quarta-feira, setembro 12, 2007

Reunião com os pais (1)














A foto revela como a direção escolar organizou a relação entre pais e professores no espaço físico para entregar as notas.

Isso ocorreu em dezembro de 2006. Cadeiras no corredor. A forma, inadequada.

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No blog Heloísa Mourão Marques, 21 de dezembro de 2006, escrevi na época:

Conversei com a professora-diretora Lúcia e como o coordenador de ensino, prof. Walmir, e disse-lhes sobre uma outra forma de organizar a reunião com os pais.

Penso que devemos dividir nota AZUL da nota VERMELHA.

AZUL - O boletim deve ser dado antes ao representante do Conselho de Turma para que ele leve esse boletim aos professores, por exemplo, da turma 2B. Dessa forma, eles conversarão entre si para que o corpo docente dessa turma - e não um indivíduo - apresente-se para os pais e reconheça, diante de todos, o mérito de cada aluno-filho, que, sobretudo, luta para ultrapassar limites sociais; e

VERMELHO - O mesmo procedimento deve ocorrer com os alunos que obtiveram notas ruins. Deve haver, por outro lado, maior comprometimento dos professores para que esse aluno não seja reduzido à nota baixa. É preciso dar apoio à família, dar motivação, cumplicidade a fim de que esse aluno supere seus problemas pessoais, a fim de que seja ouvido, a fim de que ultrapasse seus limites sociais. Esse aluno merece atenção redobrada.

Encontro com cada série - Essa sugestão foi dada pela professora-diretora Lúcia. Não é boa a idéia de haver um único encontro envolvendo todas as séries;

O aluno deve estar com os pais - Menor de idade ou não devem estar com os responsáveis. Caso não compareçam ou o pai não compareça, o boletim de N1 deverá ser entregue em N2; e

Penso que a professora-diretora Lúcia e o prof. Walmir devem, com o corpo docente, possibilitar uma nova ordem interna na escola pública.

Prof. Aldo Nascimento

Obrigado!!!

Professor, sou a favor de sua candidatura à direção da Escola Heloísa Mourão Marques. Se aceitasse voto de ex-aluno, com certeza votaria no senhor. Um abraço e tenho certeza de que o senhor fará um belo trabalho na direção dessa escola.

José Pinheiro,
Acadêmico de Comunicação Social/Jornalismo - UFAC.

Matéria de Josafá Batista

Esta matéria não foi publicada nos jornais acreanos por questões óbvias. Os blogs cumprem a função de expor o que a imprensa oculta. Os blogs são desobedientes, alguns.
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Mais de mil acreanos perdem
o direito à moradia no Bahia Velha

A lei: “São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança... a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição.”

A prática: a Justiça, com o apoio da Segurança Pública, ordena a retirada de 1.060 famílias de uma área improdutiva do bairro Bahia Velha. Famílias pobres. Desamparadas.

Foi na quinta-feira passada. A Tropa de Choque da Polícia Militar, imponente, ostentava cacetetes e escudos novos. Imposto bem aplicado, pena que ali não houvesse bandidos. Impasse irrelevante. Rápidos, oficiais de Justiça exibiram a ordem (mandado de reintegração de posse) bem clara para qualquer entendedor. No papel, a sentença: a terra tinha dono.

E o dono mandou expulsar os invasores o mais rápido possível. E a polícia, consciente de seu papel policiador, cumpriu o dever. E na última quinta-feira, primeiro dia do feriadão prolongado para a imprensa, véspera do Dia da Pátria, cacetetes e escudos habilmente manejados puseram-se em ação.

E o cipó de aroeira voltou no lombo de quem mandou dar. Termina o feriado. Ontem, na área ainda ocupada pelos sem-teto, o pai não capinava a terra para plantar ou criar galinhas. A mãe não cozinhava macaxeira e feijão. As famílias uniram forças para reconstruir barracos desmontados no ardor do zelo policial.

Ao ver o repórter, a filha, cinco anos, abandona o naco de pão. Agarra-se à saia da mãe, chorosa, e grita:

- Mãe, olha o homem!

A mulher vira o rosto, que se fecha. Os braços descem. E arrebatam a filha do chão.

- Não é da polícia! - grita o repórter, ainda longe, meio surdo com o martelar da madeira. Gesticula com os braços e repete a frase, enquanto lembra o que havia lido, na sexta-feira, no blog de outro repórter, o Altino Machado (que trabalhara no feriado).

- Onde estará a Deusa Bárbara?

A má impressão se desfaz. Gente começa a se reunir, muita gente. Enxada ao ombro, chapéu de palha, camisa de campanha eleitoral, eles contam a mesma história com personagens diferentes. A mesma história, a mesma essência: desrespeito ao direito de quem nunca teve direito algum.

Medo, o amigo

As famílias podem receber a visita da polícia a qualquer momento. E temem isso. No acampamento do Bahia Velha, a noite não é só uma noite. Em cada acampado acampa-se também o medo.

“Dormimos rezando para que não nos retirem a terra, que antes da gente era improdutiva e não tinha uso algum. De repente, devido a uma questão de herança muito mal explicada, podemos perder tudo e ainda de forma humilhante. Não é pra ter medo?”, pergunta Deusa Oliveira - é ela! - , uma das líderes da comunidade.

Deusa Bárbara, como apelidara Altino, vai dormir hoje com um esquema de vigilância revezada. Aliás, vai participar dele. Medo e coragem na madrugada.

O medo não existia antes da intervenção policial. Só coragem para trabalhar. Um dos motivos é que, antes da ocupação, as famílias procuraram informações sobre a área. Descobriram que, além de ser realmente improdutiva, não havia impedimentos legais à ocupação.

A Justiça discordou. Veementemente. Pela sentença judicial, a área pertence a herdeiros de um terceiro e deve ser devolvida a eles. Saliva a boca do leviatã.

Ordem e progresso

Um grupo de instituições, como o Ministério Público Estadual (MPE), a Secretaria Estadual de Justiça e Direitos Humanos e o Instituto de Terras do Acre (Iteracre) busca encontrar o elo perdido. A preocupação procede. Como pode haver democracia onde cidadãos não têm direito à moradia, direito constitucional?

“O MPE propôs uma ação de suspensão da liminar de reintegração de posse para defender os interesses das famílias que moram na área há mais tempo. No entanto, isso vai depender de um levantamento prévio, pois soubemos que alguns moram há mais de 10 anos.

A nossa preocupação é garantir o direito de posse dessas famílias”, explica o atormentado secretário estadual de Justiça e Direitos Humanos, Henrique Corinto de Moura.

O secretário explica que o governo é contra a ocupação de terras porque a mesma Constituição garante o direito à propriedade privada. Mas há questões paralelas, como o direito à posse e o direito ao usucapião das famílias que ocuparam antes - nesses casos as ocupações tornam-se legais, mas só porque a lei quer.

“Quanto às demais famílias não beneficiadas pelo tempo de posse e em situação de risco social vamos propor uma medida de gestão. Mas isso também vai depender da análise da situação de cada família para ver se elas se enquadram em algum programa de assistência. Daí podemos descobrir qual o perfil delas e como o Estado poderá atendê-la, dentro da lei”, finaliza.

terça-feira, setembro 11, 2007

Sou candidato

No feriado, 71 alunos e 11 professores reuniram-se comigo: querem que eu seja candidato a gestor da escola Heloísa Mourão Marques.

Disse sim, sim, sim, eu me caso.

