompéia (zona oeste de SP), reclama da precariedade do ensino público.

"Quando você termina o ensino médio, só percebe um vazio. Não temos chance no vestibular."

Os dados no Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica) comprovam a impressão de Talita. A média da oitava série da rede privada (285,8) é maior que a do terceiro ano do ensino médio da rede estadual (253,6).

Causas

Dagmar Zibas, pesquisadora da Fundação Carlos Chagas e uma das maiores especialistas em ensino médio no país, diz que o péssimo desempenho é conseqüência das condições de trabalho dos educadores.

"Não é possível que um professor, que já tem formação deficiente, dê aulas em duas ou três escolas. Ele não sabe nem o nome dos alunos. Chega, faz a chamada, dá algumas instruções e já tem de correr para a próxima aula", afirma.

Segundo a Secretaria Estadual da Educação, 70% dos professores têm emprego em outra rede -ou seja, no mínimo dobram a jornada.

O educador e filósofo Mario Sergio Cortella, secretário municipal de Educação de São Paulo entre 1991 e 1992 na gestão Luiza Erundina (então no PT), diz que o ensino médio cresce como nunca na história do país.

"Nos últimos dez anos, quase triplicamos o número de alunos, muitos com atraso escolar. Se aumentamos imensamente o universo de alunos, houve inversamente uma degradação das condições de trabalho. Faltam professores".

Cortella diz que essa "colisão" (mais alunos e menos professores) se agravou pela promoção automática nas escolas.

"Estamos colhendo o que foi organizado há dez, 15 anos."

O educador diz não ser contra a progressão continuada, mas afirma que ela foi mal implementada. Segundo ele, é necessário haver haver um sistema de recuperação eficiente, para que o aluno com dificuldade avance com as condições adequadas.

Já o professor da Faculdade de Educação da USP Romualdo Portela reclama da descontinuidade administrativa.

"Apesar de o mesmo partido comandar o Estado, cada secretário teve uma agenda, o que causou uma descontinuidade", diz.

Para Maria Helena, que assumiu a secretaria do governo José Serra (PSDB) há cerca de dois meses, presidiu o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais e ajudou a implantar o Saeb, o problema está na alfabetização deficiente, ocasionada pela má formação dos professores e por materiais didáticos de má qualidade.

Ela afirma que um pacote lançado pelo governo irá melhorar a situação.Secretário de Educação à época da prova, durante o governo Geraldo Alckmin (PSDB), Gabriel Chalita foi procurado pela Folha, mas preferiu não se manifestar.

A prova do Saeb é aplicada em todo o país, de forma amostral, a cada dois anos, nas quartas e oitavas séries do ensino fundamental e no terceiro ano do ensino médio. O exame deste ano será realizado no mês que vem.

sábado, setembro 29, 2007

Cristina Maia (1)

Na Secretaria de Educação do Estado, uma funcionária adjetiva sobre minha pessoa: "Ele é problemático". Com isso, não fui convidado a elaborar questões de língua portuguesa para o Saeb.

Na terça, comentarei.

Tristão & Isolda



Hoje, sábado, meus alunos foram assistir ao filme Tristão e Isolda, uma narrativa romântica. Infelizmente, ficamos em uma sala de aula, o auditório encontrava-se fechado. Não entregaram a chave ao vigia. Paciência.

Se eles concordarem, assistiremos a outros filmes no Theatro Hélio Melo, centro de Rio BRanco, por se tratar de um espaço confortável, próprio para assistir a um bom filme.

No vídeo, alunos que se dedicam aos estudos, pessoal que respeita um professor e que é respeitado por ele.

sexta-feira, setembro 28, 2007

Açeçor de comunicassão

Pererinha, antes de vir morar em Rio Branco, tocou 12 anos em Xapurí.

1. Acentuar "Xapurí"!?!?!?

Sinteac

Hoje, peguei o panfleto do Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Acre (Sinteac) e, em sua pauta, nada se refere à qualidade de ensino. Nada.
O Sinteac deixa claro que não sabe pensar sobre isso, limitando-se a ser economicista.

Vírgula

1. A empresa tem duzentos funcionários, que moram em Xapuri.

Nessa caso, com a vírgula, a empresa possui somente duzentos funcionários, e todos eles moram em Xapuri.

2. A empresa tem duzentos funcionários que moram em Xapuri.

Aqui, nesse exemplo, a empresa tem mais de duzentos funcionários.

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O que uma vírgula não faz.

quinta-feira, setembro 27, 2007

Josafá, o Batista



Critico tanto, mas, antes que meus amigos partam deste país do samba e do futebol, sei reconhecê-los para muito além da mediocridade.

