Nessa parte de teu texto, você surtou. Vá ao médico.
Quem está na secretaria que faça bem. Quem está em sala que faça bem. Eu desejo a sala. Só uma observação: especifique de que forma eu contribuo para piorar.
TCU acaba com farra em carros oficiais na Advocacia-Geral da União no Acre
De Ana Paula Batalha
Consta no relatório de outubro e divulgado recentemente pela auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) o uso indevido de um bem público a serviço de uma funcionária. O caso foi levado ao órgão após gravações do servidor público federal Getúlio França de Almeida, do quadro de pessoal da Advocacia-Geral da União (AGU), na Secretaria de Controle Externo no Acre.
Nas gravações, constam informações e documentos circunstanciando possíveis práticas de irregularidades em relação ao uso de veículo locado pela AGU.
Segundo o relatório, no final de 2006, a Procuradoria da União no Estado do Acre (PU-AC) teve aumentada sua frota de veículos locados, de dois para quatro carros, o que seria desnecessário à medida que os dois veículos atendiam toda demanda da procuradoria.
No caso, um automóvel atendia ao gabinete do procurador-chefe, conduzindo-o a audiências, além de transportar os servidores a serviço. O outro veículo, que deveria atender aos demais serviços do órgão, atendia com exclusividade Sueli Alves Marques, coordenadora da Procuradoria da União no Estado do Acre.
“Com o incremento da frota, em desvio de finalidade, o veículo Corsa, placas AOI-9474, passou a atender unicamente a funcionária, com utilização abusiva para fins particulares durante e fora do expediente”, diz o relatório.
O relatório diz ainda que a servidora passou a conduzir o veículo até a sua residência, guardando-o em sua garagem residencial, além de utilizá-lo em lugares proibidos por lei, como supermercado, casa de diversão, boate, restaurantes e aeroporto e a disponibilizá-lo para o uso pessoal de seu filho. Essas condutas foram demonstradas em diversos vídeos.
Não bastasse isso, foram apresentadas provas que, além de não portar os dizeres exigidos pelas normas - serviço público federal, uso exclusivo em serviço -, o veículo circulava na cidade exibindo conteúdo publicitário de evento festivo a ser realizado na boate Excalibur (Miss Mister Excalibur).
O documento ressalta ainda que as razões apresentadas por Sueli não trazem justificativas aceitáveis para a utilização do veículo fora das situações de serviço. Com base nos elementos constantes nos autos — especialmente nos boletins mensais de controle dos veículos, nos DVDs anexados à contracapa dos autos principais e nas justificativas trazidas pela representada —, conclui-se, segundo o documento, que todos os quilômetros rodados foram custeados pela Advocacia-Geral da União uma vez que a quilometragem inicial registrada em um determinado dia sempre coincide com a quilometragem final referente ao dia útil anterior.
A servidora afirma que o uso do veículo não se deu de forma ilegal uma vez que o valor da franquia (estipulada em 2,5 mil km-mês) não foi ultrapassado.
“Ela dá a entender que, como alcançou no período considerado apenas 65% da quilometragem mensal contratada, os demais 35% poderiam ser utilizados livremente, não trazendo qualquer prejuízo ao erário, porque a franquia contratual cobria tudo”, consta.
A servidora, pelo que consta no relatório, deixou de utilizar o veículo locado fora do horário de expediente a partir de novembro de 2007.
Por esse motivo, o TCU adotou aplicação da multa à servidora pelo uso irregular para fins particulares do veículo locado pelo órgão, além de ter determinado à Procuradoria da União no Estado do Acre tomar providências especificadas quanto às irregularidades encontradas.
"Vocês que são diretores de divisão levem para seus setores o que está acontecendo aqui e ponham todos a barbinha de molho. Vocês não têm o direito de trabalhar mal. Estão ganhando muito bem. Uma FC3, R$ 1.200 em média a mais para trabalhar mal. Ai, que é isso tem tanta gente que não tem o que comer aí fora, querendo trabalhar. Vocês viram quantas pessoas foram demitidas do gabinete da doutora Marli a bem do serviço público pela doutora Marli?".