Amanhã, colocarei nossas propostas no blog para, em breve, iniciar a campanha. Professor Gleidson e professora Osmarina renunciarão para apoiar meu nome. Tudo muito bem acertado e articulado.

Mamãe disse por correio eletrônico que também me apóia. Virá ao Acre para fazer campanha. Valeu, mamãe!


Amada prima-irmã














Desejo a teus filhos, minha prima Maristela, a gulosa saborosa certeza de que a vida ergue-se na vontade de criar o bem.

Tião & Sibá

















PT
e PMDB liberam bancadas a votar com "consciência";
DEM e PSDB querem cassar Renan

GABRIELA GUERREIRORENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

Um dia antes da votação que vai definir o futuro político do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), vários partidos definiram hoje a orientação que terão suas bancadas na sessão - que será secreta - que analisa amanhã o projeto de resolução que pede a cassação do peemedebista por quebra de decoro.

O PT e o PMDB decidiram liberar suas bancadas para votarem como quiser. Ou seja, não fizeram uma orientação explícita para os senadores votarem pela absolvição do peemedebista.
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Comentário

Desde meus 18 anos, voto no Partido dos Trabalhadores. Cheguei a pagar o dízimo. Cheguei a ir às ruas em 1989, quando Bisol foi o vice de Lula. Cheguei a militar em núcleo de base. Cheguei a fazer teatro de rua como forma de politizar o pedestre.

Cheguei a ver Luiza Erundina ser expulsa. Cheguei a ver Heloísa Helena ser expulsa. Cheguei a ver muitos serem expulsos.

Sobre as expulsões, li muito sobre "o indivíduo deve estar submetido ao partido". A decisão é partidária. Cheguei a ver um PT que não liberava votação individual, porque a decisão pertencia ao partido.

Mas o tempo passa. Sobre o caso Renan, o partido, uma vez no poder, libera os indivíduos. O PT não age como bloco. Nesse caso, o partido de Henfil - que Deus o tenha! - não é soberano, mas foi na época de Erundina e de Helena.

O PT acreano deveria se posicionar "nós votaremos..." Os senadores Tião Viana & Sibá Machado deveriam assumir seus votos publicamente, porque o PT sempre foi TRANSPARENTE.

É a nossa marca, não é verdade? Quando pulsa o poder, as marcas, outras.

Concluo com parte da matéria da repórter Gabriela.
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Já o PSDB e DEM orientaram suas bancadas - com exceção do senador João Tenório (AL), amigo de Renan - a votarem pela cassação do presidente do Senado.

A líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC), disse que os parlamentares vão votar de acordo com as suas "consciências".

"Não houve pedido nem orientação de voto. Entendemos que não cabe porque é uma situação em que cada senador é juiz, sua convicção deve ser formada com base no processo. Não houve orientação em nenhum sentido", disse.

quarta-feira, setembro 05, 2007

Só na segunda

Queridos alunos,

assistam a estes três filmes nestes quatro dias:

Sobre romantismo e a razão,
Sociedade dos poetas mortos;

sobre romantismo,
Tristão e Isolda; e

sobre romantismo e a razão,
O triunfo do amor
.
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Retorno na segunda.

Passando




Passei
para fazer uma visita.

Passei.

Só tô passando.

A inocência social de uma deputada federal

Perpétua defende portaria que proíbe
sexo e violência em horário nobre no AC

A deputada federal Perpétua Almeida (PC do B-AC) defendeu nesta quarta-feira a íntegra da portaria editada pelo Ministério da Justiça que obriga as emissoras de TV a seguir a classificação indicativa de suas programações por horário e idade.

A portaria, que entra em vigor em janeiro de 2008, recebeu críticas de parte da bancada do Norte durante audiência pública realizada ontem na Comissão da Amazônia ontem.

O diretor de títulos e classificação do Ministério da Justiça, José Eduardo Carlos Romão, revelou que 70% dos brasileiros com menos de 18 anos preferem a televisão como forma de entretenimento, dos quais 58% não têm acompanhamento de um adulto e, conseqüentemente, não selecionam o conteúdo exibido abertamente em todos os horários.

“Ouvir o lado das emissoras é importante, mas não é justo que as crianças do Acre, por exemplo, fiquem sujeitas a cenas de sexo e de violência quando a noite mal está começando. É óbvio que no horário de verão este problema é maior ainda”, disse a deputada.
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Comentário

Falta muito pouco para que filmes sejam acessados por meio de celular. Antes que isso ocorra, eu vi na escola Heloísa Mourão Marques um grupo de adolescentes (quatro garotos e três garotas) no pátio assistindo a um vídeo.

Pornografia. Casais transando. Tudo por um celular. O que passa pela TV não se compara a esses vídeos.

E aí a deputada federal, em sua inocência, deseja limitar a ação da TV. A questão é muito mais complexa. A senhora simplifica demais a realidade.

A Vida é Bela

Foto de Gleilson Miranda
Com o megafone, ele: Aldo. À sua esquerda, o ciclista mais veloz do Acre, Márcio. O Pérola Negra é Selmo. Com o braço levantado, doido para ser alegre e voar, Werverton.

Felizes, muito longe de suas esposas, torcem pelo Rio Branco contra o Sampaio Corrêa, Campeonato Brasileiro da terceira divisão no belo estádio Arena da Floresta, em Rio Branco.

Eles aldoram ver a bola entrar com atacante e tudo para gritar gooooooooooool!!!

O Weverton joga muito bem, domina o que ocorre entre as quatro paredes, digo, entre as linhas do campo. Para ele, marcação só tem uma: homem a homem... e por trás. Gente boa.

Uma grande abraço, seus doidos!!!

Escola Pública

Um professor da escola Heloísa Mourão Marques reclama.

Ela está ficando experiente em usar "testas de fer... Ela está ficando experiente em usar "testas de ferro", alguém para avisar coisas importantes e/ou decisões questionáveis. Assim como em junho, um pseudo-feriado nos é empurrado goela abaixo, e note bem: o dia 28 de dezembro foi fixado como o término do ano letivo, só que vários professores não concluirão a carga horária. Eu, por exemplo, terei apenas em torno de 110 aulas nessa data, nas turmas em que leciono. Será que darão um "jeitinho"? O ato de lesar o aluno (pois faltarão a ele conteúdos importantes) e ao responsável deste (a má aplicação de seus impostos) deve ser denunciado. Mais professores poderiam usar sua voz para combater essas arbitrariedades também. Mostrariam compromisso para com o cotidiano escolar.

terça-feira, setembro 04, 2007

Minha

A V ida
é uma viagem


só de

V
ida


O V

bateu asas
e...

V
oou

O Riso


Não fui


Faltei

Altino, outra vez?

"Lei de Gerson".

O correto é lei de Gérson.

Altino, é assim mesmo?

"O pessoal da procuradoria ganha mais porque é quem redige o edital?"

6 de setembro, feriado

Um acordo entre professores da escola Heloísa Mourão Marques definiu que, se não fosse relevante, não haveria feriado. A gestora esteve presente, só não sei se registraram em ata.

Pois bem, na sexta-feira, 7 de Setembro, não haverá aula embora a pátria não seja reverenciada nas escolas toda semana.

Hoje, no entanto, uma surpresa: a gestora da escola, por meio de uma coordenadora, informou que não haverá aula na quinta-feira, dia 6. Feriado!?

De forma arbitrária - e não é a primeira vez -, a gestora, indiferente ao acordo entre corpo docente e gestão escolar, decide quando é "feriado", nesse caso, 6 de setembro.

Isso significa aula atrasada para ser reposta. Só professor repõe aula, ou seja, retarda o ano letivo por causa de um feriado que inexiste. Gestora não repõe carga horária.

