
Tem colega de Redação que deseja ser eterno. Há quase cinco anos, trabalho na TRIBUNA e, nesse tempo, retifico "Pronto Socorro".
Há quase quatro anos, corrijo o seu texto; e, há quase quatro anos, ele escreve o mesmo "Pronto Socorro".

Hoje, mais uma vez, vi policiais militares na escola Heloísa Mourão Marques. Na foto, um dos alunos que fizeram desordem no espaço público.
Não quero aqui citar nomes de policias ou de alunos, mas tão-somente expor duas instituições: a escola e a Polícia Militar.
Evidente que os policiais portaram-se muito bem, realizando um trabalho que ajuda a escola. A questão, entretanto, é outra.
Da rua, os policiais conduziram os adolescentes à escola. Na coordenação de ensino, os estudantes calaram-se diante de dois homens que impuseram a ordem.
"Se isso se repetir, levarei vocês à delegacia", disse o policial.
O que representa a Polícia Militar em uma instituição de ensino? Bem, evidente que a escola deixou de educar, isto é, de colocar limites, porque a palavra na unidade escolar não se impõe como norma, como conduta, como disciplina, como ordem. A palavra na escola é desarticulada. No quartel, a palavra se articula enquanto ação de um conjunto.
Longe do policial, o aluno afronta professores, inibe servidoras. A escola não exige e nem cobra condutas. Não me refiro à escola Heloísa Mourão Marques. A crise da autoridade escolar espalha-se.
Diante disso, a ordem militar se impõe. Ironia, o policial militar é quem educa, isto é, impõe limites e pune. "Caso faça novamente, levarei você à delegacia." O aluno sente no policial que a palavra representa a lei e será cumprida. É como se a autoridade militar dissesse a ele "você não pode fazer na sociedade tudo que você deseja".
A ordem escolar não se iguala à ordem militar, eu sei, mas aquela ordem não se fundamenta na sala, na avaliação, porque professores e gestores perderam sua identidade no espaço escolar. A identidade de um policial não se perde em um quartel.
Como professor, percebo, portanto, que a escola não cumpre seu papel social e, por causa disso, recorre ao quartel. "Como dizem meus alunos, isso aqui é uma bagunça." Menos em minha sala de aula, e eles sabem disso.



Charge dele, o Braga. Cearense que reside no Rio de Janeiro e, como sempre, por meio de seus traços, o riso.
Várias fotos. A imagem é clonada. Milhares. Milhares. Espalha-se como metástase. Miríade de imagem. Foto. Foto. Charge. Charge.
Blog do Altino.




Segundo a Receita Federal e o The Boston Consulting Group (BCG), o Brasil tem 130 mil milionários. São os mais ricos da América Latina.
A fortuna desse pessoal é estimada em US$ 573 bilhões - mais da metade do BIB nacional.
No Acre, segundo dados de 2004, há cinco cidadãos que recebem por ano mais de R$ 1 milhão.
Quem são?
Gosto do programa Geração Gazeta, da Joceli Abreu. A foto ao lado, eu a tirei antes de a apresentadora entrar em cena.
Há uma parte de seu programa que estou querendo parodiar, é o Quadro gourmet. Imagino os pobres do Airton Sena com água na boca.
Pensando nisso, acho que apresentarei o avesso dos ricos. Farei neste blog o Quadro Cumê.

"O senador Sibá Machado (PT-AC) subiu a tribuna na manhã de ontem para ressaltar os recursos destinados à capital Rio Branco através do Programa de Aceleração do Crescimento do governo federal (PAC). Os recursos foram anunciados na última sexta feira, dia 3, pelo presidente Lula."
1. Há outros, mas considero Dicionário Prático de Regência Verbal, de Celso Pedro Luft, ótimo para consulta. Como não se trata de um purista, mesmo porque a língua não é pura, fixa, imóvel, o professor Celso admite o uso de "subiu na". Ele cita "... subida em uma árvore sombria" (Camões).
2. Por outro lado, considero certas construções sintáticas conforme a situação do falante, o que os lingüistas chamam de registro. Nesse caso, portanto, "o senador Sibá Machado (PT-AC) subiu à tribuna", porque o parlamentar representa a instituição Senado, ou seja, seu assessor de comunicação tem o dever de escrever segundo a gramática tradicional.
2. No texto, como ninguém atravessou algo, o uso de através é incorreto. O correto é por meio de. Entretanto, como eu disse, a língua não é imóvel. Alguns admitem por meio de como sendo através. Assessor do Poder Legislativo deve escrever conforme a gramática tradicional.