Em casa, o celular registra um toque às 13h35. É Alessandra, editora-chefe da TRIBUNA. Conheci Pheyndews no Página 20, em 1996. A última vez que nos reencontramos foi na Redação da TRIBUNA, ano passado. Se a morte retira de nós qualquer sopro de arrogância, a ida eterna de um bom colega de trabalho é injusta. Haveria justiça se os canalhas fossem na frente, sempre na frente.
De Aldo NascimentoApae pode fechar suas portas
De Gilberto Lobo
Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais do Acre (Apae) e o Colégio Dom Bosco podem ser fechados. O projeto da Secretaria Estadual de Educação (SEE) é inserir todos os alunos com necessidades especiais na rede pública de ensino para promover a inclusão social. Dessa forma, os órgãos que trabalham com os excepcionais passariam a ser, apenas, centros de saúde especializados.
Mas o problema desse tipo de trabalho de inclusão, atualmente utilizado em Minas Gerais, pode não dar certo no Estado.
“A nossa realidade é outra. Lá, eles têm o incentivo da iniciativa privada, bancado o transporte para levar as crianças com necessidades especiais à escola, e as escolas públicas já estão adequadas para recebê-los, com rampas de acesso e com professores capacitados”, explicou a diretora da Apae, Raimunda Souza, que há seis anos trabalha com ensino especial.
Agora, para tentar contornar a situação, de acordo com a diretora, os pais de alunos e a diretoria da Apae terão que elaborar uma contraproposta, um conteúdo com novas propostas de ensino e as dificuldades por que alguns excepcionais passarão para se adaptar a esse projeto de inclusão.
“Aqui, temos um aluno com síndrome de down de 27 anos, que é muito carinhoso, muito amoroso, mas têm dias que ele fica violento e é difícil contê-lo. Ele bate em todo o mundo. Como será um aluno que passa por esse tipo de dificuldade no meio dos outros? Vai ser complicado”, detalhou.
Problemas
Outro problema com esse tipo de projeto é o pré-conceito que pode ser gerado, porque as salas de aulas que forem receber esse tipo de aluno terão que reduzir o número de vagas. Isso pode gerar conflitos com a comunidade.
“Na hora do intervalo, como uma criança com deficiência física irá se sentir quando vir as outras correndo e brincando? Quando não conseguir acompanhar o desempenho da turma, ele vai se sentir inferior, e isso pode causar um mal irreversível.
“Fechamento”
A Apae, atualmente, tem 250 alunos. Todos com necessidades especiais. Eles têm, além do ensino básico e fundamental, aulas de informática, artesanato e acompanhamento médico. Os funcionários, alimentação e parte das despesas são pagos pelo Estado.
“Temos que oferecer tudo que uma escola comum oferece e um pouco mais, mas sem recurso, mas, como dependemos do governo para nos manter, pedimos que o Estado compreenda a nossa situação, porque queira ou não a transformação da Apae em centro de saúde é quase um fechamento”, desabafou.
“Não sou contra a inclusão, mas isso deve ser feito aos poucos, com cuidado. Temos alunos que saíram daqui para a rede pública de ensino. Eles estão bem e são ainda acompanhados, assim pode dar certo”, explicou Raimunda Souza.
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Matéria de Gilberto Lobo
A verdadeira proprietária da Casa de Chico Mendes, um dos maiores símbolos do Estado, é a professora aposentada Carmem Rodrigues Moreira, de 68 anos. Ela afirma que há quase 20 anos está com um processo na Justiça para reaver o imóvel, que ainda está registrado no nome do falecido marido, Raimundo Pereira Bastos.
A aposentada explicou que tentou vender a casa a Chico Mendes, um ano antes de seu assassinato, por 400 mil cruzeiros, mas só recebeu 150 mil. “Ele disse que estava de viagem marcada para o estrangeiro, para receber um prêmio e, quando chegasse, pagaria o restante da dívida”, disse.