Para isso, professores passaram por uma universidade.

Sanear ou sanar?

O professor Sérgio Nogueira Duarte da Silva publicou um ótimo livro, O português do dia-a-dia.

"O empréstimo visa a sanar nossas finanças" é incorreto.

"O empréstimo visa a sanear nossas finanças" é correto.

Soltando a franga para Altino Machado


Mandaram uma mensagem. Só pode ser do meu amigo Altino Machado. Ei-la:

"Rapaz, deixa de ser bobão. Estava escrito daquele jeito no jornal O Globo, de onde o artigo foi reproduzido. Manda uma cartinha pra família Marinho. Ou então espera que ela leia seu blog. Acessa o site ou então pega a edição do Globo, de sábado, e confere: "Jorge Viana, delegado do III Congresso do PT, foi prefeito de Rio Branco e governador do Acre". Seu blog está necessitando de leitores. Sacode a franga. E aldeias Yawanawá?

Altino, em seu blog, você comentou, de forma arrogante, sobre a coluna Bom-Dia!, da TRIBUNA, sabendo que eu reviso o jornal. A tua empáfia merecia uma resposta. Se deseja tecer críticas à escrita de colegas ou a correções, faça com muita segurança, muito bem fundamentado, porque, se vacilar, eu ofertarei a teus olhos a gosma de minha antipática imodéstia.

Não manderei uma cartinha "pra família Marinho", porque "pra" inexiste. O correto é "para". Além disso, prefiro "à família Marinho".

"Ou então espera". Escreva "ou então espere". "Acessa o site". Escreva "acesse o site". "Pega a edição". Escreva "pegue a edição". "E confere". Escreva "e confira".

Você deveria ter retificado o texto de O Globo, mas, assim como aldeias Yawanawá, você copia sem pensar como escreve.

Sei que você é muito lido no Acre e no Brasil. Reconheço que você tem seus méritos, mas vacila quando, ao tentar corrigir um colega de forma presunçosa, não apresenta fundamentação. Seus textos possuem erros de tua ignorância, mas nunca os comentei. Tenho também minha ignorância.

Agora, quando você expõe tua soberba contra mim, aí, meu caro amigo, eu solto a franga de minha arrogância. Viu a foto?

No meu caso, só eu, você e minha mamãe lêem meu blog. Tá bom assim. Basta.

Não é "sacode a franga", Altino. Use o MODO IMPERATIVO: sacuda a tua gramática.

E, acredite, mesmo escrevendo o que escrevi, eu o admiro.

segunda-feira, setembro 03, 2007

A Língua do Sinteac















Na condição de sindicato da educação, o Sinteac tem obrigações gramaticais.

Vírgula entre sujeito e verbo revela sindicalistas relaxados com a língua portuguesa. Há outros erros. Texto muito confuso.

Trata-se de uma vergonha publicar isso em uma escola. Aluno que lê pensa que está certo, por exemplo, emergêncial.

Isso já é abusar da ignorância. Tenham mais respeito pela LÍNGUA.

Festa Iauá 3


Foto de Romerito Aquino










No interior do Acre, entre Feijé e Cruzeiro do Sul, a nação iauanauá.

Antropologia de Altino Machado

Quando uma pessoa escreve aldeias Yawanawá, como é o caso de Altino Machado, ele deixou de ser jornalista para ser antropólogo. Não é só isso. Ele confunde número ordinário com romano, pensando que este pode substituir aquele. Não pode.

"Jorge Viana, delegado do III Congresso do PT, foi prefeito de Rio Branco e governador do Acre, assina o artigo publicado hoje no jornal O Globo."

1. Desde quando, Altino, III substitui 3o? Não é pelo fato de escreverem assim, meu caro, que você também escreverá. Copie o que é correto; e

2. Agora, ficarei no pé de tua ignorância.

sábado, setembro 01, 2007

Festa Iauá 2

Filmagem de Romerito Aquino

Festa Iauá 1

Foto de
Romerito Aquino

No íntimo da Floresta Amazônica.

Resposta a Altino Machado

Foto de Romerito Aquino

Altino escreveu:

A imprensa acreana continua um velho latifúndio de ignorância quando se refere aos índios - desconhece até a grafia correta das tribos. E agora surgem até mirações prêt-à-porter. Veja as duas notinhas intituladas "Iauanuauá" (sic), na coluna Bom Dia, d'A Tribuna de hoje
.

Altino, aprecio certos procedimentos teus, mas, quando o assunto é Língua Portuguesa, você não tem condições de discutir comigo, porque compreender o meu idioma é dedicação de uma vida. Não aprendi a escrever pelo hábito, mas por meio de estudo. O que você tem de CDs em casa, eu tenho de livro, muito bem lidos.

Você sabe muito bem que os povos indígenas não têm grafia, porque, claro, vivo, tim, pertencem à tradição oral. Ora, a grafia "Yawanwawá" surgiu da antropologia, ou seja, foi essa ciência que definiu como os repórteres devem escrever, como você deve escrever, Altino, porque, como teu jornalismo ignora certos aspectos da língua portuguesa, tua escrita reproduz o que outra ciência definiu como verdadeiro. A tua escrita jornalística, portanto, foi alienada por outro saber, o da antropologia.

A questão é esta: você escreve conforme a antropologia ou conforme bons manuais de redação do jornalismo?

Caso seja conforme os bons manuais de redação do jornalismo, visto que você não é antropólogo, abra Manual de Redação e Estilo, de Eduardo Martins, na página 145. Copio para ti, porque acho que você só abre livros de antropologia.

Página 145

Índios 1- Os nomes das tribos indígenas terão singular e plural, e serão adaptados ao português e escritos com inicial minúscula: os ianomâmis (e não os Yanomami), os caingangues (e não os Kaingang), os uaimiris (e não os Waimiri), os guaranis (e não os Guarany), os calapalos (e não os Kalapalo), os tupis, os bororos, os xavantes, os parecis, etc. 2 - Como adjetivo, terão apenas plural, mas não feminino: a índia calapalo, as nações coroados, os índios aimorés, etc.

Será que eu preciso dizer aos teus olhos quem é Eduardo Martins? O autor é reconhecido por Lygia Fagundes Telles e por Rachel de Queiroz. E garanto-lhe: escrevem bem melhor do que você e eu.

Por falar em teu texto, reconheço que você escreve bem, mas, ainda sim, comete muitos erros gramaticais, por exemplo, quando usa vírgula. Altino, você aprendeu a escrever por causa do hábito da redação de jornal e não pelo hábito da reflexão. Você repete o que outros escrevem, por exemplo, "Yawanawá".

Você escreve povos Yawanawá. Onde está o substantivo? O adjetivo concorda com o substantivo? Onde está o adjetivo pátrio? Se você não responde correto a essas perguntas, Altino, você está reinventando a língua portuguesa por meio da ignorância.

Hoje, um encarte da TRIBUNA foi de acordo com o autor do texto, meu colega Romerito Aquino. Ele pensa que deve ser povos Yawanawá. Não quis altercar com ele e deixei como Romerito escreveu. No caso dele, até compreendo, ele tem um irmão antropólogo, mas você, Altino, não tem. Sem irmão antropólogo, sugiro que consulte os manuais de tua profissão.

sexta-feira, agosto 31, 2007

As vírgulas dos meus alunos













Após quatro aulas sobre vírgulas (Ordem Sintática Direta), os alunos submeteram-se a um teste hoje.