Conheci esse acreano no Página 20 há uns bons anos. De família simples, Josafá Batista é um daqueles que um dia recebeu abrigo do Estado por causa de enchente. Josafá não veio das oligarquias acreanas.

Veio de escola pública e chegou à Redação da TRIBUNA
escrevendo muito melhor do que focas que cursam os últimos anos da Faculdade de Jornalismo da Universidade Federal do Acre. Há exceções, poucas.

Considero-o, hoje, como um dos melhores repórteres do Acre. Criticado por apresentar um texto que "viaja", Josafá é senhor, isso sim, de um texto subjetivo - raro em nossas redações.

Não se trata de um autômato de redação, profissional viciado pelo hábito dos medíocres. O cara pensa, e isso não tem nada a ver com faculdade. Diploma, afinal, sabemos, não atesta inteligência.

Ainda costuramos um texto jornalístico empobrecido pela "objetividade". Seu texto, entretanto, expressa pessoalidade, isto é, ironias, sutilezas, contradições. As oligarquias não o colocaram para soletrar nas redações. Ele não é filho de... e este, por sua vez, conhece...

Josafá, por fim, é acreano que não maldiz sua terra, sua gente; não se envergonha de sua identidade regional. Josafá é gente boa.

"Álbum de Família", de Nelson Rodriques (2)

Há nessa tragédia, ainda que tenha inaugurado o teatro moderno no Brasil - o que alguns contestam -, o retorno ao naturalismo quando Jonas compara adolescentes a animais, por exemplo, a porcas (pág. 29). São garotas de 12, de 13, de 14, de 15 anos.

A tragédia inicia-se quando corrompe-se o sagrado por meio de um prazer entre mãe e filho. Esse prazer espalha a desordem familiar. Em vários momentos de Álbum de Família, o sagrado é desrespeitado por uma pornografia que não apresenta o obsceno, a devassidão de cenas explícitas, mas a pornografia está lá. A degradação e a ruína estão lá. Com o sagrado destruído, nada mais se preserva na família.

Guilherme, irmão de Glória, uma lésbica, mata-a com dois tiros de revólver para, depois, se matar.

A tréplica de um aluno

Acadêmico da Ufac

Agora (tentando escrever) com “elegância e inteligência”.

Caro Aldo, quando usei o palavrão referindo-me a sua pessoa, pensei na reação de um garoto, que mesmo estando errado, não queria ser abordado daquela forma.

Ele foi somente filmado, ou seja, documentei sua imagem em uma instituição de ensino. Repito: a imagem dele, sua postura, seu comportamento. Ora, partindo disso, ele não deve gostar não do que fiz, mas do que ele fez em uma instituição que, ao meu ver, deve educar, cumprir normas, colocar limites. Uma escola não é espaço de bagunça, de desordem, de insultos, de agressões. Para tanto, a escola, primeiro, deve dar exemplo. A direção deve ser exemplo. Professor deve ser exemplo. Aluno deve ser exemplo. O rapaz filmado se opõe a isso.

Exatamente por achá-lo uma pessoa inteligentíssima, não concordo com sua atitude.

Não sou senhor desse adjetivo. Sou sério como profissional, porque sei que a educação transforma um país, um indivíduo para a melhor. Uma escola deve ser séria, sabendo que isso perpassa pela ordem, pela disciplina e pela paixão. A escola pública, a dos "pobres", perdeu sua força simbólica e precisamos revitalizá-la. Não há simbólico sem ordem e disciplina. Não há transformação sem paixão.

Quanto ao português. “Se você se identificasse neste blog, o mesmo ocorreria contigo.” O “você” e o “contigo”. Não preciso comentar já que o professor de língua portuguesa aqui não sou eu.

Queira me desculpar, mas minha ignorância não percebeu o erro cometido.

Pensei em me identificar, mas não concordo muito com sua “didática” de chamar a polícia.

Na vida, precisamos assumir o nome que carregamos na face. Faça a crítica, mas faça sem me xingar, sem me insultar; escreva-a para revelar outras possibilidades, por exemplo, na escola pública.

Com certeza votaria em você para diretor, inclusive faria campanha. Entretanto, não concordo com essa atitude.

Argumente mais. Seduza-me!

Caso interesse, eu também sou um acadêmico da Ufac. E não se preocupe com o meu tempo, ele não é tão precioso.

Tua vida é preciosa para transformar outras vidas. Qual faculdade?

Não precisa ser grosseiro quando recebe críticas.

Não fui. Não queira ler minha indelicadeza através de teus olhos. Você, não se esqueça, me xingou. Não declinei minhas palavras.

Elegante e inteligente?

Dessa vez, sim. Não me xingou, mas pode criticar à vontade sem nunca perder a classe.