Mas, quando retornou da viagem, o ambientalista não pagou o restante da dívida. Dívida essa que se somou aos aluguéis pagos apenas com a amizade entre a professora e o sindicalista. “Nunca o cobrei, porque eu gostava muito dele. Ele era uma boa pessoa, preguiçoso, mas uma boa pessoa. Pagou apenas três meses de aluguei e nunca mais”, enfatizou.
“Eu precisava do dinheiro da venda da casa em Xapuri para poder terminar de pagar o local onde estava morando na capital. Se eu fosse esperar, até hoje, também, estaria devendo a minha casa. Disse a ele que já estava fazendo um bom desconto: o preço era 500 mil cruzeiros e, para ele, acabei passando por um valor menor”, desabafou a viúva.
Arquivado
Dona Carmem disse ainda que, para lutar contra a sombra do herói Chico Mendes, conhecido em todo o mundo como o defensor do meio ambiente, foi difícil. Uma das barreiras foi conseguir um advogado que assumisse a causa.
“Tentei vários e eles sempre me diziam que não iam comprar briga com isso. E, quando, finalmente, consegui encontrar um, parece que ele não resistiu à pressão por muito tempo. Há tempo, peço ao advogado que me devolva a documentação anexada no processo, mas não consigo. Por último, me disse que estava no arquivo geral do Estado. Chegando lá, não me deixaram pegar a documentação. No entanto, confessaram que estava realmente lá,” lembra.
A viúva de Chico, Ilzamar Mendes, foi em algumas audiências com a professora aposentada, no entanto, afirmou, diante do juiz, que não a conhecia e que a denúncia não era verdadeira.
“Esculhambei com essa mulher. Eles não tinham nada quando foram morar juntos, sequer tinham comida. Eu os ajudei, eles viviam em minha casa, sempre lhes tive muito respeito. Como ela disse que não me conhece? Esse bem é herança dos meus filhos e ela ganhou dinheiro com a morte do Chico e não quis pagar a dívida. Só quero que me paguem e fica tudo bem”, detalhou a senhora com seus cabelos grisalhos, com sérios problemas de circulação sanguínea.
“Vou até o final com minha luta. Isso não pode e nem vai ficar assim”, finalizou num tom de revolta a professora aposentada e proprietária da Casa de Chico Mendes, o mais importante ponto turístico de Xapuri.



Parte da matéria de Nayanne Santana
Durante a coletiva, a coordenadora do PT, Rose Escalabrin, lamentou a perda da representatividade feminina na câmara. Rose acredita que o fato se deu por uma "herança cultural".
"Isso é um retrocesso, nunca tivemos uma chapa feminina tão qualificada como a dessas eleições. A mulher está mais preparada para a vida privada do que para a vida política", declarou Escalabrin.
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Observação:
Se está mais preparada para a vida privada, isso significa que a mulher deve se limitar ao espaço da casa, ao espaço doméstico. Além disso, a fala de Rose emitiu um certo timbre de superficialidade sobre a mulher no poder. É uma pena.
De Aldo Nascimento
São 14h47 e não chove mais neste domingo de eleições. Retornei de minha seção eleitoral com a certeza de que Raimundo Angelim (PT) permanece por mais quatro anos à frente da prefeitura de Rio Branco. Com o trabalho que realizou como homem público e com a oposição partidária que o destino ofertou a Angelim, não preciso consultar os búzios para saber que os vermelhos colorirão esta terra ainda por um bom tempo.
Antes de Angelim na prefeitura e antes de Jorge Viana no Estado, o que a oposição melhor fez foi arruinar a administração pública com uma competência inigualável. O trabalho dessa escória foi tão perfeito que projetou e consolidou a Frente Popular na política acreana e nacional. Se foram tão inaptos para cuidar do município e do Estado, agora são ineptos como oposição para qualificar debates, para aprimorar a democracia, para apontar caminhos inteligentes. Boa parte da população não sente saudade deles, por isso acumulam perdas e mais perdas. E acumularão ainda mais.