Foram apresentados seis textos sobre literatura e, entre perênteses, eles deveriam colocar vírgula ou X. Gostei muito do resultado. As turmas são boas.

Turma D (27 alunos): 20 alunos conseguiram ponto extra.

Turma E (22 alunos): 17 alunos conseguiram ponto extra.

Foram 30 questões em seis textos. Acertando até 15 questões, ganha 0,5 ponto extra. Dois alunos foram os melhores: 25 questões, ou seja, 1,5 ponto extra. Um acertou 24, conseguindo 1,0 ponto extra. Dois pontuaram 23 acertos, ficando com 1,0 ponto. Os outros 31 alunos ficaram com 0,5 ponto.

Bem, agora, posso mudar de conteúdo gramatical.

Diante desse bom resultado, os alunos estudarão não mais sobre Ordem Sintática Direta, mas sobre Orações Subordinadas Adjetivas para que possam usar bem as vírgulas.

Redações virtuais

Interessados em redação escolar poderão acessar os blogs de meus alunos para ler observações que eu escreverei sobre os textos do corpo discente.

A turma do segundo ano D criou um blog, ei-lo: http://galerinhadosegundao.blogspot.com/.

quinta-feira, agosto 30, 2007

Sobre poesia














Grande amor



Grande amor, grande amor, grande mistério
que as nossas almas trêmulas enlaça...
Céu que nos beija, céu que nos abraça
num abismo de luz profundo e céreo.

Em quatro aulas, concluí a compreensão sobre o soneto de Cruz e Sousa. Concentrei-me em quatro aspectos: organização sintática, significado de palavras, sentido de conceitos e relação entre termos.

Dessa forma, encontramos o verbo que dá ação ao sujeito a fim de colocar os dois primeiros versos na ordem sintática direta:
grande mistério que enlaça as nossas almas trêmulas...

Colocado na ordem direta, a próxima etapa, o significado das palavras, no caso, trêmulas, enlaça e céreo. O aluno consulta o dicionário e, diante de muitos sinônimos, escolhe o mais adequado ao texto poético.

Alma, por exemplo, é conceito e, para tanto, precisamos encontrar um sentido original a partir de outras leituras. Por ser inerente ao Simbolismo, alma não basta em um dicionário, mas se amplia na mitologia de Eros e Psiquê e nA República, de Platão.

Por último, a combinação entre as partes, por exemplo, grande amor-mistério-céu ou enlaça-beija-abraça.

Evidente que tais procedimentos implicam uma relação com o texto dissertativo: sintaxe, vocabulário, conceito e relação entre as partes.

Depois, os alunos tiveram que escrever um texto-interpretação sobre a primeira estrofe.

terça-feira, agosto 28, 2007

Affonso Romano

O que te dou é apenas
sombra do que queria.
Dou-te prosa, e o desejo
era dar-te poesia.

Brasil é um país bom

Caso 1

STJ liberta um dos acusados de agredir doméstica na Barra da Tijuca

O ministro Nilson Naves, da 6ª Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça), concedeu liminar ao estudante Felippe de Macedo Nery Neto, um dos acusados de agredir a empregada doméstica Sirlei Dias de Carvalho em junho deste ano.

Felippe agora irá responder em liberdade à ação judicial que corre na Justiça do Rio de Janeiro. O crime ocorreu em 23 de junho de 2007. Felippe, de 20 anos, Julio Junqueira Ferreira, 21, Rodrigo dos Santos Bassalo da Silva, 21, Leonardo Pereira de Andrade, 19, e Rubens Pereira Arruda Júnior, 19, teriam saído de carro após uma festa e parado em um ponto de ônibus, na Barra da Tijuca, onde teriam agredido a doméstica. Todos os acusados foram presos no mesmo dia.

Caso 2

Promotor de Justiça Thales Serri Schoedl matou e está recebendo por mês R$ 10 mil, livre.

Faltei 6





Não fui
Faltei

Arbitrariedade

Leia neste blog: http://opmat.blogspot.com/

segunda-feira, agosto 27, 2007

Pode?














Carro de sindicato amanhece no sábado na casa de alguém.

Pode isso? Houve permissão?

Se não houve...

Açeçor de Inprença


Com o objetivo de gerar uma troca de conhecimento entre produtores rurais, pequenos empresários das regiões do Iaco-Purus e Envira Tarauacá com produtores da região do Vale do Acre, onde há várias agroindústrias e cooperativas de produtores estudantes universitários gabinete do Senador Sibá Machado (PT), em parceria com o governo do Estado,através da Secretaria de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar (Seaprof), promove a partir desta sexta-feira o "III Intercâmbio de Experiências Produtivas do Vale do Acre.

1. O texto acima pertence ao gabinete do senador Sibá. Para gabinete, deveria haver concurso público, porque indicação ratifica a incompetência ou o desprezo pela língua-mãe. Para quem é senador, trata-se de uma vergonha ter uma açeçoria que escreve tão mal para receber no final do mês um bom salário; e

2. Na foto, espero que um dia o senador enterre sua açeçoria de inprença, porque, caso não faça isso, a sua açeçoria enterrará a língua portuguesa no solo fértil da ignorância.

Avanço tecnológico



Este ônibus faz a linha Aeroporto Velho-centro. Empresários de ônibus colocaram o cobrador na frente para, segundo eles, haver cobrança eletrônica.

Dizem que será melhor para os passageiros. Só não é melhor para o passageiro o conforto. Cadeiras velhas e pouco espaço para se sentar.

Só tem uma questão melhor para o passageiro: o lucro do empresário.

Vida insustentável

Economia sustentável.

Em Rio Branco, capital do Acre, se a loja na foto promove desconto de 50%, de 60% e de 70%, a vida humana está em liquidação.

Respiração lenta, sangrando pelo nariz, esse jovem não chamou atenção daqueles que passavam pela calçada. A vitrine é mais bonita.

Na capital, não existe um órgão público que apanhe essas pessoas para que não fiquem nas ruas dessa forma.

Orgulho de ser acreano

MPE abre inquérito civil para investigar irregularidades
em mercadorias do supermercado Araújo

De Freud Antunes

O Ministério Público Estadual (MPE) abriu um inquérito civil para apurar algumas irregularidades encontradas no supermercado Araújo e no supermercado Avenida por meio de uma fiscalização realizada pela Secretaria de Vigilância Sanitária.

Segundo o relato da portaria, divulgada ontem no Diário Oficial do Estado, foram detectados material de higiene, limpeza e alimentos (biscoitos, farinha de trigo, ovos e bolos) acondicionados de forma errada no estaque das empresas.

A publicação ainda menciona um laudo de apreensão da Vigilância Sanitária que encontrou produtos com a embalagem danificada e fora do prazo de validade.

Na denúncia, a promotora do direito de defesa do consumidor, Alessandra Garcia Marques, afirma que os problemas também foram constatados pelo Departamento do Consumidor (Procon) que instaurou um procedimento administrativo, incluindo entre as irregularidades a falta de preços fixados em algumas gôndolas em que são utilizadas para a exposição dos produtos.

“Tendo em vista que foram detectados prazo de validade vencido, deterioração, avariação e alteração dos produtos, podendo, portanto, vir causar danos à vida e à saúde dos consumidores”, escreveu a promotora.

Além dos problemas encontrados, Alessandra ainda questionou o possível controle de mercado, realizado pelo proprietário da marca Araújo, que pode estar descumprindo a norma do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que estipula um mínimo de 20% de controle do setor por uma mesma empresa.

Para averiguar as irregularidades, o MPE notificou os administradores dos supermercados e enviou cópias dos documentos ao Cade para investigar se as normas de concorrência estão sendo descumpridas.