O Acre poderá receber, a partir de 2008,
grandes eventos esportivos em várias modalidades
Fragmento de matéria escrita por Paulo H. Nascimento
O secretário extraordinário de Esportes, Cassiano Marques, reuniu-se com vários presidentes de confederações durante a realização do Pan-Americano, no Rio de Janeiro, e está bastante confiante.
“A nossa intenção é trazer grandes eventos para o Acre, colocando a cidade dentro desse circuito. Isso significa muito para o esporte, mas o turismo está diretamente ligado e podemos gerar muitos recursos”, comentou Cassiano."
Para evitar especulações, Cassiano Marques afirmou que os eventos serão divulgados somente quando estiverem confirmados.
“Esse é início de um projeto e precisamos trabalhar com cautela. Estamos trabalhando para termos a seleção brasileira de futsal neste ano e queremos realizar o Sul-Americano de Futevôlei em 2008. São projetos encaminhados”, disse Cassiano.
Língua - Quando leio algo nos jornais sobre o esporte acreano, vejo a Copa do Mundo em Rio Branco e, agora, o conteúdo da matéria acima. Tudo muito espaçoso, tudo muito grandioso.
Não há, no entanto, uma política de esporte direcionada às escolas públicas e aos clubes de futebol. Não há política esportiva. Não sou eu quem diz isso. É o pessoal da área.
Quem leciona nas escola sabe que inexiste uma política esportiva que revele talentos no futebol, no vôlei. Os Jogos Escolares existem, mas, no cotidiano escolar, onde a imprensa não chega, não há trabalho de base.
O secretário de Esporte é bem intencionado. Este blog também.
Após alguns meses, Cibele e Wallena dissertaram melhor que em março, quando as aulas iniciaram-se.
Sei que não consegui um bom resultado com todos, mas alguma transformação ocorreu. Alguma.
Como professor há quase 20 anos, entro em sala, ainda, para transformar meu aluno, porque luto entre quatro paredes contra minha incompetência, por isso resultados bons são obrigados a emergir em um texto dissertativo quando leciono para meu aluno.
Repito: são obrigados. Mas, antes que eles sejam obrigados, eu me obrigo a exigir, mais de mim, o melhor. Nunca estou satisfeito por um único motivo: sou apaixonado pelo que crio, pelo que reinvento.
Pena que o Estado paga a mim o mesmo que paga a um mais medíocre do que eu. Aquele que não trabalha para obter resultados bons em sala recebe no mês o mesmo daquele que se dedica. Nivelam-se as diferenças.
De repente, quem sabe, um dia, serei um tolo proposital em sala para rir da seriedade cínica do Estado. Eu não confio no poder.
Naluh
A deputada Naluh Gouveia, que anda mais calada que muda caçando passarinho, apresentou ontem na Aleac documento que pede ao MPF que investigue os motivos da falta de climatização no aeroporto de Rio Branco. No pedido, a parlamentar quer que a Infraero explique o não funcionamento do ar-condicionado. Antigamente, as preocupações de Naluh eram outras.
Arrecadamos por meio da gincana bastante alimento.
Na fato, alguns professores abnegados da escola Heloísa Mourão Marques se preparam para doar algumas cestas básicas no bairro Airton Sena.
A escola não é solidária. Ela depende de alguns professores que recriam uma escola pública por meio de uma gincana solidária.
Façamos outra gincana em novembro para que alimentos possam ser doados no Natal.
Eu não entendo o porquê da Secretaria de Educação não criar um concurso de gincana entre as escolas.