Nestas eleições municipais, ninguém apresentou provas de que Raimundo Angelim tenha desviado dinheiro público para interesses ilícitos. Elas inexistem. O que a oposição apresentou foi uma mãe para comover eleitores. Em vão. A peteca caiu com mãe e tudo, e Petecão (PMN) perdeu do jeito que o povo quis.
Tião Bocalom (PSDB) mostrou mais uma vez que é candidato a prefeito de Rio Branco só para fazer propaganda de Acrelândia. O tucano até que é um belo pássaro com suas cores, mas o PSDB projetou um candidato sem brilho, sem condições de voar acima da mediocridade. Mas, em uma coisa, pelo menos, o candidato Bocalom foi convincente: depois das eleições, ele não andará de ônibus.
E Antônio Rocha, do P-SoL? O quê?! Quem?! Onde?! Quando?! Como?!
Na era do vazio, falta à oposição o que sobra na Frente Popular: o mito. Raimundo Angelim e Arnóbio Marques não são correligionários partidários, mas, acima de tudo, amigos deste mito, Jorge Viana - político sedutor que sabe como poucos teatralizar o discurso.
Políticos cacofônicos como Petecão, estressados como Bocalom e bobinhos como Antônio Rocha jamais superariam nestas eleições a “sombra” de Jorge Viana. Como se ainda não fosse o bastante, há entre Marina Silva, Arnóbio Marques, Jorge Viana e Raimundo Angelim a mais leal amizade, valor humano cultivado há anos por eles. Tamanha virtude não se obtém às vésperas de eleições com o nome 100% Popular. Amontoar Flaviano Melo, Márcio Bitar, Petecão e Cadaxo em uma coligação é saber que, depois das urnas, assim como o MDA, a brisa a desmanchará.
Mais quatro anos para Raimundo Angelim. Mais quatro anos para Arnóbio Marques. E pensar que isso, com essa pseudo-oposição, é só o começo.
Nepotismo no Tribunal de Justiça
Desembargadores do Acre descumprem resolução do Conselho Nacional de Justiça e súmula vinculante do Supremo Tribunal FederalO Conselho Nacional de Justiça (CNJ) poderá fracassar pela segunda vez na tentativa de estancar a tradicional prática de nepotismo no Tribunal de Justiça do Acre, onde cargos, empregos e funções costumam ser exercidos por parentes, cônjuges e companheiros de magistrados e de servidores em cargos de direção e assessoramento.
Daniela Flores Praça e Giuliana Evangelista de Araújo Silva, por exemplo: ambas são servidoras concursadas, filhas de desembargadores e exercem cargos de confiança. Daniela está lotada no gabinete do desembargador Feliciano Vasconcelos, mas trabalha mesmo é no gabinete do pai, o desembargador Francisco Praça.
Giuliana Evangelista, colunista social (veja aqui) do diário A Tribuna, é filha da desembargadora Eva Evangelista, corregedora do Tribunal de Justiça. Exerce, desde fevereiro de 2005, o cargo comissionado de secretária, código PJ-DAS-101.4, do Conselho da Magistratura do Tribunal de Justiça.
O conselho serve exclusivamente à presidência, vice-presidência e à corregedoria, para controlar todas as informações relacionadas à vida funcional dos magistrados acreanos, como promoções, salários, férias e indenizações. É quem elabora a folha de pagamento dos magistrados, pois a folha dos servidores é atribuição do setor de recursos humanos.
Portanto, a mãe da colunista social, que é a corregedora do Tribunal de Justiça, exerce o cargo baseada em informações que são controladas e repassadas pela filha. Outro exemplo é o datilógrafo Afonso Evangelista Araújo, irmão da corregedora, que exerce há sete anos cargo comissionado como responsável técnico do Juizado de Trânsito.
Digamos que os três casos podem ser considerados emblemáticos porque expõem uma prática recorrente entre os demais magistrados que mantém parentes ocupando funções ou cargos comissionadas no Tribunal de Justiça do Acre. Ao tomar posse, todos declararam não ter incompatibilidade para o exercício do cargo, conforme as hipóteses previstas na legislação.Leia mais no Blog da Amazônia.