Por telefone, o proprietário das marcas Araújo e Avenida, Adem Araújo, foi procurado, mas não atendeu às ligações.

sábado, agosto 25, 2007

Quero entrar para a história


À direita, em pé, o repórter Paulo H. Nascimento.

O time, Rio Branco Futebol Clube.




A uma bloguista


Texto de uma bloguista.


Caro professor Aldo,
Já fui sua aluna na faculdade e não vi tal empenho seu.
Em que sentido "empenho"? Eu, na F
aculdade de Letras da Universidade Federal do Acre, fui processado muitas vezes por um grupo de professores. Fui acusado de muitas coisas. Por lado, obtive respeito de uma pessoa por quem tenho enorme apreço, a professora Olinda Batista, atual vice-reitora. Admiro a professora Olinda por seu caráter. Se falo bem desta terra, é por causa de pessoas como a Olinda. Empenho? Empenhei-me a ponto de ser processado, por exemplo, porque uma aluna disse que eu usava A República, de Platão, nas aulas de Literatura Infantil. Empenho? Eu levei Bakhtin à Faculdade de Letras da Ufac, basta olhar os planos de curso. Empenho? Hoje, após anos, não leciono nessa faculdade, e ela continua como uma das piores da Região Norte. Consulte os dados do MEC.

Desculpe, mas vc não acha que está se preocupando muito em dar modelos de redação? Vc não crê que a olímpiada de matemática também é importante?
Sim, acho, mas eu leciono outra disciplina.

Afinal os alunos também estão mostrando suas habilidades. E quanto a passeata, esta também de alguma forma está trabalhando habilidades nos alunos, como o respeito e cidadania.
Discordo. Quando assinei meu contrato como funcionário do estado, não foi para fazer passeata. Assinei para lecionar. Precisamos, primeiro, manifestar nosso interresse por qualidade de ensino. Não adianta irmos às ruas se a escola não cumpre sua função em sala de aula. Habilidades!? Na minha área, habilidade é ler bem e escrever bem, e eu não posso perder tempo com passeata. Respeito!? Cidadania!? Querida, as transformações sólidas iniciam-se dentro de instutuições e não nas ruas. É preciso haver uma ótima formação como advogado, como médico, como juiz, como enfermeiro, como professor, e isso começa quando há boas escolas.

Fatores importantes para um desenvolvimento social. Vc não acha importante? Acho maravilhoso vc se preocupar com esses dias que foram destinados a estas atividades, mas creio que não prejudicarão nosso trabalho.
É perder tempo. Enquanto a escola pública pára e desfila em uma passeata, a escola privada cumpre seu ano letivo e diz que é a primeira no Enem. Eu quero a minha escola pública em primeiro lugar no Enem, e isso não passa pela rua.

Abraço

Outro

sexta-feira, agosto 24, 2007

Gosto de eternidade















Tem colega de Redação que deseja ser eterno. Há quase cinco anos, trabalho na TRIBUNA e, nesse tempo, retifico "Pronto Socorro".

Há quase quatro anos, corrijo o seu texto; e, há quase quatro anos, ele escreve o mesmo "Pronto Socorro".

Repórter, escreva "pronto-socorro". Não podemos melhorar o texto se formos pedras.

quinta-feira, agosto 23, 2007

Ronda Gramatical














Eis os problemas:

1- de 21 á 24/08 - Além do acento grave, indicador do fenômeno da crase, estar para o lado direito (´), colocaram-no antes de número;

2- das 08:00 as 17:00 - Deveria haver o acento, mas não colocaram; e

3- Ou seja, inverteram tudo.

Como representante da ordem, o Exército não pode causar desordem na língua portuguesa.

A polícia e a escola



Hoje, mais uma vez, vi policiais militares na escola Heloísa Mourão Marques. Na foto, um dos alunos que fizeram desordem no espaço público.

Não quero aqui citar nomes de policias ou de alunos, mas tão-somente expor duas instituições: a escola e a Polícia Militar.

Evidente que os policiais portaram-se muito bem, realizando um trabalho que ajuda a escola. A questão, entretanto, é outra.

Da rua, os policiais conduziram os adolescentes à escola. Na coordenação de ensino, os estudantes calaram-se diante de dois homens que impuseram a ordem.

"Se isso se repetir, levarei vocês à delegacia", disse o policial.

O que representa a Polícia Militar em uma instituição de ensino? Bem, evidente que a escola deixou de educar, isto é, de colocar limites, porque a palavra na unidade escolar não se impõe como norma, como conduta, como disciplina, como ordem. A palavra na escola é desarticulada. No quartel, a palavra se articula enquanto ação de um conjunto.

Longe do policial, o aluno afronta professores, inibe servidoras. A escola não exige e nem cobra condutas. Não me refiro à escola Heloísa Mourão Marques. A crise da autoridade escolar espalha-se.

Diante disso, a ordem militar se impõe. Ironia, o policial militar é quem educa, isto é, impõe limites e pune. "Caso faça novamente, levarei você à delegacia." O aluno sente no policial que a palavra representa a lei e será cumprida. É como se a autoridade militar dissesse a ele "você não pode fazer na sociedade tudo que você deseja".

A ordem escolar não se iguala à ordem militar, eu sei, mas aquela ordem não se fundamenta na sala, na avaliação, porque professores e gestores perderam sua identidade no espaço escolar. A identidade de um policial não se perde em um quartel.

Como professor, percebo, portanto, que a escola não cumpre seu papel social e, por causa disso, recorre ao quartel. "Como dizem meus alunos, isso aqui é uma bagunça." Menos em minha sala de aula, e eles sabem disso.

Tribunal de Contas


Na mesma sessão, os conselheiros do Tribunal de Contas do Estado decidiram emitir um alerta ao prefeito de Xapuri, Wanderley Viana, que teria apresentado um déficit de R$ 696 mil já no 2º bimestre deste ano, além de ter investido apenas 52,7% do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), enquanto o mínimo é de 60% na folha de pagamento dos professores.

De Freud Antunes

quarta-feira, agosto 22, 2007

Leitura & Leitura


Hoje, iniciamos na escola Heloísa Mourão Marques a leitura de Werther, de Johann Wolgang Von Goethe. Não lemos em sala, porque na escola não impera o silêncio pelos corredores. Debruçamos nossos olhos sobre páginas no teatro da escola.

Leitura solicita silêncio e conforto. Com os ares-condicionados ligados e com poltronas confortáveis, começamos a nos iniciar na narrativa romântica.

Observações gramaticais foram feitas, mas de uma forma bem específica, isto é, relacionadas aos problemas gramaticais presentes nos textos dos alunos, um deles: marcadores pronominais. Esse pronome substitui que palavra anterior? Por que usou "-los" e não "-lhes"?

Na reconstrução textual, isso será cobrado. Você repetiu a palavra. Substitua-a por um pronome. Refaça!

Além disso, nessa aula de leitura, sublinhamos termos, fomos ao dicionário e apresentamos um sentido autêntico para alguns signos lingüísticos. Na página 15, o narrador escreve "bem-amada", referindo-se a uma mulher, mas, antes, ele situa o leitor em imagens relacionadas ao sagrado. Termos anteriores partilham valores com o sagrado, porque a este pertencem.

Na aula de Leitura, precisamos (re)nomear a palavra a fim de que possamos repensar a vida. Na Leitura de um Goethe, a palavra amor, por exemplo, opõe-se à vulgaridade da rua, à cultura de massa. No romantismo, sagrado & amor comungam-se. "Não posso falar meu pensamento sem antes pensar a palavra."

Minha base teórica para essa aula de Leitura são eles: Nietzsche, Bakhtin e Barthes.

Mais: na semana posterior, apresentar um resumo das 20 páginas lidas na semana anterior.

Escrever aprende-se escrevendo e lendo.

terça-feira, agosto 21, 2007

Drummond

Um visitante deixou aportado em meus olhos estes versos. Lindos. Venha, poesia, retire de mim a gosma azeda dos medíocres. Venham, versos, mostrar a meus olhos o outro lado.

Acordar, viver
Como acordar sem sofrimento?
Recomeçar sem horror?
O sono transportou-me
àquele reino onde não existe vida
e eu quedo inerte sem paixão.

Como repetir, dia seguinte após dia seguinte,
a fábula inconclusa,
suportar a semelhança das coisas ásperas
de amanhã com as coisas ásperas de hoje?

Como proteger-me das feridas
que rasga em mim o acontecimento,
qualquer acontecimento
que lembra a Terra e sua púrpura
demente?
E mais aquela ferida que me inflijoa cada hora, algoz
do inocente que não sou?
Ninguém responde, a vida é pétrea.


Carlos Drummond de Andrade

Açeçor de inprença

"No último sábado (18), foi realizada a Reunião Inicial do Fórum Preparatório para a I Conferência Municipal de Cultura. O encontro entre a comunidade e representantes das esferas nacional, estadual e municipal aconteceu no auditório da Secretaria Estadual de Educação, tendo início às 8horas, com cadastramento dos participantes; finalizando às 18h, com plenária que decidiu pela mudança da data da conferência, que agora acontecerá nos dias 5 e 6 de agosto."

1. I Conferência - O texto foi escrito por "açeçor de inprença". Incomoda ver a confusão entre "I" e "1ª". Açeçor é por Q.I., isto é, quem indica. Não precisa ser competente; e

2. Finalizando - O que esse gerúndio faz aqui? Sem contar outros erros de um "açeçor" que ganha bem para escrever tão mal.

Passeata de Língua Portuguesa













Fazendo uma cobertura dos fatos em um balão, fotografei uma passeata de professores de Língua Portuguesa da capital acreana contra a violência de erros gramaticais na língua-mãe.

"Não podemos aceitar que essa violência continue nas escolas, por isso estamos aqui para protestar e para propor uma solução a fim de que nossos alunos saiam do ensino médio sabendo usar seu idioma", disse a professora Benedita.

Rio Branco parou. A passeata durou duas horas. Pela primeira vez na história do Acre, os sindicatos da educação aderiram a uma manifestação que exigiu qualidade de ensino.

"Sempre brigamos por salários, mas meu filho não sabe escrever e nem eu sei direito, por isso o sindicato está aqui para soletrar qualidade de ensino", emocionado, declarou o sindicalista Rodolfo.

segunda-feira, agosto 20, 2007

Sinplac

Hoje, recebi um convite para participar de um debate sobre as propostas de uma candidatura do Sindicato dos Professores Licenciados, o Sinplac.

Infelizmente, por causa do jornal, não poderei ir. Deixo, aqui, algumas idéias.

1. O Sinplac surgiu para mostrar outros caminhos, não podendo imitar o Sinteac, viciado em um sindicalismo anacrônico. O Sinplac precisa ter outro processo eleitoral, porque, caso permaneça nesse, o sindicato ficará vulnerável à infiltração de partidos políticos;

2. Esse processo deve ser debatido em um congresso e, antes dele, a realização de debates com professores da Universidade Federal do Acre e de outras universidades;

3. Criar uma imprensa sindical autônoma, independente do sindicato e que busque recursos próprios para repensar a educação, a cultura e o movimento sindical do Acre. Uma imprensa que não seja pautada pela realidade, mas que paute a educação, a cultura e o movimento sindical;

4. Criação de um ótimo site para que filiados votem pela internete;

5. Criação de um sindicato-empresa;

6. Criação de uma auditoria no final de cada mandato.

Sem 4 aulas de dissertação

Meus alunos receberam de mim todo conteúdo de Literatura e de Língua Portuguesa para o segundo semestre de 2007. Para cada data, um conteúdo.

Na semana passada, dia 14, não apresentei aos meus alunos os modelos de introdução. Amanhã, dia 21, não apresentarei, mais uma vez, modelos de introdução.

São 4 quatro aulas. Na primeira, a causa: Olimpíada de Matemática. Na segunda, passeata.

Paciência!!! e muito blog.

Resposta da professora Osmarina


Murmúrio

Traze-me um pouco das sombras serenas
que as nuvens transportam por cima do dia!
Um pouco de sombra, apenas,
- vê que nem te peço alegria.

Traze-me um pouco da alvura dos luares
que a noite sustenta no teu coração!
A alvura, apenas, dos ares:
- vê que nem te peço ilusão.

Traze-me um pouco da tua lembrança,
aroma perdido, saudade da flor!
- Vê que nem te digo - esperança!
- Vê que nem sequer sonho - amor!


Com vc, Aldo, só a poesia resolve.
_________________________

Osmarina, não entendi a sua observação final. Gostei, porque, comigo, só a poesia resolve.

Ronda Gramatical

No jornal

"De acordo com Auxiliadora, desde de 1989 o Brasil não registra mais casos da paralisia infantil."

1. Desde de. Há um repórter na Redação que coloca "de" sempre depois de "desde". Errado. Como "desde" é preposição, não se coloca outra preposição depois; e

2. Desde 1989 o Brasil. Faltou a vírgula, porque a frase-oracional encontra-se fora da ordem sintática direta. O correto, portanto, é "
desde 1989, o Brasil".

Abusar da escola pública

Hoje, pela manhã, recebi a informação de que não haverá aula amanhã, porque a escola pública Heloísa Mourão Marques fará uma passeata contra a violência em Rio Branco.

Já pensou se as escolas públicas do Rio de Janeiro resolvem cancelar suas aulas para protestar contra a violência na terra de Tom Jobim?

O que me causa desconforto é que a escola não tem um calendário para cumprir metas e, dessa forma, buscar qualificar o ensino público. Nós não temos nem Plano Político Pedagógico. Em outras palavras, a escola que fará uma passeata contra a violência comete a violência de não qualificar seu ensino. Violência no sentido de cometer rupturas contra suas obrigaçõe e seus deveres.

Só para falar do semestre passado, meus alunos deixaram de ter 33 aulas de Língua Portuguesa. Dez aulas foram consideradas por causa da gincana. Quanto à gincana, tudo bem, porque se trata de uma atividade lúdica que incluiu, também, conhecimento.

Agora, incluir passeata como aula, convenhamos, considero abusar da coisa pública. Mesmo assim, meus alunos ficaram sem 13 aulas. Isso é um tipo de violência.
E eu não falto. Só faltei no semestre passado, porque fiquei internado e, como não sou diretor, apresentei atestado médico e pedido de internação do médico.

Não sou pago pelo Estado do Acre para fazer passeata, sou pago para lecionar, e bem, ainda que não receba tão bem. A escola ficou em luto por dois dias e teve gente que enforcou ainda na sexta, aproveitando-se de um luto. Na terça, amanhã, a escola irá parar ainda por causa desse luto.

Pior, a passeata poderá ainda servir como aula. Já serviu no passado. "Trata-se de uma aula diferente", como já ouvi.
Isso, para mim, não é aula. Isso é abusar da coisa pública.

sábado, agosto 18, 2007

Drummond e os comunistas


“Os lírios não nascem da lei”

As leis não bastam.
Os lírios não nascem da lei.
Meu nome é tumulto, e escreve-se
na pedra.


(Nosso Tempo, da Rosa do povo)

Quando o sol se pôs em 17 de agosto de 1987, Carlos Drummond de Andrade passou a ser somente palavras em páginas. Mas, na terra do samba e do futebol, brasileiro não lê nem dois livros por ano, isso significa que Drummond permanece morto em muitas livrarias, em bibliotecas.

Vinte anos após sua morte, ele só poderia estar esquecido em um mundo onde a superficialidade das palavras cria raízes profundas. Ler esse mineiro de Itabira é (des)cobrir o que o cotidiano oculta. Drummond nos revela.

Sua poesia toma formas políticas em 1935 e, em 1942, por meio do livro José, seus versos sociais intensificam-se. Para o poeta Mário Chamie, “Drummond é o nosso Baudelaire”, poeta francês que colocou na linguagem poética as multidões.

"E agora, José?", seu verso mais conhecido, representa essa multidão que com a chave na mão/quer abrir a porta/ não existe porta/ quer morrer no mar,/ mas o mar secou. Não há saída para esse nome comum, o povo. Só perguntas sem respostas.

Sua poesia social e política, entretanto, nunca foi compreendida pelos comunistas. Em O imaginário vigiado, de Dênis de Moraes, lemos que o discurso ideológico da esquerda constrange e pune a criação.

“Essa doença que lhe faz ver tudo negro, num mundo de problemas e contradições sem saída, é própria de sua gente, da classe pobre, arcaica, degenerada, moribunda”, Emílio Carréra alvejou na revista comunista Para todos contra Carlos Drummond de Andrade.

O poeta ficou no Partido Comunista do Brasil (PCB) de maio a novembro de 1945. Foi membro do conselho diretor de Tribuna Popular, mas discordou das práticas do partido. Como não havia troca de idéias, orientação, o pouco que redigia tinha destino incerto.

Mas o motivo de sair do PCB foi outro. Drummond discordou quando os comunistas defenderam uma aliança com Getúlio Vargas.

Censor

Nesse período da história brasileira, havia um censor das artes e da literatura. Membro do PC da União Soviética, ele defendia o realismo socialista, isto é, uma estética panfletária que excluía o imaginário como forma revolucionária. Seu nome, Andrei Jdanov.

Como escreveu Dênis de Moraes em seu livro, “as classes populares não devem descobrir que a força real do partido brota da castração das possibilidades expressivas do outro”. Drummond foi essa expressão de um Eu castrado pelo manual de Jdanov.

Em 17 de agosto de 1934, no 1º Congresso dos Escritores Soviéticos, as artes e a literatura recebem a sentença final de Andrei Jdanov.

“Sob a direção do partido, sob a direção atenta e diária do Comitê Central, sustentados e auxiliados incansavelmente pelo camarada Stalin, a massa inteira dos escritores acha-se unida em volta do poder soviético e do partido”, julga o representante da censura comunista no Brasil.

No livro A rosa do povo, a poesia Nosso tempo expressa que “este é tempo de partido/, tempo de homens partidos”. Partido que inibe a criação individual em nome uma ideologia panfletista. A literatura, segundo Jdanov, deve ser objetiva e objeto da luta revolucionária. A poesia é coisa. Menos para Drummond.

(...)
As coisas talvez melhorem.
São tão fortes as coisas!

Mas eu não sou as coisas e me revolto.
Tenho palavras em mim buscando canal,
São roucas e duras,
irritadas, enérgicas,
comprimidas há tanto tempo,
perderam o sentido, apenas querem explodir
.
(...)

(Nosso tempo)

Antes de roubarem


BLOQUEANDO SEU CELULAR

A DICA É MUITO INTERESSANTE,
ATÉ PORQUE POUCA GENTE TEM O HÁBITO DE LER

MANUAIS!

Com a venda do 'Chip', o interesse dos ladrões por aparelhos >celulares aumentou. Ficou simples para eles: é só comprar um novo chip por >um preço médio de R$ 30,00 em uma operadora e instalar no aparelho roubado. >Com isso, generalizou-se o roubo de aparelhos celulares.Segue então uma >informação útil que os comerciantes de celulares não divulgam, uma espécie >de vingança para quando roubarem seu celular:Para obter o número de série >do seu telefone celular (GSM), digite *#06#Aparecerá no visor um código de >15 algarismos. Esse código é único!Anote-o, e o conserve com cuidado. Se >roubarem seu celular, telefone para a sua operadora e informe este código. >O seu telefone poderá então ser completamente bloqueado, mesmo que o ladrão >mude o 'Chip'!Provavelmente você não recuperará o aparelho, mas quem quer >que o tenha roubado não poderá mais utilizá-lo!Se todos tomarem esta >precaução o roubo de celulares se tornará inútil!Envie isto a todos os seus >contatos, e não esqueça de anotar o seu número de série!!>>>

Texto não é meu.

sexta-feira, agosto 17, 2007

Faltei 3 & 4 & 5



Não fui

Faltei

Faltamos

Solidariedade Atrasada 2



Charge dele, o Braga. Cearense que reside no Rio de Janeiro e, como sempre, por meio de seus traços, o riso.

Várias fotos. A imagem é clonada. Milhares. Milhares. Espalha-se como metástase. Miríade de imagem. Foto. Foto. Charge. Charge.

Blog do Altino.

Solidariedade Atrasada 1


O maior blogueiro do Acre, Altino Machado, foi processado por publicar essa foto em seu blog.

Como não tenho visitado blogs nos últimos dias, eu soube tarde, mas não de mais.

Em muitos aspectos, gosto do blogueiro Altino, porque o cara incomoda. Aqui, entro na rede de solidariedade, porque esse fato correu o Brasil por meio da rede de blogs.

Bispos são condenados

Justiça americana condena casal da Renascer a 140 dias de reclusão

da Folha Online

Os fundadores da Igreja Renascer em Cristo, apóstolo Estevam Hernandes Filho, 53, e sua mulher, bispa Sônia Haddad Moraes Hernandes, 48, foram condenados nesta sexta-feira pela Justiça americana a 140 dias de reclusão, mais cinco meses de prisão domiciliar e mais dois anos de liberdade condicional.

O que escrever sobre isso? Graças a Deus.

quinta-feira, agosto 16, 2007

20 anos



Em Rio Branco, Acre, a cultura neste estado não celebrará Carlos Drummond de Andrade. Hoje, 17 de agosto, o poeta faz 20 anos de morto.

Preparei um texto e publicarei no jornal A TRIBUNA no domingo e neste blog.

A esse poeta, dedico estas palavras de Octavio Paz.

A razão cria cárceres mais escuros que a teologia. O inimigo do homem se chama Razão, o "deus dos sistemas", o prisioneiro de si mesmo. A verdade não procede da razão e sim da percepção poética, isto é, da imaginação.

Na Fazenda-Expoacre

Em seu depoimento, ela disse que seu esposo João Lobato de Abre (42) passou dois meses trabalhando duro numa fazenda e retornou na tarde de quarta-feira com R$ 250, dinheiro que serviria para quitar alguns débitos pendentes.

1. Essa parte de uma matéria de jornal revela quanto uma Fazenda-Expoacre paga, sem carteira de trabalho, a um peão, a um pobre. Nome da fazenda?

quarta-feira, agosto 15, 2007

Adeus, Aldemir!

Quando soube que meu ex-aluno da Universidade Federal do Acre e colega de trabalho foi assassinado, uma tristeza me diminuiu, deixando-me do tamanho de nossas insignificâncias.

Ótimo aluno. Ótimo professor. Uma ótima pessoa.

Aldemir era muito calmo e, quando falava, emitia juízo e precisão. Gostava dele. Havia respeito entre nós. Mas havia também nele a solidão.

A vida poderia ser outra.

Ronda Gramatical





Superintendência. Superintendente.

Para quem representa instituições, erros gramaticais são péssimos exemplos.

Blog aberto à professora Osmarina


Minha Colega de Profissão, tu não doaste alimentos no bairro Airton Sena, mas ofertaste gestos para a gincana da escola.

Tu sabes muito bem que minha crítica não se destina a ti, mas àqueles que permanecem cínicos ou indiferentes à escola pública.

Desejo muito que sejas gestora da escola, porque sem organização, sem paixão, sem ordem, sem cobrança, sem autocobrança, minha colega professora, não se edifica o novo e o tradicional, a ordem e a trangressão.

Tenho certeza de que a função de gestora não fará com que o poder suba à sua cabeça e muito menos será uma função para sua conta bancária.

A escola precisa de tua afiada inteligência.

Escola pública


Hoje, houve uma reunião entre professores e coordenação de ensino. Não abri a boca.

Meus ouvidos souberam que a escola, sem verba, não tem papel, por exemplo, para reproduzir as provas. Motivo: problemas da gestão passada não foram resolvidos.

Quase dois anos. Fica assim mesmo?

Sobre os conselhos de disciplina, é preciso que a direção apresente aos professores o calendário com as datas para as reuniões.

Outra questão. Quem coordenar os conselhos deve dar rumo à área, ou seja, formalizar por escrito o que pretende e o que executará em sua gestão. Caso algum professor não goste, quando for o coordenador, poderá alterar e melhorar o trabalho anterior do colega de profissão.

Agora, quem for coordenador deve saber o que está fazendo para apresentar resultados, por exemplo, em produção textual. Esse resultado, por sua vez, deverá ser observado no texto dos alunos no final do semestre, isto é, na prova diagnóstica de redação.

Faltei 2






Não fui

Faltei







O pior cego é aquele que se recusa a ter cão

Quem dá aos pobres fica com menos

Há males que vêm para piorar

Mais vale tarde do que muito mais tarde

Cada macaco com a sua macaca

Quem tem boca vai ao dentista

Águas passadas já passaram

Depois da tempestade, vem a gripe

terça-feira, agosto 14, 2007

Camisinha não protege

Hoje, a polícia de Rio Branco revelou o provável assassino de Francisco José Dantas, de 31 anos. Seu nome, Rafael Pereira de Abreu, de 22 anos.

Segundo http://www.ac24horas.com, entre os dois, havia um preço acertado para Rafael prestar um serviço sexual. Na condição de ativo, Rafael receberia R$ 800. Dantas, no entanto, pagou bem menos: R$ 182.

Se isso é verdade, a morte de Dantas, que distribuía camisinha para que jovens se prevenissem contra a aids, revela as conseqüências trágicas de um prazer amoral e, para esse prazer, o uso da camisinha não tem serventia.

Ainda que Dantas e Rafael usassem camisinha, ela não os preveniria contra a desmedida do prazer, do apetite sexual. Camisinha não protege o indivíduo do execesso ou de um "acordo sexual".

Prevenir-se contra a aids, passa por valores humanos que protegem a alma. Sem esses valores, sexo é violência, intriga, sujeição, domínio, acordo. Morte.

Faltei 1




Não fui

Faltei

segunda-feira, agosto 13, 2007

Aulas






Amanhã, iniciar-se-ão as aulas.

Transformarei o mundo,
e ele começa pela sala de aula.

Ria

Vamos corrigir alguns ditados?

É dando que
se engravida


Quem ri por último
é retardado

Alegria de pobre
é impossível

Devo, não pago;
nego enquanto puder

Quem tem boca
fala, quem tem condição vai a Roma

Quem espera
sempre cansa

Os últimos
serão desclassificados

Quem dá aos pobres
cria o filho sozinha

Milionários



Segundo a Receita Federal e o The Boston Consulting Group (BCG), o Brasil tem 130 mil milionários. São os mais ricos da América Latina.

A fortuna desse pessoal é estimada em US$ 573 bilhões - mais da metade do BIB nacional.

No Acre, segundo dados de 2004, há cinco cidadãos que recebem por ano mais de R$ 1 milhão.

Quem são?

sábado, agosto 11, 2007

O diabO


Diabólico & Simbólico

Mais do que significado, a palavra tem uma função, diz Bakhtin. Mas desejo renomeá-la para fugir ao senso comum.

"Di(a)" significa espalhar, dispersar, desune.

"Sim" significa unir, congregar.

"Bólico" significa lançar, jogar.

Paródia


Gosto do programa Geração Gazeta, da Joceli Abreu. A foto ao lado, eu a tirei antes de a apresentadora entrar em cena.

Há uma parte de seu programa que estou querendo parodiar, é o Quadro gourmet. Imagino os pobres do Airton Sena com água na boca.

Pensando nisso, acho que apresentarei o avesso dos ricos. Farei neste blog o Quadro Cumê.

Ronda Gramatical


"O senador Sibá Machado (PT-AC) subiu a tribuna na manhã de ontem para ressaltar os recursos destinados à capital Rio Branco através do Programa de Aceleração do Crescimento do governo federal (PAC). Os recursos foram anunciados na última sexta feira, dia 3, pelo presidente Lula."

1. Há outros, mas considero Dicionário Prático de Regência Verbal, de Celso Pedro Luft, ótimo para consulta. Como não se trata de um purista, mesmo porque a língua não é pura, fixa, imóvel, o professor Celso admite o uso de "subiu na". Ele cita "... subida em uma árvore sombria" (Camões).

2. Por outro lado, considero certas construções sintáticas conforme a situação do falante, o que os lingüistas chamam de registro. Nesse caso, portanto, "o senador Sibá Machado (PT-AC) subiu à tribuna", porque o parlamentar representa a instituição Senado, ou seja, seu assessor de comunicação tem o dever de escrever segundo a gramática tradicional.

2. No texto, como ninguém atravessou algo, o uso de através é incorreto. O correto é por meio de. Entretanto, como eu disse, a língua não é imóvel. Alguns admitem por meio de como sendo através. Assessor do Poder Legislativo deve escrever conforme a gramática tradicional.

sexta-feira, agosto 10, 2007

O corpo e Castro Alves




















OH! EU QUERO viver, beber perfumes
Na flor silvestre, que embalsama os ares;
Ver minh'alma adejar pelo infinito,
Qual branca vela n'amplidão dos mares.
No seio da mulher há tanto aroma...
Nos seus beijos de fogo há tanta vida...
— Árabe errante, vou dormir à tarde
À sombra fresca da palmeira erguida.

Castro Alves

O portugûes do Sinteac

Em apenas um mês de gestão, a nova Diretoria do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre – Sinteac tem avançado muito nas negociações com o Governo do Estado. Na última quinta, durante uma reunião entre com uma Comissão de negociação e o Poder Executivo, a ameaça de retorno de quase seis mil professores que haviam sido promovidos à letra B, para a letra A, sofrendo perdas salariais e prejuízo na aposentadoria, foi debelada através de um acordo.

1. Sindicato da educação tem a obrigação de escrever muito bem. Texto confuso. Lamentável. Impossível lutar por qualidade de ensino quando o próprio sindicato não zela pela língua portuguesa.